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Reuven Rivlin na Marcha da Vida em abril de 2018
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"Globalizar a intifada" é só pedir revolta popular, e não violência contra judeus?

FALSOA afirmação contradiz os fatos.
Foto: Reuven Rivlin na Marcha da Vida em abril de 2018. Kobi Gideon · CC BY-SA 3.0 · Wikimedia Commons
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Falso. No conflito, "intifada" é o nome de duas campanhas de violência de grupos palestinos contra civis israelenses. A Segunda Intifada, de 2000 a 2005, teve mais de uma centena de homens-bomba em cafés e ônibus. Um documento do Departamento de Justiça dos EUA diz que "globalizar" isso é chamar ações semelhantes em escala maior.

O que "intifada" significa na história do conflito?

A palavra é árabe e, para quem não conhece a história, soa abstrata. No conflito, porém, ela tem um sentido concreto. "Intifada" é o nome de duas campanhas de violência de grupos palestinos contra civis israelenses.

A Segunda Intifada, de 2000 a 2005, teve mais de uma centena de homens-bomba. Eles atacaram civis israelenses em cafés, ônibus e outros espaços públicos.

O Executive Council of Australian Jewry (ECAJ), entidade que representa a comunidade judaica da Austrália, registra que "intifada" se refere a atos de violência contra judeus israelenses: tiros, esfaqueamentos, atropelamentos e bombas. É essa memória que o slogan evoca.

O que quer dizer "globalizar" a intifada?

Um documento do Departamento de Justiça dos EUA trata do slogan de forma direta. Ele afirma que "globalize the intifada" é amplamente entendido como um chamado à violência contra Israel e os judeus.

O documento também diz que um chamado para "globalizar" a intifada só pode ser razoavelmente entendido como um chamado a ações semelhantes em escala geográfica maior. Em outras palavras: levar para fora do Oriente Médio a mesma violência que atingiu ônibus e cafés em Israel.

Para os judeus da Diáspora, isso significa ser alvo nas cidades onde vivem, estudam e rezam.

Há casos em que o slogan saiu do discurso e chegou às ruas?

Sim. Em Nova York, segundo relatório citado pelo Combat Antisemitism Movement, um grupo ativista pró-palestinos divulgou um mapa de redações, empresas e prédios da cidade e convocou "ação direta" para "globalizar a intifada".

O Escritório de Combate ao Antissemitismo da Prefeitura de Nova York resumiu o problema assim: "Palavras têm significado. Palavras têm impacto."

O mesmo relatório registra que esse tipo de antissemitismo cresceu muito depois do ataque terrorista do Hamas de 7 de outubro. Em Los Angeles, Paul Kessler, judeu de 69 anos, morreu de hemorragia cerebral um dia depois de ser atingido na cabeça por um megafone durante um ato anti-Israel. Na Austrália, cerca de duzentos manifestantes pró-Hamas assediaram judeus diante de uma sinagoga de Caulfield, no Shabat.

Criticar o slogan é censurar a defesa dos palestinos?

Não. Defender os direitos dos palestinos não exige esse slogan. A crítica não atinge o povo palestino nem os muçulmanos. Ela atinge uma frase que evoca atentados contra civis.

A própria Prefeitura de Nova York, ao falar do tema, distingue os fiéis que vivem sua religião todos os dias dos extremistas que a sequestram. Nem todo manifestante que repete a frase defende a violência. Muitos não sabem o que ela evoca. Por isso mesmo, é preciso explicar o que ela significa antes que alguém a grite, a repita ou a defenda.

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Intifada não é protesto abstrato. A Segunda Intifada (2000–2005) teve mais de cem homens-bomba contra civis em ônibus e cafés. "Globalizar" isso é pedir o mesmo em escala maior. Palavras têm significado. E o significado deste slogan, para os judeus da Diáspora, é conhecido e documentado.Até 280 caracteres, para responder nas redes

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Como a alegação circula. O slogan "Globalize the intifada" aparece em atos, campi e redes. Quando é criticado, quem o usa diz que "intifada" quer dizer só "revolta popular" e que a frase não tem relação com violência contra judeus.

Por que ela convence. A palavra é estrangeira e parece abstrata. "Revolta popular" soa como protesto legítimo. Muitos repetem a frase sem conhecer a história. E quem critica costuma ser acusado de censura.

O que os fatos mostram. As duas intifadas foram campanhas de violência de grupos palestinos contra civis israelenses. A Segunda Intifada, de 2000 a 2005, teve mais de uma centena de homens-bomba em cafés, ônibus e outros espaços públicos. O ECAJ, da Austrália, registra que o termo se refere a tiros, esfaqueamentos, atropelamentos e bombas contra judeus israelenses.

O que diz o Departamento de Justiça dos EUA. Um documento do órgão afirma que o slogan é amplamente entendido como um chamado à violência contra Israel e os judeus. E que "globalizar" isso só pode ser razoavelmente entendido como um chamado a ações semelhantes em escala geográfica maior.

A mesma ideologia na Diáspora. O ódio que mira judeus fora de Israel não começou com o slogan. Em 1994, operativos do grupo terrorista Hezbollah explodiram o centro comunitário judaico de Buenos Aires, a AMIA, e mataram 85 pessoas. O Departamento de Justiça dos EUA apresentou, em 20 de dezembro de 2023, acusações de terrorismo contra um membro de alto escalão do Hezbollah que ajudou a planejar o atentado. O caso é anterior ao slogan e não foi causado por ele, mas mostra o que acontece quando a violência contra judeus é exportada para o mundo.

Conclusão. O slogan não é neutro. Ele nomeia uma campanha de atentados contra civis e pede que ela se espalhe. Dizer que é "só revolta popular" é falso.

Se for responder, evite:
  • Não diga que todo manifestante que grita o slogan é terrorista. Muitos repetem a frase sem saber o que ela evoca.
  • Não generalize muçulmanos, árabes ou palestinos. A crítica é ao slogan e aos extremistas, não a um povo ou a uma religião.
  • Não diga que Paul Kessler foi "assassinado por causa do slogan". O documentado é que ele morreu após ser golpeado na cabeça com um megafone durante um ato anti-Israel.
  • Não apresente o atentado à AMIA, de 1994, como causado pelo slogan, que é posterior. Ele é exemplo da mesma ideologia contra judeus na Diáspora.
  • Não use números da Segunda Intifada além de "mais de uma centena de homens-bomba".

Perguntas frequentes

O que significa "globalize the intifada"?
Significa "globalizar a intifada". No conflito, intifada é o nome de duas campanhas de violência de grupos palestinos contra civis israelenses. Um documento do Departamento de Justiça dos EUA afirma que "globalizar" isso só pode ser razoavelmente entendido como um chamado a ações semelhantes em escala geográfica maior.
O que foi a Segunda Intifada?
Foi uma campanha de violência de grupos palestinos contra civis israelenses, de 2000 a 2005. Ela teve mais de uma centena de homens-bomba, que atacaram civis em cafés, ônibus e outros espaços públicos.
O slogan "globalizar a intifada" é antissemita?
O slogan é amplamente entendido como um chamado à violência contra Israel e os judeus, segundo documento do Departamento de Justiça dos EUA. A Prefeitura de Nova York, por meio de seu escritório de combate ao antissemitismo, alerta que "palavras têm significado, palavras têm impacto".
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