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Primeiro Congresso Sionista, Basileia, 1897
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O que é sionismo

Podcast, apresentação, guia de estudo, quiz e cartões sobre o que é sionismo, para professores do Ensino Médio, universitários e líderes comunitários.

Para: professores do Ensino Médio, universitários e líderes comunitáriosPodcast: 11 minSlides: 16
Foto: Primeiro Congresso Sionista, Basileia, 1897. Government Press Office · Public domain · Wikimedia Commons

Ouça: Podcast Contexto

Uma conversa de 11 minutos para ouvir no caminho, em sala ou antes do encontro do grupo.

Narração com vozes sintéticas, feita a partir das páginas deste site. Baixar o MP3 (11 min, 5,1 MB).

Ler a transcrição completa

Lia: Olá, bem-vindos ao Contexto, o podcast da Juventude Judaica Organizada. Eu sou a Lia.

Davi: E eu sou o Davi. Oi, pessoal!

Lia: Hoje a gente vai falar de uma palavra que aparece em manchete, em debate universitário e em sala de aula, quase sempre sem explicação: sionismo. O que é, de onde veio e o que defende.

Davi: É uma palavra muito usada e pouco explicada. Tem gente que a usa como xingamento sem saber direito o que significa.

Lia: Por isso o tema importa. Se você é professor do Ensino Médio, um aluno vai perguntar. Se é universitário, vai ouvir a palavra num debate. Se é líder comunitário, vai precisar explicar com calma e precisão.

Davi: Então vamos começar pelo básico. Lia, em uma frase: o que é sionismo?

Lia: Sionismo é o movimento nacional do povo judeu. Ele buscou restabelecer a autodeterminação judaica na terra ligada à história, à religião e à identidade desse povo.

Davi: Autodeterminação é aquele direito de um povo decidir o próprio destino, não é?

Lia: Isso. É uma norma fundamental do direito internacional e aparece no Artigo 1º da Carta das Nações Unidas. O sionismo diz que o povo judeu tem esse direito, como os outros povos.

Davi: E quem é sionista, então?

Lia: Sionista é quem defende o direito do povo judeu à autodeterminação no Estado de Israel. E um detalhe importante: ser sionista não impede ninguém de criticar o governo israelense.

Davi: Isso já desfaz muita confusão. Agora vamos à história. Quando o sionismo começa?

Lia: Como movimento político organizado, no fim do século XIX. O Primeiro Congresso Sionista aconteceu em Basileia, na Suíça, em 1897, sob a liderança de Theodor Herzl.

Davi: Mas a ligação dos judeus com aquela terra é bem mais antiga que 1897.

Lia: Muito mais. A presença judaica tem mais de 3 mil anos, documentada pela arqueologia. Houve comunidades judaicas contínuas em Jerusalém, Hebron, Safed e Tiberíades. O sionismo político é moderno, mas o vínculo que ele expressa é antigo.

Davi: É como dar forma política a um laço que já existia.

Lia: Exatamente.

Davi: Vamos ao segundo bloco, que eu acho o mais interessante: como o sionismo saiu do papel?

Lia: Com trabalho, muito trabalho. A partir do fim do século XIX, imigrantes judeus fundaram colônias agrícolas como Petah Tikva, Rishon LeZion e Rehovot. Tel Aviv foi fundada em 1909.

Davi: E teve a questão da língua, né?

Lia: Teve. O hebraico foi revivido como língua nacional. E a comunidade judaica local, que se chamava Yishuv, foi criando instituições: escolas, universidades, hospitais, sindicatos, partidos, bancos e uma força de defesa própria, a Haganá.

Davi: Dá alguns marcos para quem está anotando.

Lia: O Technion foi fundado em 1912, a Universidade Hebraica em 1918 e a Haganá em 1920. Havia também órgãos representativos, como a Agência Judaica e o Conselho Nacional.

Davi: E as terras? Essa é uma pergunta que sempre aparece.

Lia: As terras das colônias judaicas foram compradas, com registro nos cartórios otomanos e, depois, nos britânicos. Entre 1880 e 1947, o Fundo Nacional Judaico, outras instituições e compradores privados adquiriram cerca de 2 milhões de dunams.

Davi: E onde entra a política internacional nessa história?

Lia: Em 2 de novembro de 1917, durante a Primeira Guerra Mundial, o governo britânico emitiu a Declaração Balfour. Foi uma carta do secretário de Relações Exteriores, Arthur James Balfour, a Lord Walter Rothschild. Ela dizia que o governo britânico via com favor o estabelecimento de um lar nacional para o povo judeu.

Davi: E ela prometia um Estado?

Lia: Não com essas palavras. Não usou a expressão "Estado judeu" e não definiu fronteiras. E trazia salvaguardas: protegia os direitos civis e religiosos das comunidades não judaicas existentes.

Davi: Depois veio o Mandato Britânico.

Lia: Sim. Em abril de 1920, na Conferência de San Remo, o mandato foi atribuído à Grã-Bretanha. Em 24 de julho de 1922, o Conselho da Liga das Nações aprovou o texto por unanimidade. O Mandato reconheceu a conexão histórica do povo judeu com a terra e os fundamentos para "reconstituir" seu lar nacional.

Davi: "Reconstituir" é uma palavra forte.

Lia: É. Reconhece um vínculo que já existia, não inventa um vínculo novo. E vale um cuidado: a Liga das Nações reconheceu essa conexão histórica e o dever de reconstituir o lar nacional. Ela não reconheceu o Estado de Israel, que só nasceria em 1948.

Davi: E a Grã-Bretanha seguiu apoiando?

Lia: Não. Em maio de 1939, o Livro Branco britânico limitou a imigração judaica a 75 mil pessoas em cinco anos. Novas entradas dependeriam do consentimento árabe, e a compra de terras por judeus foi restringida.

Davi: Às vésperas do Holocausto.

Lia: Às vésperas do Holocausto, quando judeus europeus tentavam fugir dos nazistas. É um dado essencial para entender por que, para o povo judeu, a soberania deixou de ser só um ideal e virou uma questão de sobrevivência.

Davi: Terceiro bloco: do movimento ao Estado. Quem lidera essa virada?

Lia: Um nome central é David Ben-Gurion. Ele vinha do sionismo trabalhista, a corrente que ligava a construção nacional ao trabalho agrícola, ao movimento operário e a instituições coletivas.

Davi: A Golda Meir também era dessa corrente, não era?

Lia: Era. Ela entrou no sionismo trabalhista ainda jovem, em Milwaukee, e, ao imigrar em 1921, foi viver em um kibutz. Isso mostra que o sionismo tinha correntes internas. Não era um bloco único.

Davi: E Ben-Gurion?

Lia: Em maio de 1942, no Programa de Biltmore, numa conferência em Nova York, ele rompeu com a política gradualista e defendeu a criação imediata de um Estado judeu.

Davi: Até que chegamos a 1947.

Lia: Em 29 de novembro de 1947, a Assembleia Geral da ONU aprovou a Resolução 181, por 33 votos a 13, com 10 abstenções. Ela recomendou dois Estados: um judeu e um árabe.

Davi: E tem um brasileiro nessa história.

Lia: Tem. O diplomata Oswaldo Aranha presidia a Assembleia Geral e anunciou o resultado. Mas foi uma decisão de muitos países, não de uma pessoa só.

Davi: A liderança judaica aceitou a partilha?

Lia: Aceitou. A liderança árabe e os Estados árabes rejeitaram. Em 14 de maio de 1948, em Tel Aviv, Ben-Gurion proclamou o Estado de Israel. A Declaração invoca o direito natural e histórico do povo judeu e a resolução da ONU.

Davi: E ela falava dos árabes que viviam ali?

Lia: Falava. Prometeu igualdade civil e liberdade religiosa e fez um apelo aos árabes do novo Estado para que mantivessem a paz e participassem dele com igualdade plena de direitos. No dia seguinte, Egito, Transjordânia, Síria, Líbano e Iraque invadiram. Israel sobreviveu.

Davi: Foi uma guerra com sofrimento dos dois lados.

Lia: Foi. Cerca de 700 mil palestinos foram deslocados durante a guerra, e esse sofrimento é real. Nos anos seguintes, de 850 mil a 1 milhão de judeus que viviam em países árabes e no Irã foram perseguidos, despossuídos e expulsos. O ACNUR os reconheceu como refugiados.

Davi: E em 1949, Israel entra na ONU.

Lia: Em 11 de maio de 1949, pela Resolução 273 (III), como membro pleno. Hoje Israel tem cerca de 10 milhões de habitantes, dos quais 2,1 milhões são árabes.

Davi: Quarto bloco, o dos mitos. A acusação mais comum é que o sionismo seria colonialismo.

Lia: É uma acusação enganosa. Parte de fatos reais, como a origem europeia de muitos dos primeiros sionistas e o apoio britânico em 1917, mas omite o essencial.

Davi: Por exemplo?

Lia: Não havia metrópole. Os judeus não eram enviados por um império: fugiam de pogroms e, depois, do Holocausto. O movimento é anterior à Declaração Balfour. As terras foram compradas. A potência mandatária se voltou contra o projeto em 1939. E mais da metade dos judeus de Israel descende de judeus orientais, mizrahim e sefarditas.

Davi: E há o argumento de que Israel seria "artificial" por ter saído de um mandato.

Lia: Iraque, Síria, Líbano e Jordânia também nasceram do sistema de mandatos da Liga das Nações. Ninguém nega a esses Estados o direito de existir por causa dessa origem.

Davi: Então onde fica a linha entre crítica legítima e antissemitismo?

Lia: Criticar um governo israelense, até com dureza, é debate político legítimo. Mas, pela definição de trabalho da IHRA, negar ao povo judeu o direito à autodeterminação e negar o direito de Israel existir é antissemitismo.

Davi: E a lógica por trás disso é o duplo padrão.

Lia: Isso. Nenhum outro povo ouve que seu Estado precisa desaparecer. Quando só o Estado judeu recebe esse tratamento, o problema deixa de ser a política e passa a ser o povo.

Davi: E isso vale sem desumanizar ninguém. Os palestinos existem como povo, e a crítica é a ideias e slogans, não a pessoas.

Lia: Exatamente. Vamos fechar com três ideias-chave?

Davi: Primeira: sionismo é o movimento nacional do povo judeu, organizado em 1897, que defende a autodeterminação judaica na terra ligada à sua história.

Lia: Segunda: Israel foi construído pelos próprios judeus ao longo de décadas, com instituições, língua revivida e terras compradas. O reconhecimento internacional veio depois e não substituiu essa construção.

Davi: Terceira: criticar um governo de Israel é legítimo; negar o direito de Israel existir é antissemitismo, pela definição da IHRA.

Lia: Se este episódio ajudou, compartilhe com colegas, alunos e com a sua comunidade. Mais materiais em jjo.org.br.

Davi: Até o próximo Contexto!

Lia: Até lá!

Apresentação pronta para usar

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Guia de estudo

Objetivos

Ao final deste estudo, o participante deve ser capaz de:

  1. Definir o sionismo como o movimento nacional do povo judeu.
  2. Situar os principais marcos entre 1897 e 1949: Primeiro Congresso Sionista, Declaração Balfour, Mandato Britânico, Resolução 181 e independência de Israel.
  3. Explicar por que Israel não é um “Estado artificial” nem uma criação das potências.
  4. Reconhecer o sofrimento de refugiados árabes e judeus em 1948 e nos anos seguintes, sem desumanizar ninguém.
  5. Distinguir a crítica legítima a um governo israelense da negação do direito de Israel existir. Pelo critério da definição de trabalho da IHRA, essa negação é antissemitismo.

Conceitos-chave

Sionismo

É o movimento nacional do povo judeu. Busca a autodeterminação judaica na terra ligada à sua história, religião e identidade, a Terra de Israel.

O vínculo judaico com a terra é muito anterior ao movimento político moderno. A presença judaica tem mais de 3 mil anos, documentada pela arqueologia. Houve comunidades judaicas contínuas em Jerusalém, Hebron, Safed e Tiberíades.

Sionismo político moderno

Organizou-se no Primeiro Congresso Sionista, em Basileia, em 1897, sob a liderança de Theodor Herzl. Isso foi duas décadas antes da Declaração Balfour.

Autodeterminação

É uma norma fundamental do direito internacional e aparece no Artigo 1º da Carta das Nações Unidas. O povo judeu é uma nação, com origem, língua, cultura, história e vínculo contínuo com a Terra de Israel. Esse direito é reconhecido a mais de 20 nações de maioria árabe e a centenas de outros povos.

Yishuv

É a comunidade judaica anterior ao Estado. Ela construiu: - escolas, universidades e hospitais; - sindicatos, partidos e bancos; - uma força de defesa própria, a Haganá.

Tel Aviv foi fundada em 1909, o Technion em 1912, a Universidade Hebraica em 1918 e a Haganá em 1920. O hebraico foi revivido como língua nacional.

As terras foram compradas, com registro em cartório. Até maio de 1948, a compra registrada de terras somava cerca de 2 milhões de dunams.

Sionismo trabalhista

Corrente que ligava a construção nacional ao trabalho agrícola, ao movimento operário e a instituições coletivas, como o kibutz. David Ben-Gurion e Golda Meir vieram desse campo.

Lar nacional judaico

É a expressão da Declaração Balfour (1917), incorporada ao Mandato Britânico (1922). O Mandato reconheceu a conexão histórica do povo judeu com a terra e falou em “reconstituir” seu lar nacional. Ou seja, reconheceu um direito que já existia.

Crítica legítima x negação

Criticar governos e políticas de Israel é debate político legítimo. Já negar ao povo judeu a autodeterminação é antissemitismo pela definição da IHRA. O mesmo vale para exigir o fim do único Estado judeu ou tratar Israel como “entidade” ou “Estado ilegítimo”.

Linha do tempo

Data Fato
1897 Primeiro Congresso Sionista, em Basileia, com Theodor Herzl
1906 David Grün, depois Ben-Gurion, chega à Terra de Israel, então sob domínio otomano
1909 Fundação de Tel Aviv
2 nov. 1917 Declaração Balfour: apoio britânico a um lar nacional para o povo judeu
Abr. 1920 Conferência de San Remo atribui o mandato à Grã-Bretanha
1921 Golda Meir imigra para a Terra de Israel
24 jul. 1922 O Conselho da Liga das Nações aprova o Mandato Britânico por unanimidade
16 set. 1922 A Liga das Nações aprova a aplicação do artigo 25: a Transjordânia fica fora das cláusulas do lar nacional judaico
29 set. 1923 O Mandato entra em vigor
Jul. 1937 A Comissão Peel propõe dois Estados; o movimento sionista aceita a partilha
Maio 1939 Livro Branco britânico limita a imigração judaica a 75 mil pessoas em cinco anos
Maio 1942 Programa de Biltmore: Ben-Gurion defende um Estado judeu imediato
29 nov. 1947 Resolução 181 da ONU (33 a favor, 13 contra, 10 abstenções) recomenda um Estado judeu e um Estado árabe
30 nov. 1947 Começam os ataques de milícias árabes a comunidades judaicas
14 maio 1948 Ben-Gurion proclama o Estado de Israel em Tel Aviv; os EUA reconhecem Israel no mesmo dia
15 maio 1948 Egito, Transjordânia, Síria, Líbano e Iraque invadem Israel
17 maio 1948 A União Soviética reconhece Israel
Fev.–jul. 1949 Armistícios com Egito, Líbano, Jordânia e Síria
11 maio 1949 Israel é admitido como membro pleno da ONU (Resolução 273 (III))
1979 / 1994 Tratados de paz com o Egito e a Jordânia
9 set. 1993 Em carta enviada no âmbito de Oslo, a OLP reconhece o direito de Israel existir em paz e segurança
2020 Acordos de Abraão: Emirados Árabes Unidos, Bahrein, Marrocos e Sudão

Pontos de atenção para o educador

  • Não diga que “a ONU criou Israel”. A Resolução 181 foi uma recomendação. A soberania nasceu da Declaração de Independência, da defesa na guerra de 1948 e do reconhecimento internacional.
  • Não diga que “o mundo inteiro” reconhece Israel. Mais de 165 dos 193 membros da ONU mantêm relações com Israel; cerca de 28 não mantêm. A recusa é decisão de governos específicos. Não é posição dos muçulmanos em geral.
  • Não negue o deslocamento de palestinos em 1948. Cerca de 700 mil foram deslocados. Explique o contexto: a rejeição árabe da partilha e a invasão de cinco exércitos.
  • Lembre também os refugiados judeus. Estimativas de 800 mil a 1 milhão de judeus deixaram países árabes e o Irã ou foram expulsos deles. Israel absorveu a maioria.
  • Não use a origem nos mandatos para deslegitimar ninguém. Iraque, Síria, Líbano e Jordânia também nasceram do sistema de mandatos. Essa origem não torna nenhum país ilegítimo.
  • Não chame de antissemita quem critica um governo israelense nem quem defende direitos iguais. O problema está em negar a existência do Estado judeu.

Cinco perguntas para discussão

  1. O movimento sionista se organizou em 1897, vinte anos antes da Declaração Balfour. O que isso mostra sobre a ideia de que Israel foi “criado pelas potências”?
  2. A Grã-Bretanha apoiou o lar nacional judaico em 1917 e o restringiu em 1939, às vésperas do Holocausto. Que impacto essa virada teve sobre os judeus que tentavam fugir da Europa?
  3. A liderança judaica aceitou a partilha de 1947, e a liderança árabe a rejeitou. Como essa escolha influenciou o que aconteceu em 1948?
  4. Como reconhecer o sofrimento dos refugiados palestinos e dos refugiados judeus de países árabes sem negar a legitimidade de nenhum dos dois povos?
  5. Onde fica a linha entre criticar duramente uma política de Israel e negar o direito do país existir? Dê exemplos de cada lado.

Glossário curto

  • Sionismo: movimento nacional do povo judeu pela autodeterminação na Terra de Israel.
  • Yishuv: comunidade judaica anterior ao Estado, com instituições próprias.
  • Haganá: força de defesa judaica criada em 1920; deu base às Forças de Defesa de Israel (FDI).
  • Agência Judaica: órgão público reconhecido pelo artigo 4 do Mandato. Ben-Gurion o presidiu desde 1935.
  • Mandato Britânico: administração da região confiada à Grã-Bretanha pela Liga das Nações (1922–1948).
  • Livro Branco de 1939: política britânica que restringiu a imigração judaica e a compra de terras por judeus.
  • Resolução 181: recomendação da Assembleia Geral da ONU, de 1947, de um Estado judeu e um Estado árabe.
  • Linhas do Armistício de 1949: linhas de cessar-fogo, também chamadas de “Linha Verde”. Não eram fronteiras definitivas.
  • Nakba: termo que os palestinos usam para o deslocamento de 1948.
  • IHRA: Aliança Internacional para a Memória do Holocausto. Sua definição de trabalho inclui, entre os exemplos de antissemitismo, negar ao povo judeu o direito à autodeterminação.

Quiz: teste o que aprendeu

1. Onde e quando ocorreu o Primeiro Congresso Sionista?

O Primeiro Congresso Sionista ocorreu em Basileia, em 1897, sob a liderança de Theodor Herzl. Foi duas décadas antes da Declaração Balfour.

2. O que a Declaração Balfour, de 2 de novembro de 1917, apoiou?

A carta apoiou um “lar nacional para o povo judeu”, sem usar a expressão “Estado judeu” e sem definir fronteiras. Também prometeu proteger os direitos civis e religiosos das comunidades não judaicas.

3. Quem aprovou o Mandato Britânico e quando?

O Conselho da Liga das Nações aprovou o Mandato por unanimidade em 24 de julho de 1922. O texto reconheceu a conexão histórica do povo judeu com a terra e entrou em vigor em 29 de setembro de 1923.

4. O que determinou o Livro Branco britânico de maio de 1939?

O Livro Branco limitou a imigração judaica a 75 mil pessoas em cinco anos e condicionou entradas posteriores ao consentimento árabe. Também restringiu a compra de terras por judeus. A medida veio às vésperas do Holocausto.

5. Qual afirmação descreve corretamente a Resolução 181 da ONU, de 29 de novembro de 1947?

A Resolução 181 foi uma recomendação. Ela previa dois Estados e um regime internacional para Jerusalém. A liderança judaica aceitou o plano; a liderança árabe o rejeitou.

6. Quem proclamou a independência de Israel, e onde?

Ben-Gurion leu a Declaração de Estabelecimento do Estado de Israel em 14 de maio de 1948, às 16h, no Museu de Tel Aviv, e foi o primeiro a assiná-la. Golda Meir foi uma das signatárias.

7. O que aconteceu no dia seguinte à proclamação do Estado de Israel?

Na noite de 14 para 15 de maio de 1948, os exércitos de cinco países árabes invadiram Israel. Israel sobreviveu, e os armistícios de 1949 encerraram os combates.

8. Desde quando Israel é membro pleno da ONU?

A Assembleia Geral admitiu Israel como membro pleno em 11 de maio de 1949, pela Resolução 273 (III).

9. Quantos países mantêm relações diplomáticas formais com Israel?

Mais de 165 dos 193 Estados-membros mantêm relações com Israel, entre eles Brasil, Índia e China. Cerca de 28 não mantêm. Os números são aproximados, mas a conclusão não muda: o reconhecimento é a regra.

10. Pela definição de trabalho da IHRA, qual destas posições é antissemitismo?

A IHRA lista como exemplo de antissemitismo negar ao povo judeu o direito à autodeterminação. Criticar governos, defender direitos iguais e debater a história são posições legítimas.

Cartões de estudo

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A ex-deputada israelense Einat Wilf apresenta o sionismo e Israel a partir de cinco conceitos: a ideia de Herzl, a aliá e a sociedade de imigrantes, o renascimento do hebraico, a minoria árabe e a raiz do conflito, que é a rejeição da soberania judaica. Uma introdução clara e didática ao direito do povo judeu à autodeterminação em sua terra ancestral.

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Dr. Einat Wilf: Anti-Zionism is Anti-SemitismEinat Wilf · em inglês

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