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A guerra entre Israel e o Irã em junho de 2025

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Foto: Interceptações no oeste da Galileia. שלמה רודד · CC BY 2.5 · Wikimedia Commons
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A guerra entre Israel e o Irã, conhecida como Guerra dos 12 Dias, durou de 13 a 24–25 de junho de 2025. Israel lançou a Operação Rising Lion contra o programa nuclear, as fábricas de mísseis e comandantes do regime iraniano. O Irã respondeu com mais de 500 mísseis balísticos e mais de mil drones. Os EUA bombardearam Fordow, Natanz e Isfahan. Trump anunciou o cessar-fogo em 23 de junho.

O que foi a guerra entre Israel e o Irã em junho de 2025?

Foi o primeiro confronto direto, aberto e de longo alcance entre Israel e o Irã. Durou cerca de 12 dias, de 13 a 24–25 de junho de 2025, e ficou conhecido como Guerra dos 12 Dias.

Cada lado deu um nome à campanha:

  • Israel: Operação Rising Lion (Leão Nascente), conduzida pelas Forças de Defesa de Israel (FDI).
  • Irã: Operação Promessa Verdadeira III. O regime também passou a chamar o conflito de “Guerra Imposta”, termo que já usava para a longa guerra contra o Iraque. Para analistas israelenses, o nome mostra o choque que a guerra causou em Teerã.
  • Estados Unidos: Operação Midnight Hammer, o bombardeio americano de 21 para 22 de junho.

Na madrugada de 13 de junho, a Força Aérea Israelense mobilizou mais de 200 aeronaves. Elas dispararam mais de 330 munições contra cerca de 100 alvos estratégicos no Irã. Entre os alvos estavam Natanz, Fordow, Qom e Isfahan, a Base Aérea de Tabriz, sedes da Guarda Revolucionária e depósitos de combustível em Teerã.

Por que Israel atacou o Irã?

Israel atacou para impedir que o regime iraniano obtivesse armas nucleares. Também queria destruir o arsenal de mísseis apontado contra o seu território. Segundo o governo de Israel, a ação foi preventiva. Os alvos eram o programa nuclear, o programa de mísseis balísticos, os centros de comando e controle e altos integrantes das forças armadas iranianas.

A ameaça não começou em 2025. Os fatos mostram uma escalada anterior:

  • Desde 1990, a Força Quds, da Guarda Revolucionária, tem a missão declarada de “exportar a revolução”.
  • Em abril de 2024, o Irã atacou Israel diretamente com cerca de 120 mísseis balísticos, 30 de cruzeiro e 170 drones.
  • Em outubro de 2024, voltou a atacar, com cerca de 200 mísseis balísticos.
  • Segundo o Departamento de Estado dos EUA, o Irã repassa até US$ 100 milhões por ano a grupos como Hamas e Jihad Islâmica, e centenas de milhões ao Hezbollah.
  • Em 7 de outubro de 2023, os terroristas do Hamas mataram 1.200 pessoas e sequestraram 250 reféns.

A acusação iraniana: Teerã afirma que Israel cometeu uma agressão ilegal, matou civis e atacou instalações sob proteção internacional. A resposta israelense: Israel diz que atacou objetivos militares, alvos ligados aos programas nuclear e de mísseis e estruturas de comando e repressão do regime. Lembra também que um regime que prega sua destruição e já disparou centenas de mísseis contra o seu território não pode chegar à bomba atômica.

Como o Irã respondeu e qual foi o papel dos EUA?

O Irã respondeu com ondas de mísseis balísticos e drones contra cidades israelenses. Os EUA entraram diretamente na guerra ao bombardear as três principais instalações nucleares iranianas.

A resposta iraniana. Ao longo dos 12 dias, o Irã disparou mais de 500 mísseis balísticos, entre eles os pesados Sejjil e Kheibar Shekan, e mais de mil drones. A maioria foi interceptada pelos sistemas Arrow-2, Arrow-3 e David’s Sling, com apoio de destróieres e baterias THAAD americanas. Mesmo assim, mísseis atingiram áreas residenciais e instalações civis em Israel. Também caíram sobre a refinaria de Bazan, em Haifa, e nos arredores do quartel-general das FDI, em Tel Aviv.

Os ataques israelenses seguintes. Em 15 de junho, Israel atingiu a sede da emissora estatal iraniana IRIB. Em 23 de junho, atacou o complexo da prisão de Evin, em Teerã.

A entrada dos EUA. Na noite de 21 para 22 de junho, bombardeiros B-2 e mísseis Tomahawk atacaram Fordow, Natanz e Isfahan. Fordow foi o alvo central por ser subterrânea e fortificada.

A retaliação contra o Catar. Em 23 de junho, o Irã disparou mísseis contra a base americana de Al Udeid, no Catar. Teerã avisou antes, por meio de Omã. O pessoal foi evacuado e não houve mortes entre militares americanos.

Quantas pessoas morreram na guerra entre Israel e o Irã?

Os números variam conforme a fonte e a data do levantamento. Do lado israelense, as vítimas foram quase todas civis atingidos por mísseis iranianos. Do lado iraniano, os dados vêm do próprio regime e não foram verificados de forma independente.

LocalNúmero relatadoFonte
Israel28 civis e um soldado fora de serviço mortos; mais de 3.300 feridosGoverno de Israel
Israel32 israelenses mortos (31 civis); mais de 1.300 feridosOutra estimativa do mesmo período
Israel24 civis mortosBalanço provisório registrado pela Reuters durante a guerra
Irã935 mortos, incluindo 38 crianças e 132 mulheresPorta-voz do Judiciário iraniano, segundo a Reuters
Irã610 mortosBalanço anterior do Ministério da Saúde do regime iraniano, sem verificação independente
IrãCerca de 430 mortos em 21 de junhoBalanço provisório citado pela Reuters
IrãEntre 1.082 e 1.190 mortosEstimativa posterior

Os números iranianos não distinguem com clareza civis de membros das forças de segurança. Entre os mortos estão comandantes do topo do regime. Uma autoridade militar israelense afirmou à Reuters que mais de 30 altos funcionários de segurança e 11 cientistas nucleares foram mortos. Entre os mortos estavam Hossein Salami, comandante-em-chefe da Guarda Revolucionária, e Mohammad Bagheri, chefe do Estado-Maior das Forças Armadas.

Quem é mais forte, o Irã ou Israel?

Na guerra de junho de 2025, Israel mostrou clara superioridade militar. O ataque inicial atingiu alvos em todo o Irã, eliminou parte da cúpula militar e científica do regime e danificou o programa nuclear e o arsenal de mísseis. A defesa israelense interceptou a maioria dos projéteis iranianos.

Três fatos ajudam a entender o resultado:

  • Alcance e precisão: Israel operou sobre o território iraniano desde o primeiro dia. Atingiu instalações nucleares, bases e comandantes.
  • Defesa em camadas: Arrow-2, Arrow-3 e David’s Sling, com apoio americano, derrubaram a maior parte dos mais de 500 mísseis e mais de mil drones.
  • O “eixo” não apareceu: a rede de grupos armados financiada pelo Irã ficou praticamente parada. O Hezbollah declarou neutralidade. As milícias xiitas do Iraque lançaram só cerca de 40 drones. Os houthis do Iêmen dispararam apenas 2 a 3 mísseis balísticos. Esses grupos já estavam enfraquecidos desde 2024.

O Irã ainda manteve capacidade de ferir civis em Israel, e o custo humano foi real. Por isso a superioridade israelense não elimina a ameaça. Como mostra a Reuters, também não se pode afirmar, sem ressalvas, que o programa nuclear foi eliminado de vez.

Como está a guerra entre o Irã e Israel hoje?

A Guerra dos 12 Dias terminou com o cessar-fogo de junho de 2025, mas o confronto não acabou. Em 28 de fevereiro de 2026, Israel e os EUA lançaram novos ataques contra o Irã, segundo o Christian Science Monitor. Em março de 2026, as FDI relatavam a interceptação de drones iranianos.

Sobre o fim da guerra de junho de 2025:

  • Trump anunciou o cessar-fogo em 23 de junho. Ele entrou em vigor de forma instável entre 24 e 25 de junho.
  • Nas horas seguintes, houve acusações de violação, inclusive após lançamentos iranianos. Israel afirmou ter respondido a uma possível violação, segundo o Washington Post.
  • O governo israelense declarou ter alcançado os objetivos da operação. O regime iraniano aceitou o cessar-fogo com condições e vendeu ao público interno uma narrativa de “vitória”.

O debate sobre o programa nuclear continua. Declarações políticas americanas falaram em destruição ampla. Avaliações independentes foram mais cautelosas. Elas consideram possível que materiais e equipamentos tenham sido retirados antes dos ataques. É fato que Fordow foi bombardeada. Ainda se discute a extensão do dano subterrâneo e o efeito de longo prazo sobre a capacidade de enriquecimento.

O que a guerra entre Israel e o Irã tem a ver com o Brasil?

O regime iraniano não é uma ameaça distante para a América do Sul. Em abril de 2024, a Justiça argentina concluiu que o Irã ordenou, e o Hezbollah executou, os atentados de 1992 e 1994 em Buenos Aires, contra a embaixada de Israel e contra a AMIA. O ataque à AMIA, um centro comunitário judaico, matou 85 pessoas, segundo o La Nación.

No Brasil, circula a ideia de que o Irã e seu “eixo da resistência” “só se defendem de Israel e dos EUA”. A frase é falsa. O regime financia, arma e coordena grupos que atacaram civis israelenses em 7 de outubro de 2023, bases americanas, aeroportos na Arábia Saudita e nos Emirados e navios comerciais no Mar Vermelho. Segundo a Reuters, a Casa Branca disse que o Irã estava “ativamente facilitando” parte dos ataques a bases americanas.

É importante separar regime e povo. Os próprios iranianos, sobretudo mulheres e minorias, sofrem com a teocracia que governa o país. Criticar a política americana não exige defender um regime que exporta terrorismo.

Linha do tempo

  1. 1990Criação da Força Quds, da Guarda Revolucionária, com a missão declarada de “exportar a revolução”.
  2. 1992Atentado contra a embaixada de Israel em Buenos Aires, atribuído pela Justiça argentina ao Irã e ao Hezbollah.
  3. 1994Atentado contra a AMIA, em Buenos Aires, com 85 mortos.
  4. 2023Em 7 de outubro, os terroristas do Hamas matam 1.200 pessoas e sequestram 250 reféns em Israel.
  5. 2024Em abril, o Irã ataca Israel com cerca de 120 mísseis balísticos, 30 de cruzeiro e 170 drones. Em outubro, com cerca de 200 mísseis balísticos.
  6. 2025Em 13 de junho, Israel lança a Operação Rising Lion. O Irã responde com mísseis e drones.
  7. 2025Na noite de 21 para 22 de junho, os EUA bombardeiam Fordow, Natanz e Isfahan.
  8. 2025Em 23 de junho, o Irã ataca a base de Al Udeid, no Catar, e Trump anuncia o cessar-fogo.
  9. 2025Entre 24 e 25 de junho, o cessar-fogo entra em vigor de forma instável.
  10. 2026Em 28 de fevereiro, Israel e os EUA lançam novos ataques contra o Irã.

Perguntas frequentes

Quanto tempo durou a guerra entre Israel e o Irã?
Cerca de 12 dias. Começou em 13 de junho de 2025, com a Operação Rising Lion, e terminou com o cessar-fogo anunciado por Donald Trump em 23 de junho, que entrou em vigor de forma instável entre 24 e 25 de junho. Por isso o conflito ficou conhecido como Guerra dos 12 Dias.
O programa nuclear do Irã foi destruído?
Sofreu danos significativos, mas não há como afirmar que foi eliminado de vez. Israel atingiu Natanz, Fordow e Isfahan, e os EUA bombardearam as três instalações. Declarações americanas falaram em destruição ampla. Avaliações independentes foram mais cautelosas: consideram possível que materiais e equipamentos tenham sido retirados e que partes do programa tenham sobrevivido.
Os aliados do Irã entraram na guerra?
Praticamente não. O Hezbollah declarou neutralidade e não lançou ataques próprios. As milícias xiitas do Iraque dispararam cerca de 40 drones, e os houthis do Iêmen lançaram apenas 2 a 3 mísseis balísticos. Esses grupos, financiados e armados pelo Irã, já estavam enfraquecidos e contidos desde 2024.
Quais países estão em guerra com o Irã em 2026?
Em 28 de fevereiro de 2026, Israel e os Estados Unidos lançaram novos ataques contra o Irã, segundo o Christian Science Monitor. Em março de 2026, as Forças de Defesa de Israel relatavam a interceptação de drones iranianos. O confronto de junho de 2025, portanto, não encerrou a hostilidade entre o regime iraniano e Israel.

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