
Real ou montado? Teste o seu olhar com 10 casos reais de desinformação contra Israel
Cada pergunta mostra o que circulou em um caso real. Escolha o que a checagem encontrou. No fim, veja quantas acertou e leia o caso completo.

Imagem ilustrativa: Pátio do hospital al-Ahli Arab na manhã de 18 de outubro de 2023, em imagem da agência iraniana Tasnim: um buraco raso no calçamento, destroços, carros queimados ao fundo e os prédios de pé. Tasnim News Agency · CC BY 4.0 O que circulou. Outubro de 2023: "Um ataque aéreo israelense atingiu o hospital Al-Ahli, em Gaza, e matou pelo menos 500 pessoas."
O que a checagem encontrou?
Técnica: O primeiro título.
A explosão atingiu o pátio e o estacionamento, e os prédios ficaram de pé. EUA, Reino Unido, França e Canadá avaliaram como provável um foguete lançado de Gaza. Os 500 mortos nunca foram comprovados.
Leia o caso completo: O hospital al-Ahli: a explosão que o mundo atribuiu a Israel (2023)

Imagem ilustrativa: Prédios danificados em Beirute em novembro de 2006, depois da guerra entre Israel e o Hezbollah. Uma foto de Adnan Hajj distribuída pela Reuters exagerava a fumaça de um ataque na cidade. David Karvala · CC BY 2.0 O que circulou. Agosto de 2006: fotos de agência mostram a destruição em Beirute durante a guerra entre Israel e o Hezbollah.
O que a checagem encontrou?
Técnica: Imagem manipulada.
A Reuters confirmou que duas fotos tinham sido adulteradas digitalmente e retirou todo o acervo do fotógrafo.

Imagem ilustrativa: Restos da mesa do Seder de Pessach no Park Hotel de Netanya, depois do atentado suicida de 27 de março de 2002. O ataque levou à operação Escudo Defensivo. נועם שרון (Noam Sharon) - IDF Spokesperson's Unit photographer · CC BY-SA 3.0 O que circulou. Abril de 2002: "As forças israelenses cometeram um massacre com cerca de 500 mortos em Jenin."
O que a checagem encontrou?
Técnica: Número sem verificação.
A ONU registrou pelo menos 52 palestinos mortos, até metade possivelmente civis, e 23 soldados israelenses. A cifra de 500 nunca foi comprovada.
Leia o caso completo: Jenin em 2002: a alegação de 500 mortos não confirmada

Imagem ilustrativa: Mapa da Faixa de Gaza com o cruzamento de Netzarim, perto do campo de Bureij, onde foi filmada a cena de 30 de setembro de 2000. A posição do cruzamento é central para as reconstituições da linha de tiro. ChrisO (talk) · CC BY-SA 3.0 O que circulou. Setembro de 2000: "O menino Muhammad al-Durrah foi morto por tiros vindos da posição israelense."
O que a checagem encontrou?
Técnica: Corte e edição.
A TV exibiu cerca de 55 segundos de uns 27 minutos de gravação. As imagens exibidas não mostram a bala atingindo o menino, a origem do tiro nem a morte. A atribuição a Israel nunca foi comprovada.

Imagem ilustrativa: O hemiciclo do Parlamento Europeu, onde Abbas discursou em 23 de junho de 2016. A acusação foi feita nessa tribuna, e o recuo veio depois, em nota à imprensa. Ash Crow · CC BY-SA 3.0 O que circulou. Junho de 2016, no Parlamento Europeu: "Rabinos em Israel exigiram do governo envenenar a água para matar palestinos."
O que a checagem encontrou?
Técnica: Fonte que não existe.
Ninguém localizou o rabino citado, o conselho nem a declaração. Depois, uma nota distribuída à imprensa chamou a alegação de infundada, sem correção no plenário onde ela foi feita.

Imagem ilustrativa: Xilogravura da Crônica de Nuremberg (1493) que retrata judeus extraindo o sangue de uma criança. É o libelo de sangue que a acusação de roubo de órgãos repete. Hartmann Schedel · Public domain O que circulou. Agosto de 2009, num jornal sueco: "Jovens palestinos mortos por soldados israelenses eram devolvidos às famílias sem órgãos."
O que a checagem encontrou?
Técnica: Libelo antigo.
Não há prova de que soldados israelenses matassem pessoas para retirar órgãos. O caso real era outro: nos anos 1990, um instituto médico legal retirou tecidos de cadáveres sem consentimento, de israelenses, palestinos e estrangeiros.
Leia o caso completo: O libelo dos órgãos: como o Aftonbladet acusou Israel sem provas (2009)

Imagem ilustrativa: Escritório do OCHA, a agência de assuntos humanitários da ONU, em Jerusalém. Os boletins do OCHA sobre Gaza reproduziam números fornecidos pelas autoridades do Hamas. James Emery from Douglasville, United States · CC BY 2.0 O que circulou. Maio de 2024: "Cerca de 70% dos mortos em Gaza são mulheres e crianças."
O que a checagem encontrou?
Técnica: Estimativa apresentada como contagem.
Entre os mortos identificados pelo Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas, mulheres e crianças eram cerca de 52%. A ONU passou a dividir por sexo e idade apenas os mortos plenamente identificados.

Imagem ilustrativa: O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, percorre o posto de Kerem Shalom em maio de 2024. É por esse posto que a ajuda humanitária entra em Gaza. U.S. Department of State · Public domain O que circulou. Julho de 2025: a foto de um menino magérrimo vira a imagem da fome em Gaza. Segundo a reportagem, ele nascera saudável.
O que a checagem encontrou?
Técnica: Contexto omitido.
O hospital e os prontuários indicavam problemas preexistentes no cérebro e no desenvolvimento muscular. O jornal acrescentou uma nota de contexto, mas manteve a reportagem.

Imagem ilustrativa: Mahmoud Abbas, presidente da Autoridade Palestina, em 2024. Em agosto de 2023, ele atribuiu o Holocausto ao “papel social” dos judeus num discurso ao Conselho Revolucionário do Fatah. Fotografía oficial de la Presidencia de Colombia · Public domain O que circulou. Agosto de 2023: vídeo em que Mahmoud Abbas diz que Hitler não matou os judeus por serem judeus, e sim por seu "papel social" ligado à usura.
O que a checagem encontrou?
Técnica: Real, mas falso.
A fala é real: existe em vídeo e transcrição. Falsa é a tese. O Holocausto matou seis milhões de judeus num extermínio movido pelo antissemitismo nazista.

Imagem ilustrativa: O secretário de Estado dos EUA, Antony Blinken, reúne-se com Philippe Lazzarini em novembro de 2023. Dois meses depois, os EUA pausaram o financiamento à UNRWA após as acusações de Israel. U.S. Department of State · Public domain O que circulou. 2024: "A ONU desmentiu as acusações de Israel contra funcionários da UNRWA no 7 de outubro."
O que a checagem encontrou?
Técnica: Desmentido que não desmentiu.
A investigação interna da ONU encontrou evidências de possível participação em nove casos, e os nove foram demitidos.
Você acertou 0 de 10.
Para não cair na próxima, use o roteiro Como checar antes de compartilhar. Professores encontram um plano de aula para usar este quiz em sala.
