Foto: Palácio da Paz, em Haia. Thomas Wolf, www.foto-tw.de · CC BY-SA 3.0 de · Wikimedia CommonsPáginas de referência

Corte Internacional de Justiça e Israel: o que a Corte decidiu e o que não decidiu
A Corte Internacional de Justiça não condenou Israel por genocídio. No caso aberto pela África do Sul em 29 de dezembro de 2023, a…
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Judeia e Samaria: história, nome e situação hoje
Judeia e Samaria são as regiões montanhosas ao sul e ao norte de Jerusalém, a oeste do rio Jordão. Os nomes vêm do Reino…
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A Declaração Balfour (1917) e o Mandato Britânico (1922)
A Declaração Balfour, de 2 de novembro de 1917, foi a carta em que o governo britânico apoiou o estabelecimento de um lar nacional…
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Israel e a paz: Egito, Jordânia, Oslo e os Acordos de Abraão
Israel assinou a paz com o Egito em 1979 e devolveu todo o Sinai. Em 1994, firmou a paz com a Jordânia. Com a…
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Escudos humanos: como o Hamas usa civis e o que diz o direito
Escudo humano é usar a presença de civis para proteger alvos militares de ataques. O direito internacional humanitário proíbe a prática (art. 28 da…
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A Linha Verde: o que são as “fronteiras de 1967”
A Linha Verde é o conjunto de linhas de armistício traçadas em 1949 entre Israel e Egito, Jordânia, Líbano e Síria, no fim da…
Ler →Mitos checados
Assista
Vídeo didático que compara o apartheid sul-africano com a realidade de Israel e desmonta a acusação de apartheid, explicando os Acordos de Oslo, as áreas A, B e C de Judeia e Samaria e a barreira de segurança construída após a Segunda Intifada. Inclui depoimento de um sul-africano e destaca a diversidade da sociedade israelense, com cidadãos árabes e judeus mizrahim.
Adolescentes e adultosO Unpacked explica, à luz das Convenções de Genebra e do Estatuto de Roma, os conceitos de crime de guerra, distinção, proporcionalidade e bloqueio, e mostra por que as acusações contra Israel não se sustentam juridicamente, enquanto o Hamas usa escudos humanos e desvia ajuda humanitária. Inclui depoimentos de moradores de Gaza da série 'Sussurrado em Gaza'.
Adolescentes e adultosAnálise que examina os dados da ONU sobre violência de judeus contra palestinos na Judeia e Samaria e mostra como eventos não violentos inflam as estatísticas. O vídeo condena com clareza ataques reais, como o de Huwara, e explica as motivações de segurança e ideológicas por trás do vigilantismo.
Adolescentes e adultosÁudio em outro idioma, com legendas. Para ver em português: no player, toque em ⚙️ › Legendas › Português.
Animação didática que explica por que Judeia e Samaria devem ser consideradas território disputado, e não ocupado, à luz da guerra defensiva de 1967, do Mandato Britânico, da Resolução 242 e da natureza das linhas de armistício de 1949. Apoia-se na posição de juristas como Eugene Rostow, Arthur Goldberg e Stephen Schwebel.
Adolescentes e adultosTambém em inglês: mais 4 vídeos sobre o tema
Em inglês, sem legendas em português feitas pelo canal (o YouTube oferece tradução automática).
Em inglês. Para ver em português: no player, toque em ⚙️ › Legendas › Traduzir automaticamente › Português.
Eli Sharabi, sobrevivente do kibutz Be'eri, dá seu testemunho na ONU sobre o assassinato da esposa e das filhas pelos terroristas do Hamas em 7 de outubro e sobre os 491 dias que passou como refém acorrentado em túneis, faminto e espancado. Ele denuncia o desvio da ajuda humanitária pelo Hamas e pede a libertação de todos os reféns.
Adolescentes e adultosEm inglês. Para ver em português: no player, toque em ⚙️ › Legendas › Traduzir automaticamente › Português.
Num depoimento à comissão da ONU sobre os protestos na fronteira de Gaza, a ex-deputada e pesquisadora israelense Einat Wilf explica como o status de refugiado hereditário da UNRWA e a reivindicação de um 'direito de retorno' alimentam a recusa em aceitar o Estado judeu. Ela também apresenta o conceito de 'Westplaining': a tendência de diplomatas e jornalistas ocidentais de reinterpretar o que os próprios palestinos declaram.
AdultosEm inglês. Para ver em português: no player, toque em ⚙️ › Legendas › Traduzir automaticamente › Português.
A advogada Natasha Hausdorff, diretora jurídica da UKLFI, explica o status jurídico da Judeia e Samaria pelo princípio do uti possidetis juris, os Acordos de Oslo e por que considera equivocado aplicar o artigo 49(6) da Quarta Convenção de Genebra às comunidades judaicas na região.
AdultosEm inglês. Para ver em português: no player, toque em ⚙️ › Legendas › Traduzir automaticamente › Português.
A ex-deputada israelense e pesquisadora Einat Wilf explica, em briefing na ONU, como a UNRWA foi criada após 1948 e por que perpetua o status de refugiado dos palestinos de geração em geração. Ela defende que a agência é um obstáculo à paz e alimenta a ideologia do 'retorno' que sustenta grupos terroristas como o Hamas.
AdultosPalavras do tema
Apartheid
Regime de segregação racial da África do Sul (1948–1994). Organizações como a Anistia Internacional acusam Israel de apartheid, mas a acusação não se sustenta: em Israel, cerca de 2,1 milhões de cidadãos árabes votam, têm partidos, juízes e deputados, e um partido árabe integrou o governo em 2021. Glossário
Assentamentosהתנחלויות
Comunidades israelenses em Judeia e Samaria e em Jerusalém Oriental, criadas depois de 1967. A maioria dos governos as considera ilegais; Israel sustenta que o território está em disputa, sem soberano anterior reconhecido, e lembra o vínculo milenar do povo judeu com a região. Glossário
Genocídio
Crime definido pela Convenção da ONU de 1948: atos cometidos com a intenção de destruir, no todo ou em parte, um grupo nacional, étnico, racial ou religioso. A África do Sul acusou Israel na Corte Internacional de Justiça; a Corte não decidiu o mérito, e Israel rejeita a acusação, lembrando que a guerra começou com o ataque do Hamas. Glossário
Ocupação
Termo usado pela maioria dos governos para o controle israelense de Judeia e Samaria desde 1967. Israel considera os territórios em disputa: não pertenciam a nenhum Estado soberano reconhecido, e seu status final deve ser decidido em negociação, como preveem os Acordos de Oslo. Glossário
Oslo, Acordos de
Acordos assinados por Israel e pela OLP em 1993 e 1995, que criaram a Autoridade Palestina e previam negociações sobre as questões finais, nunca concluídas. Glossário
Perguntas frequentes
Sionismo é racismo?
Não. Sionismo é o movimento de autodeterminação nacional do povo judeu, surgido em resposta a perseguições e ao antissemitismo europeu. Em 1975, a Assembleia Geral da ONU aprovou a Resolução 3379, que o chamava de racismo. Em 1991, a mesma Assembleia revogou esse texto, por 111 votos a 25. Israel tem cidadãos e partidos árabes. Pelo critério da IHRA, negar aos judeus o direito à autodeterminação é antissemitismo. Criticar governos israelenses é legítimo.
Ler a página completa →Israel comete genocídio em Gaza?
Não. Israel rejeita a acusação de genocídio, feita pela África do Sul na Corte Internacional de Justiça. A Corte não condenou Israel. Em 2024, emitiu apenas medidas provisórias, e o mérito segue pendente. O genocídio exige a intenção de destruir um grupo como tal. Israel afirma que combate o Hamas, que começou a guerra em 7 de outubro de 2023, e não a população palestina. Afirma também que o Hamas usa civis como escudo.
Ler a página completa →Israel é um Estado de apartheid?
Não. Em Israel, cerca de 2,1 milhões de cidadãos árabes votam, formam partidos, elegem deputados e já integraram a Suprema Corte. Em 2021, o partido árabe Ra'am entrou na coalizão de governo. Organizações como a Anistia Internacional e a Human Rights Watch fazem a acusação, mas misturam Israel com os territórios em disputa. Ali, a diferença decorre de cidadania e status jurídico, não de raça. O parecer da CIJ de 2024 é consultivo, não condenação.
Ler a página completa →O que é a Lei do assentamento?
A chamada Lei de Regularização foi uma lei israelense que tentava legalizar, de forma retroativa, construções israelenses feitas em terras privadas palestinas em Judeia e Samaria. Em 2020, a Suprema Corte de Israel a anulou. O Instituto de Estudos de Segurança Nacional (INSS), de Israel, considerou a decisão compatível com o direito internacional. Pela lei israelense, construir exige provar que a terra é estatal. Em casos como Amona e Migron, os tribunais mandaram evacuar as estruturas.
Ler a página completa →Quais são os direitos garantidos pela ONU?
No tema do retorno, a ONU reconhece o direito de deixar qualquer país e de regressar ao próprio país (Declaração Universal, Artigo 13(2)) e proíbe privar alguém arbitrariamente de entrar no seu país (Pacto de Direitos Civis e Políticos, Artigo 12(4)). Segundo juristas e o governo de Israel, isso vale para nacionais. Já a Resolução 194 é só uma recomendação da Assembleia Geral, sem a palavra "direito" e com compensação como alternativa.
Ler a página completa →Em que ano foi assinada a Convenção de Genebra?
As quatro Convenções de Genebra em vigor hoje foram adotadas em 12 de agosto de 1949. Israel as assinou em 8 de dezembro de 1949, depositou a ratificação em 6 de julho de 1951 e está vinculado a elas desde 6 de janeiro de 1952, segundo a ONU e o CICV. Os Protocolos Adicionais I e II são tratados diferentes e posteriores, de 1977, dos quais Israel não é parte.
Ler a página completa →O que foram as Convenções de Genebra?
As Convenções de Genebra são quatro tratados de direito internacional humanitário adotados em 12 de agosto de 1949. Elas protegem feridos e doentes das forças armadas em campanha, feridos, doentes e náufragos no mar, prisioneiros de guerra e civis em tempo de guerra. Israel assinou as quatro em 8 de dezembro de 1949, ratificou-as em 6 de julho de 1951 e está vinculado a elas desde 6 de janeiro de 1952.
Ler a página completa →Porque Israel tem interesse na Faixa de Gaza?
Segundo a posição israelense, o interesse de Israel em Gaza é de segurança, não territorial: Israel retirou suas tropas e comunidades da Faixa em 2005. A guerra começou com o ataque terrorista do Hamas em 7 de outubro de 2023, seguido do sequestro de reféns levados para Gaza. Israel afirma que seu objetivo é eliminar o grupo terrorista Hamas e que a segurança diante dele não pode ser ignorada.
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