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Frank-Walter Steinmeier visit to Israel, July 2021 (KBG GP 4)
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Yad Vashem: o centro mundial de memória do Holocausto

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Foto: Frank-Walter Steinmeier visit to Israel, July 2021 (KBG GP 4). Kobi Gideon · CC BY-SA 3.0 · Wikimedia Commons
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O Yad Vashem é o Centro Mundial para a Memória do Holocausto. Fica em Jerusalém, no Monte da Memória. O Knesset o criou por lei em 1953 para lembrar os seis milhões de judeus assassinados pelos nazistas e por seus colaboradores. O complexo reúne museu, arquivo, a Sala dos Nomes e uma escola internacional. Ele também administra o programa que homenageia os Justos entre as Nações.

O que é o Yad Vashem e qual o significado do nome?

O Yad Vashem é a instituição oficial de Israel dedicada à memória do Holocausto (Shoá). Seu nome completo é Yad Vashem: Centro Mundial para a Memória do Holocausto. Ele também é conhecido como Autoridade de Memória dos Mártires e Heróis do Holocausto.

O nome vem da lei que o criou, a Lei de Memória dos Mártires e Heróis, de 1953, conhecida como Yad Vashem Law. Essa lei estabeleceu em Jerusalém uma autoridade memorial dedicada aos seis milhões de judeus assassinados pelos nazistas e por seus colaboradores.

Chamar o Yad Vashem apenas de "museu" não descreve tudo o que ele faz. Segundo a própria instituição, ele cumpre quatro funções:

  • Memória: perpetua a lembrança das vítimas e das comunidades destruídas.
  • Documentação: guarda arquivos, testemunhos e objetos.
  • Pesquisa: produz e publica estudos sobre o Holocausto.
  • Educação: forma professores e outros públicos no mundo todo.

Onde fica o Museu do Holocausto em Israel?

O Museu do Holocausto de Israel fica em Jerusalém, no Monte da Memória (Har Hazikaron), dentro do complexo do Yad Vashem.

O Museu de História do Holocausto é uma das unidades do complexo. No mesmo terreno estão o arquivo, a Sala dos Nomes, a Escola Internacional para o Estudo do Holocausto e outros espaços de memória.

O local faz parte da agenda oficial de chefes de Estado e de governo em visita a Israel. O Yad Vashem registra, por exemplo, a visita do presidente dos EUA Barack Obama em 2013. Também anunciou a visita da chanceler alemã Angela Merkel em 2018.

Como e quando surgiu o Yad Vashem?

A ideia nasceu em 1942, ainda durante a guerra. A instituição foi criada oficialmente em 18 de maio de 1953, quando o Knesset aprovou por unanimidade a Lei de Yad Vashem.

Em 10 de setembro de 1942, Mordechai Shenhabi, membro do kibbutz Beit Alfa, apresentou ao Fundo Nacional Judaico (JNF) o primeiro esboço de um memorial nacional. A proposta era homenagear os judeus europeus mortos sem poder realizar o sonho de emigrar.

Em fevereiro de 1946, abriram os primeiros escritórios em Jerusalém e Tel Aviv. A Guerra de Independência de Israel desacelerou os trabalhos.

A lei de 1953 fixou os objetivos da instituição:

  • coletar, examinar e publicar os testemunhos sobre a catástrofe e o heroísmo;
  • registrar os nomes das vítimas;
  • reconhecer os Justos entre as Nações que arriscaram a vida para salvar judeus.

O primeiro presidente da diretoria foi o professor Ben-Zion Dinur, então ministro da Educação de Israel.

DataMarco
10 set. 1942Mordechai Shenhabi propõe o memorial ao JNF
Fev. 1946Primeiros escritórios em Jerusalém e Tel Aviv
18 mai. 1953Knesset aprova por unanimidade a Lei de Yad Vashem
Fev. 1963Criada a Comissão dos Justos entre as Nações
15 mar. 2005Inaugurado o atual Museu de História do Holocausto

O que tem no Museu do Holocausto em Israel?

O Yad Vashem reúne um museu de história, um dos maiores arquivos do mundo sobre o Holocausto e grandes coleções de objetos, fotografias e obras de arte.

  • Museu de História do Holocausto: inaugurado em seu formato atual em 15 de março de 2005. Tem mais de 4.200 m² de exposição e conta a cronologia do extermínio a partir da experiência de cada indivíduo.
  • Arquivo do Yad Vashem: estruturado pelo historiador Józef Kermisz, ex-membro da Comissão Histórica Judaica Central da Polônia. Reúne mais de 210 milhões de páginas de documentos, além de fotografias, registros de campos e guetos e gravações de história oral.
  • Artefatos pessoais: mais de 43.300 objetos originais, como brinquedos, diários, roupas de campos de concentração e documentos falsificados doados por sobreviventes. Entre eles está a mala que a jovem Daisy Rubin usou no Kindertransport, em 1939.
  • Fotografia e arte: cópias de trabalho do Álbum de Auschwitz, relatórios fotográficos da SS, como o Relatório Stroop, e cerca de 12.000 obras de arte feitas clandestinamente em guetos e campos.
  • Manuscritos clandestinos: cópias e partes do Arquivo Oneg Shabbat (Arquivo Ringelblum), do Gueto de Varsóvia, e dos manuscritos enterrados por membros do Sonderkommando em Auschwitz-Birkenau.
  • Escola Internacional para o Estudo do Holocausto: oferece cursos, seminários e materiais para educadores de dezenas de países, incluindo o Brasil e a América Latina. Idioma, calendário e público de cada curso variam e devem ser conferidos no programa correspondente.

O que é a Sala dos Nomes e quantos nomes de vítimas existem?

A Sala dos Nomes guarda as Páginas de Testemunho. São formulários com nome, dados biográficos, fotos, local de nascimento e circunstâncias da morte de cada vítima. Sobreviventes, familiares e testemunhas preencheram esses formulários.

O objetivo é devolver a identidade individual a quem foi assassinado. Assim, as vítimas deixam de ser apenas estatística.

Os nomes também estão na base digital Central Database of Shoah Victims' Names, coordenada pelo Yad Vashem e aberta para consulta online. Segundo a instituição, ela reúne hoje mais de 4,8 milhões de nomes de vítimas judaicas identificadas.

Dois cuidados ao citar esse número:

  • Não são todos os nomes. O total estimado de vítimas é de seis milhões. Milhões ainda não foram identificados, e a base continua crescendo.
  • O número muda com o tempo. Páginas do próprio Yad Vashem, publicadas em datas diferentes, falam em 4,5 milhões, 4,7 milhões e 4,8 milhões. Vale usar o número da página oficial no dia da consulta. Veja também as perguntas frequentes da base.

Quem são os Justos entre as Nações?

Os Justos entre as Nações são não judeus que, durante o Holocausto, arriscaram a vida, a liberdade ou a posição social para salvar judeus, sem buscar recompensa.

O reconhecimento estava previsto na lei de 1953. A Comissão para a Designação dos Justos entre as Nações foi criada em fevereiro de 1963. Desde o início, um juiz da Suprema Corte de Israel preside a comissão. O primeiro foi o juiz Moshe Landau.

A comissão analisa cada pedido com base em depoimentos em primeira pessoa e em provas documentais. O arquivo do departamento guarda dezenas de milhares de dossiês. Eles incluem cartas, depoimentos judiciais e passaportes com vistos concedidos por diplomatas.

O título reconhece um ato concreto de salvamento. Ele não é uma avaliação de toda a biografia da pessoa homenageada.

Quanto tempo dura a visita ao Museu do Holocausto?

A duração depende do roteiro. Não existe um tempo único, porque o Yad Vashem é um complexo com várias áreas.

Só o Museu de História do Holocausto tem mais de 4.200 m² de exposição. Quem também quiser conhecer a Sala dos Nomes e os outros espaços do Monte da Memória deve reservar mais tempo.

Para planejar:

  • confira horários, regras de visita e programação no site oficial do Yad Vashem;
  • defina antes se a visita será só ao museu ou ao complexo inteiro;
  • se quiser pesquisar um familiar, consulte a base de nomes antes de viajar.

Por que o Yad Vashem importa no combate ao antissemitismo?

O Yad Vashem preserva provas, nomes e testemunhos. Isso dá rosto e história a cada vítima do Holocausto.

O arquivo, as Páginas de Testemunho e os manuscritos escondidos em guetos e campos registram o assassinato de seis milhões de judeus pelos nazistas e por seus colaboradores. Esse registro foi feito por quem viveu os fatos e é documentado item por item. Ele também lembra os não judeus que escolheram salvar vidas.

A JJO adota a definição de antissemitismo da IHRA (Aliança Internacional para a Memória do Holocausto). Ela combate o antissemitismo sem ódio a nenhum povo ou religião. Conhecer o Yad Vashem é uma forma direta de aprender essa história a partir das fontes.

Linha do tempo

  1. 1942Em 10 de setembro, Mordechai Shenhabi apresenta ao Fundo Nacional Judaico o primeiro esboço do memorial.
  2. 1946Em fevereiro, abrem os primeiros escritórios em Jerusalém e Tel Aviv. A Guerra de Independência de Israel desacelera os trabalhos.
  3. 1953Em 18 de maio, o Knesset aprova por unanimidade a Lei de Yad Vashem. Ben-Zion Dinur é o primeiro presidente da diretoria.
  4. 1963Em fevereiro, é criada a Comissão para a Designação dos Justos entre as Nações, presidida pelo juiz Moshe Landau.
  5. 2005Em 15 de março, é inaugurado o atual Museu de História do Holocausto, com mais de 4.200 m² de exposição.
  6. 2013O presidente dos EUA Barack Obama visita o Yad Vashem.
  7. 2018O Yad Vashem anuncia a visita da chanceler alemã Angela Merkel.

Perguntas frequentes

Qual é o nome do museu do Holocausto em Jerusalém?
O museu se chama Yad Vashem: Centro Mundial para a Memória do Holocausto. Ele também é conhecido como Autoridade de Memória dos Mártires e Heróis do Holocausto. Fica no Monte da Memória, em Jerusalém. Uma lei do Knesset o criou em 1953. Além do Museu de História do Holocausto, o complexo inclui arquivo, Sala dos Nomes e uma escola internacional.
Qual é o significado de Yad Vashem?
Yad Vashem significa "um memorial e um nome", expressão tirada do livro bíblico de Isaías. É o nome da autoridade oficial de Israel para a memória do Holocausto. Ele foi criado pela Lei de Memória dos Mártires e Heróis, de 1953. A instituição existe para lembrar os seis milhões de judeus assassinados pelos nazistas e por seus colaboradores. Também documenta as comunidades destruídas e homenageia os Justos entre as Nações.
O que tem no Museu do Holocausto?
O Yad Vashem tem um museu de história com mais de 4.200 m² de exposição. Tem também um arquivo com mais de 210 milhões de páginas e mais de 43.300 objetos pessoais. Guarda ainda cerca de 12.000 obras de arte feitas em guetos e campos e a Sala dos Nomes, com as Páginas de Testemunho das vítimas.
A Sala dos Nomes tem o nome de todas as vítimas?
Não. A base do Yad Vashem reúne mais de 4,8 milhões de nomes de vítimas judaicas identificadas. O total estimado de vítimas é de seis milhões. Páginas da instituição publicadas em datas diferentes citam 4,5 milhões, 4,7 milhões e 4,8 milhões. A base continua crescendo à medida que novos nomes são documentados.

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