Em 29 de março de 2002, depois do atentado do Seder no Park Hotel de Netanya, Israel lançou a operação Escudo Defensivo. Suas forças entraram em Jenin em 3 de abril. Durante a operação, dirigentes da Autoridade Palestina, entre eles Saeb Erekat, acusaram as FDI de um massacre com cerca de 500 mortos no campo de Jenin, e parte da imprensa internacional repetiu a acusação. O relatório do secretário-geral da ONU (A/ES-10/186) registrou pelo menos 52 palestinos mortos, até metade possivelmente civis, e 23 soldados israelenses, com base nas informações disponíveis e sem investigação presencial da missão. Os 500 nunca foram comprovados. Human Rights Watch e Anistia não encontraram evidência de um massacre de centenas de civis, mas apontaram possíveis violações graves em episódios específicos.
- Quando
- De 3 a 18 de abril de 2002, durante a operação Escudo Defensivo.
- Onde
- Campo de refugiados de Jenin, em Judeia e Samaria.
- O que se disse
- Que as FDI cometeram um massacre com cerca de 500 mortos. Houve também falas em milhares de mortos e em valas comuns.
- Quem espalhou
- Dirigentes da Autoridade Palestina (Saeb Erekat, Yasser Abed Rabbo, Ahmed Abed al-Rahman) e veículos que repetiram sem verificar. Depois, o filme Jenin, Jenin.
- O que se provou
- A ONU registrou pelo menos 52 palestinos mortos, até metade possivelmente civis, e 23 soldados israelenses, com base nas informações disponíveis e sem investigação presencial da missão. A cifra de 500 nunca foi comprovada.
- Quem corrigiu
- A Human Rights Watch, em relatório de 2 de maio de 2002; o relatório do secretário-geral da ONU (A/ES-10/186), divulgado em 1º de agosto de 2002; e a Anistia Internacional, em outubro de 2002. BBC e AP noticiaram a conclusão da ONU.
- A correção chegou até onde?
- Parcial. Segundo a BBC, Saeb Erekat rejeitou o relatório da ONU e manteve a acusação de massacre.
O que levou Israel a entrar em Jenin em abril de 2002?
Uma onda de terror contra civis israelenses levou Israel a entrar em Jenin. Na noite de 27 de março de 2002, durante o jantar do Seder de Pessach, um homem-bomba se explodiu no Park Hotel de Netanya. A Human Rights Watch registrou 29 mortos e mais de cem feridos. Registros da época arredondam o total para 30. Análises israelenses atribuem o atentado a um terrorista do Hamas.
O Park Hotel foi o ponto mais alto de uma sequência de ataques. Segundo levantamentos israelenses, março de 2002 foi o mês mais letal para Israel desde o início da Segunda Intifada, com 133 israelenses mortos. A cronologia reunida pela própria Human Rights Watch registra ataques em Jerusalém em 21 e 29 de março, em Netanya em 27 de março e em Haifa em 31 de março.
Em 29 de março, Israel lançou a operação Escudo Defensivo. Segundo o relatório da ONU A/ES-10/186, as FDI entraram em Ramallah em 29 de março, em Tulkarm e Qalqilya em 1º de abril, em Belém em 2 de abril e em Jenin e Nablus em 3 de abril. O governo israelense apresentou a operação como uma ação para desmantelar as redes armadas e impedir novos atentados.
No campo de refugiados de Jenin viviam cerca de 14 mil pessoas. A inteligência israelense considerava o campo um dos principais centros de fabricação de bombas e de planejamento de atentados suicidas. Segundo análises israelenses, terroristas da Jihad Islâmica, do Hamas e do Fatah prepararam ali uma defesa em profundidade, com centenas de explosivos, minas e armadilhas escondidos em casas e becos. Na maioria das cidades, as FDI encontraram pouca resistência. Em Jenin, o combate foi travado casa a casa, no meio de uma área habitada. Sobre o uso de áreas civis como posição militar, veja Escudos humanos.


Quem acusou Israel de massacre em Jenin, e o que exatamente foi dito?
A acusação de massacre partiu de dirigentes da Autoridade Palestina. Eles a fizeram enquanto os combates ainda aconteciam, antes de qualquer contagem verificada.
- Saeb Erekat, ministro e negociador da Autoridade Palestina, é apontado como autor da cifra de cerca de 500 mortos, divulgada em meados de abril de 2002. O relatório da ONU registra que a cifra foi alegada por “um alto funcionário da Autoridade Palestina”. Segundo análises israelenses posteriores, Erekat também acusou Israel de esconder corpos de mulheres e crianças.
- Ahmed Abed al-Rahman, apresentado como secretário-geral da Autoridade Palestina, afirmou em 12 de abril de 2002, segundo os mesmos registros, que milhares de palestinos tinham sido mortos e enterrados em valas comuns.
- Yasser Abed Rabbo, ministro da Informação da Autoridade Palestina, declarou a uma instância de direitos humanos da ONU que 500 palestinos tinham sido mortos, metade deles mulheres e crianças. Depois passou a falar em 900 mortos e em corpos ocultados.
O Institute for National Security Studies (INSS), instituto israelense, registra em sua análise The Battle of Jenin1190277272.pdf) que a estimativa palestina começou num número ainda maior e foi depois reduzida para 500. Algumas versões da época também misturavam mortes em Jenin com mortes em outras cidades de Judeia e Samaria, o que torna a cifra ainda menos precisa.
Ao lado dos números, circularam relatos de moradores segundo os quais centenas de civis teriam sido chacinados ou enterrados vivos por tratores. As investigações citadas não confirmaram os relatos de centenas de civis mortos ou enterrados vivos por tratores.
Como a versão do massacre se espalhou pelo mundo?
A versão se espalhou porque chegou primeiro e veio de autoridades. Durante parte da operação, Israel restringiu o acesso de jornalistas e de organizações humanitárias ao campo. As alegações de mortes em massa circularam nesse intervalo, antes de qualquer verificação independente.
Segundo análises israelenses, jornalistas de veículos como o The Guardian e o Sydney Morning Herald, o diplomata da ONU Terje Rød-Larsen e pesquisadores da Anistia Internacional e da Human Rights Watch reproduziram depoimentos de moradores sobre centenas de civis mortos. As mesmas análises registram que organizações de direitos humanos aceitaram rapidamente testemunhos que falavam em mais de cem civis chacinados. Na mesma época, as FDI apresentavam uma contagem de cerca de 53 mortos, com nomes. A estimativa inicial das FDI, de 45 a 53 mortos, acabou praticamente confirmada pelas contagens finais.
Esse padrão inverte o ônus da prova. O testemunho de um lado entra na manchete como fato. Os dados do outro lado aparecem como “versão de Israel”, quando aparecem. O mecanismo está descrito em O primeiro título: acusar Israel antes de verificar e em Como a mentira se espalha.
O filme. Ainda em 2002, o diretor Mohammad Bakri lançou Jenin, Jenin, um filme construído com depoimentos de moradores sobre a operação e suas consequências. O filme transformou a acusação em obra de circulação permanente. Anos depois, a Suprema Corte de Israel criticou justamente o método de Bakri: o uso de relatos sem investigação suficiente e a apresentação de alegações como fatos.

O que as investigações e os documentos da ONU mostraram?
As investigações não confirmaram a cifra de 500 nem um massacre de centenas de civis. Isso não exclui abusos ou crimes em episódios específicos, que a HRW e a Anistia apontaram.
A ONU. Em 19 de abril de 2002, a Resolução 1405 do Conselho de Segurança acolheu a iniciativa do secretário-geral de enviar uma equipe de apuração a Jenin. Israel contestou a composição, o mandato e as condições de trabalho da missão, que foi dissolvida sem trabalho de campo. A Assembleia Geral pediu então um relatório ao secretário-geral (resolução ES-10/10). O documento A/ES-10/186, datado de 30 de julho e divulgado em 1º de agosto de 2002, registrou, com base nas informações disponíveis e sem investigação presencial da missão:
- pelo menos 52 palestinos mortos em Jenin até a retirada das FDI e o fim do toque de recolher, em 18 de abril, até metade deles possivelmente civis;
- 23 soldados israelenses mortos;
- a cifra de cerca de 500 mortos, alegada por um alto funcionário da Autoridade Palestina, não foi comprovada à luz das evidências que surgiram.
A Human Rights Watch. No relatório de 2 de maio de 2002, a organização identificou 52 palestinos mortos. Classificou 27 como combatentes e 22 como não combatentes, sem chegar a conclusão sobre os demais. Entre os mortos havia seis mulheres, quatro adolescentes e seis homens com mais de 55 anos. A HRW concluiu que não havia evidência de um massacre de centenas de pessoas.
A Anistia Internacional. No relatório de outubro de 2002, a Anistia também afirmou não ter encontrado evidência de massacre.
A Autoridade Palestina. Segundo análises israelenses, a investigação da própria Autoridade Palestina chegou a 56 palestinos mortos, número próximo dos demais.
O preço pago pelas FDI. Dos 23 soldados israelenses mortos, 13 morreram em 9 de abril, segundo registros israelenses, numa emboscada num beco armado com explosivos, no setor sul do campo. Para avançar pelas vias minadas sem expor a infantaria a novas emboscadas, as FDI usaram tratores blindados D9, que demoliram cerca de 130 edificações no centro do campo. A destruição foi real e se concentrou nessa área, como mostra a vista aérea. A resistência organizada cedeu entre 11 e 12 de abril.

“the adoption by the Security Council of resolution 1405 (2002), in which the Council, inter alia, welcomed the initiative of the Secretary-General to develop accurate information regarding events in the Jenin refugee camp through a fact-finding team.”
“a adoção pelo Conselho de Segurança da resolução 1405 (2002), na qual o Conselho, entre outras coisas, acolheu a iniciativa do secretário-geral de reunir informações precisas sobre os acontecimentos no campo de refugiados de Jenin por meio de uma equipe de apuração dos fatos.”
Mostra a base institucional da missão da ONU sobre Jenin, que depois foi dissolvida sem trabalho de campo.
“In Jenin, by the time of the IDF's withdrawal and the lifting of the curfew on 18 April, at least 52 Palestinians, possibly half of them civilians, and 23 Israeli soldiers were dead.”
“Em Jenin, no momento da retirada das FDI e do fim do toque de recolher, em 18 de abril, pelo menos 52 palestinos, possivelmente metade deles civis, e 23 soldados israelenses estavam mortos.”
É o comunicado oficial da ONU com o saldo que substituiu a cifra de 500 mortos.
“By the time of the IDF withdrawal and the lifting of the curfew on 18 April, at least 52 Palestinians, of whom up to half may have been civilians, and 23 Israeli soldiers were dead.”
“No momento da retirada das FDI e do fim do toque de recolher, em 18 de abril, pelo menos 52 palestinos, dos quais até metade podem ter sido civis, e 23 soldados israelenses estavam mortos.”
Confirma que a própria síntese anual da ONU adotou o saldo de 52 palestinos e 23 soldados.
Quem corrigiu a acusação, e até onde a correção chegou?
A correção veio em etapas. Em 2 de maio de 2002, poucas semanas depois das acusações, a Human Rights Watch publicou seu relatório com 52 mortos identificados e sem evidência de um massacre de centenas de pessoas. Em 1º de agosto de 2002 foi divulgado o relatório da ONU, e a imprensa de referência o registrou. Nesse dia, a BBC publicou UN says no massacre in Jenin (“A ONU diz que não houve massacre em Jenin”). No dia seguinte, a Associated Press, em texto republicado pelo Gainesville Sun, noticiou U.N. rejects massacre claim in Jenin (“ONU rejeita alegação de massacre em Jenin”) e informou que não havia evidência para sustentar os 500 mortos.
A correção não encerrou a acusação. A BBC registrou que Saeb Erekat rejeitou o relatório e manteve a acusação de massacre.
Na Justiça israelense. Em 2016, o tenente-coronel da reserva das FDI Nissim Magnagi, que participou da operação em Jenin, processou Mohammad Bakri por difamação. Magnagi alegou que Jenin, Jenin o identificava e lhe atribuía falsamente abusos graves. Em 11 de janeiro de 2021, o Tribunal Distrital de Lod decidiu a favor dele: proibiu a exibição e a distribuição do filme em Israel, mandou apreender as cópias e condenou Bakri a pagar 175 mil shekels de indenização, mais cerca de 50 mil shekels em despesas jurídicas, conforme noticiaram o Times of Israel e o Israel Hayom.
Em novembro de 2022, a Suprema Corte de Israel rejeitou o recurso de Bakri e manteve a proibição, a indenização e as despesas, segundo o Times of Israel. A Corte também responsabilizou Bakri por exibições em Israel e no YouTube e criticou o uso de relatos sem investigação suficiente.
A decisão tem um alcance preciso. Ela concluiu, num processo civil, que o filme difamou pessoalmente Magnagi. Ela não funciona como investigação histórica sobre tudo o que aconteceu em Jenin.
“"A senior Palestinian Authority official alleged in mid-April that some 500 (Palestinians) were killed, a figure that has not been substantiated in the light of the evidence that has emerged," the report says.”
“Um alto funcionário da Autoridade Palestina alegou em meados de abril que cerca de 500 (palestinos) foram mortos, uma cifra que não foi comprovada à luz das evidências que surgiram”, diz o relatório.”
Registra, pela voz da própria ONU, que a cifra de 500 mortos divulgada por dirigente da Autoridade Palestina nunca foi comprovada.
O que ainda está em disputa sobre Jenin?
A cifra de 500 mortos e a tese de um massacre de centenas de civis não foram confirmadas pelas investigações. Alguns pontos seguem em discussão, e a página os apresenta com honestidade.
- A proporção de civis. A ONU falou em “até metade” de civis entre os 52 mortos. A Human Rights Watch contou 22 não combatentes e 27 combatentes, e deixou o restante sem classificação. A investigação da Autoridade Palestina, segundo análises israelenses, chegou a 56 mortos. Algumas classificações individuais seguem contestadas.
- A conduta das FDI. A Human Rights Watch e a Anistia Internacional alegam violações graves, possivelmente crimes de guerra, ligadas ao uso de força pesada em área densa, à destruição de casas e ao tratamento de feridos. Israel rejeitou essas acusações e sustentou que suas forças enfrentaram combatentes num ambiente urbano minado e armado. Os números, com a maioria dos mortos classificados pela HRW como combatentes e 23 soldados israelenses mortos, 13 deles numa única emboscada, documentam a intensidade dos combates. Eles não resolvem as acusações de violações, que exigem avaliação individualizada. Sobre o uso de civis como escudo, veja o mito “Israel sempre diz ‘escudo humano’ para justificar massacre”.
- A falta de investigação no local. A missão da ONU não foi a campo porque Israel não cooperou com sua composição e seus termos. Por isso, como analisou a BBC, o relatório não confirmou os 500 mortos, mas também não esclareceu todos os fatos.
- A formulação israelense sobre Jenin. A presença de terroristas, armas, explosivos e redes de preparação de atentados no campo está documentada. A afirmação de que Jenin foi a origem de todos ou da maioria dos homens-bomba de março de 2002 vai além do que foi demonstrado. Jenin foi uma das bases de operação e apoio dos grupos armados.
- O alcance da sentença sobre o filme. Os tribunais israelenses julgaram a difamação contra Magnagi. Bakri e seus defensores chamam a proibição de censura. A Suprema Corte manteve a medida.
Nenhum desses pontos ressuscita a cifra de 500. Eles mostram que a verdade sobre Jenin se escreve com números conferidos, e foi isso que faltou à acusação original.
“It says it was unable to substantiate Palestinian claims that around 500 people died during the Israeli army operation, and it puts the number of Palestinian deaths at 52.”
“O relatório diz que não conseguiu comprovar as alegações palestinas de que cerca de 500 pessoas morreram durante a operação do exército israelense, e situa o número de mortes palestinas em 52.”
Mostra que mesmo uma análise crítica das limitações do relatório confirma que os 500 mortos não se sustentaram.
Por que o caso de Jenin importa hoje, e que técnica ele ilustra?
Jenin virou um caso clássico de guerra de informação contra Israel. A técnica segue quatro passos:
- Um número enorme, lançado no calor do combate por uma autoridade política, antes de qualquer contagem.
- Uma palavra carregada, “massacre”, associada à cifra não comprovada de centenas de mortos, que apresentou como estabelecida uma caracterização que as investigações citadas não confirmaram.
- A repetição sem verificação por veículos, diplomatas e organizações, que dão ao número a aparência de fato.
- Uma correção que não encerra a acusação, enquanto quem a lançou mantém a versão, como fez Saeb Erekat.
Outros casos relacionados no site tratam de acusações contra Israel e de números ou imagens divulgados sem verificação. Um deles é anterior a Jenin: o caso Muhammad al-Durrah (2000). Outros são posteriores: as fotos manipuladas do Líbano em 2006, a explosão do hospital al-Ahli em 2023 e o uso dos números do Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas. Veja também os mitos do “massacre da farinha” e de que Israel executou o massacre de Sabra e Chatila.
A lição de Jenin é prática. Diante de uma cifra anunciada no meio de uma guerra, a pergunta certa é quem contou, com que método e com que nomes. Em Jenin, as FDI tinham uma lista com nomes desde o início, e as contagens independentes chegaram perto dela.
Os autores da desinformação têm nome: os dirigentes da Autoridade Palestina que lançaram os números e os veículos que os repetiram sem verificar. Os moradores do campo, que perderam familiares e casas, merecem respeito. A acusação falsa também os usou, ao transformar a perda real deles em propaganda.
Alegações que circulam sem prova
- “Cerca de 500 palestinos foram mortos em Jenin.” (Saeb Erekat, apontado como o alto funcionário da Autoridade Palestina que divulgou a cifra em meados de abril de 2002; repetida por Yasser Abed Rabbo diante de instância de direitos humanos da ONU.): O relatório do secretário-geral da ONU afirmou que a cifra não foi comprovada. As contagens com nomes chegaram a 52 a 56 mortos.
- “Milhares de palestinos foram mortos e enterrados em valas comuns.” (Ahmed Abed al-Rahman, apresentado como secretário-geral da Autoridade Palestina, em 12 de abril de 2002.): As investigações citadas não confirmaram mortes na casa dos milhares. O material reunido não permite concluir especificamente sobre todas as alegações de valas comuns.
- “Israel matou 900 pessoas e escondeu os corpos.” (Yasser Abed Rabbo, ministro da Informação da Autoridade Palestina.): A ONU, a Human Rights Watch e a investigação da própria Autoridade Palestina chegaram a números entre 52 e 56 mortos. O material reunido não permite concluir especificamente sobre todas as alegações de ocultação de corpos.
- “Israel esconde os corpos de mulheres e crianças.” (Saeb Erekat, negociador da Autoridade Palestina.): As investigações citadas não confirmaram as centenas de mortos alegadas, e a Human Rights Watch identificou os mortos um a um. O material reunido não permite concluir especificamente sobre todas as alegações de ocultação de corpos.
- “Centenas de civis foram enterrados vivos por tratores.” (Depoimentos de moradores reproduzidos por jornalistas e organizações em abril de 2002.): As investigações citadas não confirmaram relatos de centenas de civis enterrados vivos por tratores. A ausência de confirmação dessa escala não resolve alegações sobre casos individuais.
Linha do tempo
- 27 de março de 2002Atentado suicida no Seder de Pessach do Park Hotel, em Netanya: 29 mortos segundo a Human Rights Watch, 30 em registros da época.
- 29 de março de 2002Israel lança a operação Escudo Defensivo, começando por Ramallah.
- 3 de abril de 2002As FDI entram na cidade e no campo de refugiados de Jenin.
- 9 de abril de 2002Emboscada num beco armado com explosivos mata 13 soldados israelenses no setor sul do campo.
- 12 de abril de 2002Ahmed Abed al-Rahman, da Autoridade Palestina, fala em milhares de mortos e valas comuns.
- Meados de abril de 2002Alto funcionário da Autoridade Palestina, apontado como Saeb Erekat, alega cerca de 500 mortos.
- 18 de abril de 2002As FDI se retiram e o toque de recolher termina. Saldo registrado pela ONU: pelo menos 52 palestinos e 23 soldados israelenses mortos.
- 19 de abril de 2002A Resolução 1405 do Conselho de Segurança acolhe a missão de apuração sobre Jenin, depois dissolvida sem trabalho de campo.
- 2 de maio de 2002A Human Rights Watch identifica 52 mortos, 27 deles combatentes, e não encontra evidência de massacre.
- 1º de agosto de 2002Divulgado o relatório A/ES-10/186: a cifra de 500 não foi comprovada. BBC e AP noticiam que a ONU rejeita a alegação de massacre.
- Outubro de 2002A Anistia Internacional publica relatório e afirma não ter encontrado evidência de massacre.
- 2016O tenente-coronel da reserva Nissim Magnagi processa Mohammad Bakri por difamação no filme Jenin, Jenin.
- 11 de janeiro de 2021O Tribunal Distrital de Lod proíbe o filme em Israel e condena Bakri a pagar 175 mil shekels a Magnagi.
- Novembro de 2022A Suprema Corte de Israel rejeita o recurso de Bakri e mantém a proibição e a indenização.
Perguntas frequentes
Houve massacre em Jenin em 2002?
Quantas pessoas morreram na batalha de Jenin?
Quem disse que foram 500 mortos em Jenin?
Por que o filme Jenin, Jenin foi proibido em Israel?
Por que a ONU não investigou Jenin no local?
- ONU, Relatório do secretário-geral A/ES-10/186 (registro na Biblioteca Digital da ONU)
- ONU, Relatório A/ES-10/186 (texto no sistema de documentos)
- ONU, Relatório do secretário-geral sobre Jenin e outras cidades (UNISPAL)
- UN News, comunicado de divulgação do relatório sobre Jenin (1º de agosto de 2002)
- Conselho de Segurança da ONU, Resolução 1405 (19 de abril de 2002)
- ONU, boletim sobre os acontecimentos de 2002
- BBC News, UN says no massacre in Jenin (1º de agosto de 2002)
- BBC News, Jenin report reflects UN dilemma (1º de agosto de 2002)
- Associated Press via Gainesville Sun, U.N. rejects massacre claim in Jenin (2 de agosto de 2002)
- INSS, The Battle of Jenin
- Times of Israel, Jenin, Jenin screenings banned in Israel as court orders damages for soldier (12 de janeiro de 2021)
- Israel Hayom, Court pull plug on Jenin Jenin screenings (12 de janeiro de 2021)
- Times of Israel, Supreme Court rejects Jenin, Jenin filmmaker's appeal, upholds ban on screenings (24 de novembro de 2022)
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