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Grafite no bairro Kiryat HaMelacha, em Tel Aviv
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Mito × Fato · 7 de outubro

A festa Nova foi feita na fronteira para provocar os palestinos?

FALSOA única parte verdadeira é o local.
Foto: Grafite no bairro Kiryat HaMelacha, em Tel Aviv. ליזי שאנן · CC BY 2.5 · Wikimedia Commons
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Falso. O Nova era uma festa privada de música trance, e Re'im foi escolhido para reaproveitar a estrutura do festival Unity, marcado ali para 5 e 6 de outubro. A Comissão de Inquérito da ONU registrou que os grupos armados de Gaza não sabiam do festival. Os terroristas do Hamas iam para Netivot e encontraram a festa por acaso.

O que era o festival Nova?

O Nova foi um evento privado de música eletrônica, organizado pela comunidade trance Tribe of Nova. Reuniu cerca de 3.000 a 4.000 jovens. Segundo o histórico do Memorial de Re'im, mantido pelo KKL-JNF, era um evento cultural de música, arte e convivência.

Não havia nada de governamental ou militar na festa. Era uma rave itinerante. Os festivais da produtora mudam de lugar todo ano, e o local só é revelado aos compradores de ingressos poucos dias antes.

Por que a festa foi montada em Re'im?

A escolha de Re'im foi logística. O relatório de investigação da Polícia de Israel sobre as licenças do estacionamento de Re'im mostra a sequência:

  • 6 de setembro de 2023: a produtora pede à polícia licença para um festival menor, chamado Unity, no mesmo local, em 5 e 6 de outubro.
  • 2 de outubro de 2023: a produtora pede mais 24 horas de uso da área para fazer o Nova logo em seguida.
  • 6 e 7 de outubro de 2023: o Nova acontece e reaproveita palco, banheiros e geradores montados para o Unity.

O motivo era aproveitar uma estrutura que já estava montada. Não havia nenhuma intenção política.

O Hamas sabia que havia uma festa ali?

Não. A Comissão Internacional Independente de Inquérito da ONU registrou, no documento A/HRC/56/CRP.3 (parágrafo 68), que os grupos armados de Gaza não tinham conhecimento prévio do festival. Essa comissão é frequentemente crítica a Israel. Mesmo assim, o registro dela não sustenta a tese da provocação.

O inquérito oficial das Forças de Defesa de Israel (FDI), conduzido pelo general de brigada Ido Mizrahi, chegou à mesma conclusão por outro caminho. Os cerca de 100 terroristas do Hamas que atacaram a festa estavam a caminho de Netivot e toparam com o evento por acaso. Os mapas achados com terroristas mortos no local não mencionavam o festival.

Uma festa que o agressor nem conhecia não pode ter sido uma provocação contra ele.

Havia soldados ou presença militar na festa?

Não. No local havia 43 policiais e 75 seguranças civis desarmados. A função deles era controlar o público e o trânsito. Não havia tropas.

O próprio inquérito das FDI reconhece uma falha grave. As tropas posicionadas na fronteira nem foram avisadas de que havia uma festa a cerca de 5 km da cerca. Israel assume esse erro em sua investigação oficial. O dado também desmonta a ideia de uma operação planejada para provocar alguém.

Por que essa narrativa culpa as vítimas?

A tese da "provocação" transforma um massacre de civis em "reação". É uma inversão. Os jovens do Nova estavam numa festa de música. Quem escolheu atacar civis desarmados foram os terroristas do Hamas, no ataque de 7 de outubro.

A responsabilidade é do Hamas, e não da população palestina como um todo. Também não é das vítimas, que dançavam quando foram atacadas.

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Falso. O Nova era uma rave privada, e o local foi escolhido para reaproveitar a estrutura de outra festa. A ONU registrou que os grupos de Gaza nem sabiam do festival. Os terroristas do Hamas iam para Netivot e acharam a festa por acaso. Não se provoca quem nem sabia.Até 280 caracteres, para responder nas redes

Em mais detalhe

Como a alegação circula. Posts e vídeos curtos afirmam que o festival Nova foi montado "colado na cerca de Gaza" de propósito, como "provocação". Às vezes a alegação vem acompanhada da ideia de que o ataque foi uma "reação" a uma festa ofensiva. Ela aparece em comentários sobre o 7 de outubro para culpar as vítimas.

Por que parece plausível. O local ficava mesmo perto de Gaza, a cerca de 5 km. Para quem está longe, a proximidade parece suspeita, mas a distância sozinha não prova intenção. De fora, uma rave perto de uma área de conflito parece estranha. A narrativa também transforma um massacre em "consequência", e isso alivia quem quer justificar o Hamas.

O que os documentos mostram.

1. Evento privado e itinerante. A produtora Tribe of Nova muda o local dos festivais todo ano. O público só conhece o local poucos dias antes. 2. Escolha logística. A licença para o festival Unity foi pedida em 6 de setembro de 2023, para 5 e 6 de outubro. Em 2 de outubro, a produtora pediu mais 24 horas para fazer o Nova e reaproveitar palco, banheiros e geradores. Os pedidos constam do relatório da Polícia de Israel. 3. O Hamas não sabia. A Comissão de Inquérito da ONU registrou que os grupos armados de Gaza não tinham conhecimento prévio do festival (A/HRC/56/CRP.3, parágrafo 68). 4. Encontro por acaso. O inquérito das FDI, conduzido pelo general de brigada Ido Mizrahi, concluiu que os cerca de 100 terroristas que atacaram a festa iam para Netivot. Os mapas encontrados com eles não citavam o festival. 5. Sem soldados. Havia 43 policiais e 75 seguranças civis desarmados. As tropas da fronteira nem foram informadas da festa. O inquérito israelense reconhece essa falha.

Conclusão. A proximidade com Gaza é real. A intenção de provocar não existiu. O local foi escolhido por conveniência, e os agressores não sabiam do evento. Culpar a festa é culpar as vítimas de um ataque terrorista.

Se for responder, evite:
  • Não diga que a festa ficava "longe" de Gaza. Ficava a cerca de 5 km. O argumento certo é que o local foi escolhido por logística e que o Hamas não sabia do evento.
  • Não diga que as FDI protegiam a festa. O próprio inquérito israelense reconhece falhas, e é melhor assumir isso.
  • Não generalize os palestinos. A responsabilidade é dos terroristas do Hamas.
  • Chame os sequestrados de 7 de outubro de reféns.
  • Não cite número de mortos sem uma fonte oficial à mão.

Perguntas frequentes

A que distância de Gaza ficava a festa Nova?
A cerca de 5 km da cerca, no estacionamento florestal de Re'im. O local foi escolhido para reaproveitar a estrutura do festival Unity, marcado ali para 5 e 6 de outubro de 2023.
O Hamas planejou atacar o festival Nova?
Não, segundo as investigações. A Comissão de Inquérito da ONU registrou que os grupos armados de Gaza não sabiam previamente do festival. O inquérito das FDI concluiu que os terroristas iam para Netivot e encontraram a festa por acaso.
Havia segurança na festa Nova?
Havia 43 policiais e 75 seguranças civis desarmados, mas nenhuma tropa. O inquérito das FDI reconhece que os soldados da fronteira nem foram avisados da festa.
Fontes
    Revisado pela equipe da JJO, atualizado em . Toda afirmação tem fonte. Encontrou um erro? Peça uma correção.