Falso. Os três brasileiros mortos em 7 de outubro de 2023, Ranani Nidejelski Glazer, Bruna Valeanu e Karla Stelzer Mendes, eram civis no festival de música Nova, perto do Kibutz Re'im. Não estavam em base militar nem em combate. Foram assassinados por terroristas do Hamas no festival e nas rotas de fuga ao redor.
Quem eram os brasileiros mortos no 7 de outubro?
Eram três brasileiros. Os três estavam no festival de música Nova, no sul de Israel, perto do Kibutz Re'im:
- Ranani Nidejelski Glazer, 24 anos. Buscou proteção num abrigo público na Rota 232. Terroristas do Hamas atacaram o abrigo com tiros e granadas.
- Bruna Valeanu, 24 anos. Foi morta quando tentava fugir da festa.
- Karla Stelzer Mendes, 42 anos. Estava no festival com o namorado, que também foi morto.
O Itamaraty confirmou as três mortes em notas oficiais de outubro de 2023. O Ministério das Relações Exteriores de Israel registra Bruna e Karla na lista de vítimas civis com a mesma descrição: "murdered by Hamas terrorists at the Nova Music Festival" (assassinadas por terroristas do Hamas no festival Nova).
Quantos dos mortos no festival Nova eram das forças de segurança?
Muito poucos. A Comissão Civil sobre os Crimes de 7 de Outubro, no relatório Silenced No More, conta 396 mortos no festival Nova. Entre eles havia 18 membros das forças de segurança: 15 policiais e 3 soldados. Todos os outros eram jovens civis reunidos para celebrar o fim de Sukot. Outras 44 pessoas foram sequestradas e levadas como reféns para Gaza.
A Comissão de Inquérito da ONU também descreveu os ataques no festival e nos abrigos da Rota 232, no relatório A/HRC/56/CRP.3, de junho de 2024. Os três brasileiros não fazem parte do pequeno grupo de agentes de segurança. Eram público da festa.
É verdade que em Israel todo mundo é militar?
Não. Muitos israelenses prestam serviço militar, e a frase se aproveita disso. Mas ter servido, ou estar em idade de servir, não transforma ninguém em alvo. O que define o status de uma pessoa é o que ela faz no momento do ataque.
Pelo Direito Internacional Humanitário, quem está numa festa e não participa de hostilidades é civil protegido. Matar essas pessoas é crime de guerra. A frase "todo mundo é militar" serve para apagar essa distinção e tratar uma população inteira como alvo legítimo.
Por que essa afirmação circula?
Ela aparece em posts e comentários que tentam justificar o ataque terrorista do Hamas de 7 de outubro de 2023. A lógica é simples: se as vítimas fossem "soldados", o massacre pareceria uma ação militar. Quem repete a frase não confere nomes, idades nem o local das mortes.
Os fatos desmontam essa lógica. As vítimas brasileiras estavam numa festa de música, desarmadas, e foram mortas no festival e nas rotas de fuga ao redor. O Hamas começou a guerra com esse ataque contra civis. A responsabilidade é dos terroristas do Hamas, não de um povo ou de uma religião.
Resposta pronta para copiar
Falso. Ranani Glazer, Bruna Valeanu e Karla Stelzer Mendes eram civis no festival Nova. Foram mortos por terroristas do Hamas no festival e nas rotas de fuga ao redor. Dos 396 mortos na festa, só 18 eram das forças de segurança. Chamar vítima civil de militar é justificar um massacre.Até 280 caracteres, para responder nas redes
Em mais detalhe
Em 7 de outubro de 2023, terroristas do Hamas invadiram o sul de Israel. Um dos principais alvos foi o festival de música Nova, montado numa área aberta perto do Kibutz Re'im. Ali estavam jovens civis que celebravam o fim de Sukot.
Três brasileiros estavam entre eles. Ranani Nidejelski Glazer, de 24 anos, correu para um abrigo público na Rota 232. Os terroristas cercaram o abrigo e o atacaram com tiros e granadas. Bruna Valeanu, de 24 anos, foi morta quando tentava fugir da festa. Karla Stelzer Mendes, de 42 anos, foi morta no festival junto com o namorado.
Nenhum dos três estava em base militar, fardado, armado ou em combate. O Itamaraty confirmou as mortes em notas oficiais de outubro de 2023. O Ministério das Relações Exteriores de Israel registra Bruna e Karla na lista de vítimas civis "Swords of Iron: Civilian Casualties", com a descrição "murdered by Hamas terrorists at the Nova Music Festival".
O relatório Silenced No More, da Comissão Civil sobre os Crimes de 7 de Outubro, dá a dimensão do massacre. Foram 396 mortos no festival. Desse total, 18 eram das forças de segurança: 15 policiais e 3 soldados. Os demais eram civis. Outras 44 pessoas foram sequestradas para Gaza como reféns. A Comissão de Inquérito da ONU, no relatório A/HRC/56/CRP.3, de junho de 2024, também descreveu os ataques no festival e nos abrigos da Rota 232.
Pelo Direito Internacional Humanitário, quem não participa de hostilidades é civil protegido. Assassinar o público de uma festa é crime de guerra. Rotular essas vítimas como "militares" não muda o que aconteceu. Apenas tenta aliviar o peso de um massacre de civis cometido pelo Hamas, o grupo terrorista que começou a guerra.
- Não acrescente detalhes biográficos das vítimas que não estejam nas fontes oficiais.
- Não use números sem fonte. Os dados do festival vêm do relatório Silenced No More.
- Não generalize palestinos nem muçulmanos. A responsabilidade é dos terroristas do Hamas.
- Não chame os sequestrados de "prisioneiros". São reféns.
- Não aceite a premissa de que serviço militar anterior torna alguém alvo legítimo numa festa.




