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Mito × Fato · História

Israel atacou primeiro na Guerra do Yom Kippur?

FALSOA afirmação contradiz a cronologia documentada.
Foto: Fortaleza de Massada. Government Press Office (Israel) · CC BY-SA 3.0 · Wikimedia Commons
🎧 Mito × Fato explicado · 5 minA explicação completa, em conversa. Narração com vozes sintéticas.
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Falso. Em 6 de outubro de 1973, no Yom Kippur, Egito e Síria lançaram um ataque-surpresa coordenado no Canal de Suez e nas Colinas de Golã. Israel chegou a discutir um ataque preventivo, mas o governo de Golda Meir decidiu não fazê-lo. A contraofensiva israelense veio depois de o país ser atacado.

Quem começou a Guerra do Yom Kippur?

A guerra começou em 6 de outubro de 1973, no Yom Kippur. É o dia mais sagrado do calendário judaico. Naquele ano, a data caiu durante o Ramadã. O país estava em jejum e oração.

Os governos do Egito e da Síria lançaram uma ofensiva coordenada. O Egito atravessou o Canal de Suez. A Síria atacou as Colinas de Golã. O arquivo do Ministério da Defesa de Israel resume assim: "Os exércitos egípcio e sírio lançaram um ataque-surpresa contra Israel."

O INSS, Instituto de Estudos de Segurança Nacional de Israel, registra que as linhas defensivas israelenses no Suez e no Golã foram rompidas às 13h50. Outra análise do instituto situa o início da guerra por volta das 14h e afirma que as Forças de Defesa de Israel (FDI) foram surpreendidas. A Biblioteca Presidencial Nixon, nos Estados Unidos, também descreve uma ofensiva lançada enquanto Israel observava o Yom Kippur.

Israel pensou em atacar antes?

Sim, e é daí que nasce parte da confusão. Israel recebeu sinais de que uma guerra poderia começar. Segundo material publicado pelo INSS, a primeira-ministra Golda Meir e o chefe do Estado-Maior, David Elazar, discutiram um ataque preventivo. O ataque não foi feito.

Um dos motivos foi não perder o apoio dos Estados Unidos. Israel também não queria ser responsabilizado pela guerra no plano internacional. O governo preferiu absorver o primeiro golpe. Assim deixou claro quem era o agressor.

Discutir um ataque e não realizá-lo é o oposto de atacar primeiro.

Qual era a situação de Israel no primeiro dia?

Era grave. Nas Colinas de Golã, cerca de 180 tanques israelenses enfrentaram cerca de 1.400 tanques sírios. No Canal de Suez, menos de 500 soldados israelenses enfrentaram cerca de 80.000 egípcios.

Outros Estados árabes enviaram tropas, armas ou dinheiro à coalizão. Entre eles estavam Iraque, Jordânia, Arábia Saudita, Argélia, Líbia, Sudão e Marrocos.

O país precisou convocar seus reservistas às pressas, em pleno feriado. Usou sirenes e rádio para isso.

Israel tem responsabilidade pelas falhas de 1973?

Sim, e o próprio Israel reconhece isso. O INSS trata a guerra como um caso clássico de surpresa estratégica. O instituto aponta o fracasso da inteligência israelense em ler os preparativos egípcios e sírios.

A Comissão Agranat, comissão oficial de inquérito, investigou essas falhas. O processo levou às renúncias de Golda Meir e do ministro da Defesa, Moshe Dayan.

Os erros de inteligência, porém, tratam de outra questão: se Israel estava preparado. Eles não respondem à pergunta "quem abriu fogo". Quem abriu fogo foram o Egito e a Síria.

Por que alguns dizem que Israel atacou primeiro?

A alegação mistura fatos reais com uma conclusão falsa:

1. A contraofensiva. Depois de mobilizar as reservas, Israel reverteu a ofensiva. Recuperou posições no Golã, atravessou o Canal de Suez e cercou o Terceiro Exército egípcio. Quem não conhece a cronologia confunde essa resposta com o início da guerra. 2. O ataque preventivo discutido. Ele foi considerado e descartado. 3. O contexto de 1967. Israel controlava o Sinai e as Colinas de Golã desde a Guerra dos Seis Dias. Alguns autores usam esse fato para dizer que a guerra de 1973 não começou em 6 de outubro.

Nenhum desses pontos muda o fato central. Quem iniciou o conflito árabe-israelense e quem iniciou a guerra de 1973 são perguntas diferentes. Na segunda, a resposta é clara: a ofensiva de 6 de outubro foi egípcia e síria.

Resposta pronta para copiar

Falso. Em 6/10/1973, no Yom Kippur, Egito e Síria atacaram Israel de surpresa no Suez e no Golã. Israel discutiu um ataque preventivo e decidiu não fazê-lo. A contraofensiva veio depois. Fonte: Ministério da Defesa de Israel e INSS.Até 280 caracteres, para responder nas redes

Em mais detalhe

### Linha do tempo

  • Antes de 6 de outubro de 1973: Israel recebe sinais de risco. Golda Meir e David Elazar discutem um ataque preventivo. O governo decide não atacar.
  • Manhã de 6 de outubro: Israel ainda avalia que a guerra poderia começar mais tarde naquele dia, segundo documentos publicados pelo INSS.
  • 6 de outubro, 13h50: as linhas defensivas israelenses no Canal de Suez e no Golã são rompidas, segundo o INSS.
  • 6 de outubro, por volta das 14h: começa a guerra. O Egito atravessa o Suez e a Síria ataca o Golã.
  • Dias seguintes: Israel mobiliza as reservas e passa da defesa à contraofensiva. Recupera posições no Golã, atravessa o Canal de Suez e cerca o Terceiro Exército egípcio.
  • 22 de outubro de 1973: o Conselho de Segurança da ONU aprova a Resolução 338. Ela pede o fim imediato das hostilidades e o início de negociações.

### O custo para Israel

Um estudo histórico cita uma contagem oficial de 1.854 militares israelenses mortos em combate e 1.850 feridos até 6 de novembro de 1973.

### O que Israel reconhece

Israel reconhece as falhas de inteligência e de preparação. A Comissão Agranat investigou essas falhas, e as renúncias de Golda Meir e Moshe Dayan vieram depois. Reconhecer esses erros não muda a cronologia: o primeiro ataque foi dos governos do Egito e da Síria.

Se for responder, evite:
  • Não diga que Israel não errou em nada. As falhas de inteligência são fato reconhecido em Israel.
  • Não negue a contraofensiva israelense. Ela existiu e veio depois do ataque.
  • Não infle números de tropas ou de baixas além do que as fontes registram.
  • Não generalize "os árabes" ou "os muçulmanos". A responsabilidade pelo ataque é dos governos do Egito e da Síria de 1973.
  • Não use a Wikipédia como fonte.

Perguntas frequentes

Quem participou da Guerra do Yom Kippur?
De um lado estava Israel. Do outro, Egito e Síria, que lançaram o ataque coordenado em 6 de outubro de 1973. Outros Estados árabes enviaram tropas, armas ou dinheiro, entre eles Iraque, Jordânia, Arábia Saudita, Argélia, Líbia, Sudão e Marrocos.
Qual foi o motivo da Guerra do Yom Kippur?
O Egito e a Síria queriam infligir o máximo de perdas a Israel e recuperar os territórios que perderam em 1967. A intenção egípcia também era romper o impasse diplomático. Para isso, escolheram atacar de surpresa no dia mais sagrado do judaísmo.
Quando terminou a Guerra do Yom Kippur?
As hostilidades pararam com a Resolução 338 do Conselho de Segurança da ONU, aprovada em 22 de outubro de 1973. Nessa altura, Israel já havia revertido a ofensiva, atravessado o Canal de Suez e cercado o Terceiro Exército egípcio.
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