Declaração dos Acordos de Abraão
Este é o texto da Declaração dos Acordos de Abraão, datada de 15 de setembro de 2020 e escrito originalmente em inglês. É uma declaração de princípios assinada por Estados que se comprometem com a paz, o diálogo e a coexistência no Oriente Médio. O texto acolhe o estabelecimento de relações diplomáticas entre Israel e seus vizinhos na região.
Por que este documento importa
- Mostra Estados da região acolhendo relações diplomáticas com Israel, com base em interesses comuns.
- Põe a liberdade religiosa e a dignidade humana como fundamento da paz.
- Fala das três religiões abraâmicas como parceiras de uma cultura de paz, e não como inimigas.
- Defende a cooperação e o diálogo como o melhor caminho para enfrentar os desafios da região.
- Prevê consolidar e ampliar essas relações, e não apenas registrar um gesto isolado.
Trechos-chave
“Nós, abaixo assinados, reconhecemos a importância de manter e fortalecer a paz no Oriente Médio e em todo o mundo com base no entendimento mútuo e na coexistência, bem como no respeito à dignidade humana e à liberdade, inclusive a liberdade religiosa.”
Os signatários põem o respeito à dignidade humana e à liberdade, inclusive a religiosa, na base da paz. É o princípio que orienta todo o documento. Ver no texto →
“Incentivamos os esforços para promover o diálogo inter-religioso e intercultural, a fim de fazer avançar uma cultura de paz entre as três religiões abraâmicas e toda a humanidade.”
O texto propõe uma cultura de paz entre as três religiões abraâmicas. A ideia de uma origem comum dá nome aos acordos. Ver no texto →
“Acreditamos que a melhor maneira de enfrentar os desafios é por meio da cooperação e do diálogo, e que o desenvolvimento de relações amistosas entre os Estados favorece os interesses de uma paz duradoura no Oriente Médio e em todo o mundo.”
A declaração aposta em relações amistosas entre Estados para uma paz duradoura. É uma escolha pela cooperação no lugar do conflito. Ver no texto →
“Buscamos pôr fim à radicalização e ao conflito, a fim de proporcionar a todas as crianças um futuro melhor.”
Os signatários dizem buscar o fim da radicalização e do conflito. O objetivo declarado é um futuro melhor para todas as crianças. Ver no texto →
“Nesse espírito, acolhemos calorosamente, e com ele nos sentimos encorajados, o progresso já alcançado no estabelecimento de relações diplomáticas entre Israel e seus vizinhos na região, segundo os princípios dos Acordos de Abraão. Sentimo-nos encorajados pelos esforços em curso para consolidar e ampliar tais relações amistosas, com base em interesses comuns e em um compromisso comum com um futuro melhor.”
É o trecho central. Acolhe o progresso nas relações diplomáticas entre Israel e seus vizinhos e prevê sua ampliação. Ver no texto →
Data: 15 set. 2020
Original: em inglês. Fonte do texto original.
Tradução: feita pela JJO a partir do original, completa e sem cortes.
Texto integral
Para entender mais
- Os Acordos de Abraão: Israel, Emirados, Bahrein, Marrocos e Sudão
- Israel e a paz: Egito, Jordânia, Oslo e os Acordos de Abraão
- Os Acordos de Abraão foram comprados e não valem como reconhecimento de Israel?
- “Nenhum país árabe reconhece Israel”: o que dizem os tratados
- Judeus, cristãos e muçulmanos no Brasil: caminhos de diálogo
