Quem foi Ephraim Kishon e como foi sua vida?
Ephraim Kishon nasceu como Ferenc Hoffmann em 23 de agosto de 1924, em Budapeste, na Hungria. Cresceu em uma família judaica de classe média.
Durante a Segunda Guerra Mundial, os nazistas o enviaram a um campo de trabalho forçado. Ele escapou e viveu escondido em Budapeste até o fim da guerra. As fontes divergem sobre os detalhes desse percurso, mas confirmam a perseguição, o trabalho forçado e a fuga.
Em 1948, concluiu o curso de história da arte que as leis antissemitas haviam interrompido. Começou a publicar sátiras na Hungria com o pseudônimo "Ferenc Kishont". Em 1949, imigrou para o recém-criado Estado de Israel. Segundo o Jerusalem Film Fund, um funcionário da Agência Judaica teria hebraizado seu nome para Ephraim Kishon.
Morreu em 29 de janeiro de 2005, aos 80 anos, em Meistersrüte, na Suíça.
O que Ephraim Kishon fez na literatura e no cinema?
Kishon aprendeu hebraico depois de chegar a Israel e passou a publicar no idioma em 1951. Tornou-se colunista satírico do jornal Maariv, sobretudo com a coluna diária "Chad Gadya".
Segundo o Instituto Israelense de Literatura Hebraica, publicou 42 livros para adultos e oito livros infantis, além de peças e roteiros. Seus temas recorrentes incluíam:
- a burocracia estatal;
- os conflitos entre imigrantes e veteranos;
- as tensões entre judeus de diferentes origens;
- a linguagem e os costumes da sociedade israelense.
No cinema, escreveu e dirigiu "Sallah Shabati" (1964), sobre a absorção de imigrantes judeus orientais. Depois vieram "The Blaumilch Canal" (1969), uma sátira da burocracia, "The Policeman" (1971) e "The Fox in the Chicken Coop" (1978). "Sallah Shabati" e "The Policeman" foram indicados ao Oscar de melhor filme estrangeiro.
Por que Ephraim Kishon importa para Israel e o povo judeu?
Kishon viveu a destruição do judaísmo europeu e encontrou em Israel um lar e uma língua. Sua obra registrou com humor a construção cotidiana do Estado judeu: a imigração em massa, a absorção dos recém-chegados e os conflitos internos de uma sociedade nova.
A Biblioteca Posen o descreve como o principal satirista da nova nação. Ela destaca que ele criticava tanto o Estado de orientação trabalhista quanto a condescendência de israelenses asquenazitas com os imigrantes mizrahim.
Sua sátira criticava o Estado e, ao mesmo tempo, expressava pertencimento a ele. Kishon ajudou a formar uma cultura popular israelense em hebraico, nas colunas, nos livros, no teatro e no cinema. Também levou a vida de Israel ao exterior: o Instituto Israelense de Literatura Hebraica o aponta como um dos autores israelenses de maior projeção internacional.
Quais prêmios e reconhecimentos Ephraim Kishon recebeu?
Kishon recebeu as principais honras culturais de Israel e uma alta distinção da Alemanha:
- 1990: Ordem do Mérito da República Federal da Alemanha, primeira classe, uma das mais altas distinções civis do país.
- 1998: Prêmio Bialik, importante distinção literária israelense.
- 2002: Prêmio Israel, por sua contribuição à cultura e à literatura, a mais importante distinção civil do Estado.
No cinema, dois de seus filmes chegaram à disputa do Oscar de melhor filme estrangeiro. Seus filmes ajudaram a criar uma linguagem satírica israelense reconhecível no mundo. Quando morreu, em 2005, o The New York Times publicou seu obituário como satirista e sobrevivente do Holocausto.
Linha do tempo
- 1924Nasce Ferenc Hoffmann em Budapeste, em 23 de agosto.
- 1949Imigra para Israel e adota o nome Ephraim Kishon.
- 1951Começa a publicar em hebraico.
- 1964Dirige "Sallah Shabati", indicado ao Oscar de melhor filme estrangeiro.
- 1971Dirige "The Policeman", também indicado ao Oscar.
- 1998Recebe o Prêmio Bialik.
- 2002Recebe o Prêmio Israel por contribuição à cultura e à literatura.
- 2005Morre em 29 de janeiro, na Suíça, aos 80 anos.


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