JJOJuventude JudaicaOrganizada
Estacionamento de Re'im e kibutz Be'eri em novembro de 2025
Início › Mitos › 7 de outubro
Mito × Fato · 7 de outubro

"Comemorar o aniversário do Dilúvio de Al-Aqsa é liberdade de expressão, não apologia ao terrorismo"

ENGANOSOA frase parte de um fato real: defender os direitos dos palestinos e criticar o governo de Israel é expressão política.
Foto: Estacionamento de Re'im e kibutz Be'eri em novembro de 2025. ישראל פרקר · CC BY 2.5 · Wikimedia Commons
Nesta página
Resposta curta

Enganoso. Defender os direitos dos palestinos e criticar o governo de Israel é expressão política. Mas "Dilúvio de Al-Aqsa" é o codinome do Hamas para o ataque de 7 de outubro de 2023, que matou cerca de 1.200 pessoas e sequestrou mais de 250. Celebrar esse aniversário é exaltar um massacre, não debater ideias.

O que é o "Dilúvio de Al-Aqsa"?

Não é uma referência neutra à mesquita de Al-Aqsa. A Associated Press registra que "Al-Aqsa Flood" era o codinome do Hamas para o ataque de 7 de outubro de 2023.

O International Institute for Counter-Terrorism (ICT), de Israel, analisou a campanha de comunicação do Hamas. O instituto trata "Al-Aqsa Flood" como marca de propaganda do grupo. O nome soa religioso ou geográfico. Na prática, ele batiza uma operação terrorista.

Quem celebra a data com esse nome adota a narrativa do próprio Hamas.

O que aconteceu no ataque que essa data celebra?

O ataque matou cerca de 1.200 pessoas em Israel e levou mais de 250 reféns para Gaza.

Os terroristas do Hamas atingiram kibutzim, cidades e um festival de música. Análises sobre o 7 de outubro, como a do Real Instituto Elcano, registram ataques a localidades civis e ao festival, e não apenas a alvos militares.

A queixa criminal federal do Departamento de Justiça dos Estados Unidos contra a liderança do Hamas descreve o uso de violência sexual contra mulheres israelenses, incluindo estupro.

O Hamas é classificado como organização terrorista por Estados Unidos, União Europeia, Reino Unido, Canadá, Austrália e Israel. Foi o Hamas que começou a guerra com esse ataque.

Qual a diferença entre criticar Israel e celebrar o 7 de outubro?

O American Jewish Committee (AJC) afirma expressamente que defender os direitos dos palestinos é expressão protegida. O AJC também faz uma distinção. Defender direitos é diferente de demonizar judeus, atacar instituições judaicas ou exaltar a violência.

A linha passa entre mencionar, analisar ou condenar e celebrar:

  • Uma reportagem ou uma aula pode usar o nome da operação para explicar como o Hamas chamou o ataque. Isso não é apologia.
  • Um ato que festeja o "aniversário" do ataque, com "glória à resistência" e "honra aos mártires", transforma assassinatos e sequestros de civis em símbolo.

A ADL documentou grupos universitários nos Estados Unidos que usaram "Long Live Al-Aqsa Flood" para se referir ao ataque. Em Filadélfia, organizações judaicas condenaram um ato que combinava "Long Live Al Aqsa Flood", "honor the martyrs" e "glory to the resistance". Em Montreal, estudantes judeus denunciaram, segundo o Times of Israel, eventos de aniversário que glorificavam o Hamas.

O enquadramento de cada caso depende do conteúdo concreto: slogans, homenagens aos autores, incentivo a novos ataques. Mas quem celebra o massacre não está apenas criticando um governo.

O que disse o Ministério Público de São Paulo?

O Ministério Público de São Paulo acionou o sindicato dos professores (Apeoesp) por um evento com o título "aniversário da Operação Dilúvio de Al-Aqsa".

Para o MP-SP, o evento ultrapassou os limites da liberdade de expressão. A promotoria afirmou que houve apologia indireta à violência terrorista e propagação de discurso de ódio contra judeus.

Essa é uma posição processual do Ministério Público, não uma condenação definitiva. O caso ainda depende do julgamento. Mas mostra que a tese de que toda celebração é "opinião protegida" não é pacífica nem no Brasil.

Resposta pronta para copiar

Defender os direitos dos palestinos é expressão política. Festejar o "Dilúvio de Al-Aqsa" é outra coisa: é celebrar, com o nome dado pelo Hamas, o ataque que matou cerca de 1.200 pessoas e sequestrou mais de 250. O MP-SP viu apologia indireta ao terror num evento assim.Até 280 caracteres, para responder nas redes

Em mais detalhe

A frase circula em defesa de atos e eventos que celebram a data de 7 de outubro de 2023. Esses eventos usam o nome que o próprio Hamas deu à operação. A tese é apresentada como princípio jurídico: qualquer celebração seria opinião política protegida, e quem questiona seria censor.

O argumento convence porque a liberdade de expressão é um valor real das democracias. O truque está em misturar duas coisas. Uma é defender os direitos dos palestinos e criticar o governo israelense. A outra é festejar um massacre.

Os fatos sobre o ataque são claros. Cerca de 1.200 pessoas foram mortas em Israel e mais de 250 foram levadas como reféns. Os terroristas do Hamas invadiram kibutzim, cidades e um festival de música. A queixa criminal do Departamento de Justiça dos Estados Unidos contra a liderança do Hamas descreve violência sexual, incluindo estupro.

O nome também não é neutro. A AP registra que "Al-Aqsa Flood" era o codinome do Hamas para o ataque. O ICT, instituto israelense de contraterrorismo, trata a expressão como marca de propaganda do grupo. Celebrar o "aniversário do Dilúvio de Al-Aqsa" é adotar essa propaganda e apresentar o assassinato e o sequestro de civis como "resistência".

Organizações judaicas como AJC e ADL fazem a distinção correta. Defender direitos dos palestinos é legítimo. Exaltar o 7 de outubro, homenagear seus autores e gritar "vida longa ao Dilúvio de Al-Aqsa" é glorificar o terrorismo.

No Brasil, o Ministério Público de São Paulo afirmou que um evento desse tipo ultrapassou a liberdade de expressão, com apologia indireta à violência terrorista e discurso de ódio contra judeus. É uma posição processual, ainda sujeita a julgamento.

Criticar é um direito. Celebrar o terror não é.

Se for responder, evite:
  • Não diga que toda manifestação em defesa dos palestinos é apologia ao terrorismo.
  • Não diga que qualquer menção ao nome da operação é crime. Reportagens, aulas e análises podem usá-lo.
  • Não apresente a posição do MP-SP como condenação já decidida. É uma ação em andamento.
  • Não generalize árabes, palestinos ou muçulmanos. O alvo da crítica é o Hamas e quem celebra seus crimes.
  • Não chame os terroristas de "militantes" nem os reféns de "prisioneiros".

Perguntas frequentes

O que significa "Dilúvio de Al-Aqsa"?
É o codinome que o Hamas deu ao ataque de 7 de outubro de 2023 contra Israel, segundo a Associated Press. O ataque matou cerca de 1.200 pessoas e levou mais de 250 reféns. O International Institute for Counter-Terrorism (ICT), de Israel, trata o nome como marca de propaganda do Hamas.
Usar a expressão "Dilúvio de Al-Aqsa" é sempre apologia ao terrorismo?
Não. Mencionar, analisar ou condenar o nome da operação, como numa reportagem ou numa aula, não é apologia. O problema é celebrar o ataque, homenagear seus autores ou incentivar novos ataques. Cada caso depende do conteúdo concreto.
O evento da Apeoesp sobre o Dilúvio de Al-Aqsa foi condenado?
Ainda não. O Ministério Público de São Paulo afirmou que o evento ultrapassou a liberdade de expressão, com apologia indireta à violência terrorista e discurso de ódio contra judeus. É uma posição processual, e o caso ainda depende de decisão judicial.
Revisado pela equipe da JJO, atualizado em . Toda afirmação tem fonte. Encontrou um erro? Peça uma correção.