Falso. O ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023 foi real. O Instituto Nacional de Seguros de Israel registra 778 civis mortos no próprio dia, 70 deles estrangeiros. Os corpos foram identificados com mais de 14.000 testes de DNA. Os terroristas filmaram o massacre. Os vídeos de “atores” são treinos e filmes fora de contexto.
O que dizem os registros oficiais de Israel?
O Bituach Leumi, Instituto Nacional de Seguros de Israel, mantém registros oficiais de mortos e feridos. Esses registros servem para indenizações, reabilitação e apoio às famílias. Cada vítima tem nome, certidão e família.
- 778 civis foram mortos no próprio 7 de outubro. Entre eles havia 70 estrangeiros.
- Desde o ataque, 1.029 civis foram mortos em ataques terroristas. Esse número não inclui forças de segurança nem equipes de emergência.
- Entre esses civis estão 63 crianças e adolescentes, 668 homens, 361 mulheres e 88 estrangeiros.
- O instituto reconhece 87.425 pessoas como vítimas de ações hostis, incluindo feridos e pessoas com danos físicos ou psicológicos.
Para que todas essas pessoas fossem “atores”, seria preciso falsificar registros civis, hospitalares e familiares em escala nacional. Não existe nenhuma prova disso.
Como os mortos foram identificados?
A identificação foi científica. O Centro Nacional de Medicina Legal (Abu Kabir), do Ministério da Saúde de Israel, fez mais de 14.000 testes de DNA. Esses testes geraram 3.262 perfis genéticos únicos e identificaram 1.597 corpos e fragmentos.
Cada identificação cruzou ao menos dois métodos: impressões digitais, tomografias e exames odontológicos. Bebês foram identificados pelo DNA dos cartões de sangue colhidos ao nascer, guardados nos hospitais onde nasceram.
Os laudos, sob direção do professor Chen Kugel, registram sinais que nenhuma encenação produz. Há fuligem na traqueia de vítimas, prova de que estavam vivas durante o incêndio. Há corpos atingidos por calor acima de 800 °C.
Quem mais confirma que as mortes foram reais?
Os próprios terroristas do Hamas e de grupos aliados filmaram o ataque. Eles usaram câmeras presas ao corpo e os telefones das vítimas, e transmitiram as cenas em canais do Telegram.
Governos de dezenas de países confirmaram seus mortos. Entre eles estão Tailândia, Filipinas, Nepal, Tanzânia, Estados Unidos, França e Argentina.
Até órgãos que costumam acusar Israel confirmaram os fatos. A Comissão de Inquérito da ONU, nos relatórios A/HRC/56/CRP.3 e A/HRC/56/26, e a Human Rights Watch reconheceram o assassinato deliberado de civis.
De onde vêm os vídeos de “atores”?
Os posts usam imagens fora de contexto, como:
- vídeos de exercícios militares ou simulações;
- cenas de filmes e séries;
- imagens de maquiagem e treinamento;
- fotos de funerais com legendas falsas.
Quando alguém aparece em outro vídeo, o post diz que a pessoa “ressuscitou”. Na verdade, o material foi editado ou reaproveitado. Aos Fatos, Agência Lupa, AFP Checamos, Reuters Fact Check e AP desmentiram esses vídeos.
O Institute for Strategic Dialogue (ISD) e o CyberWell mostram que a narrativa dos crisis actors segue a mesma estrutura da negação do Holocausto. O objetivo é semear desconfiança e apagar o sofrimento das vítimas.
Números diferentes provam que houve encenação?
Não. O Bituach Leumi separa civis, forças de segurança, equipes de emergência, estrangeiros e feridos. Um total pode contar só civis. Outro pode incluir militares ou vítimas da guerra que veio depois.
Existem disputas reais sobre números iniciais e sobre episódios específicos. Isso é normal na reconstrução de qualquer atrocidade. Nenhuma dessas disputas indica que as vítimas eram atores.
Resposta pronta para copiar
Falso. Israel registra 778 civis mortos no 7 de outubro, com nome e família. Foram mais de 14.000 testes de DNA para identificar os corpos. O Hamas filmou o próprio massacre. Os vídeos de “atores” são treinos e filmes fora de contexto, já desmentidos por checadores.Até 280 caracteres, para responder nas redes
Em mais detalhe
Em 7 de outubro de 2023, terroristas do Hamas e de grupos aliados invadiram o sul de Israel. Eles mataram civis, membros das forças de segurança e integrantes das equipes locais de resposta. Também feriram, sequestraram e deslocaram pessoas. Esse ataque deu início à guerra.
A tese dos “atores contratados” tenta negar essa atrocidade. Ela nasce em redes sociais e conteúdos conspiratórios e depois chega ao português. Costuma vir junto da ideia de que “crises” são encenadas para justificar ações de Israel.
Os fatos desmontam a tese em três frentes:
1. Registros oficiais. O Instituto Nacional de Seguros de Israel registra 778 civis mortos no próprio dia, 70 deles estrangeiros. Desde o ataque, são 1.029 civis mortos em ataques terroristas e 87.425 pessoas reconhecidas como vítimas de ações hostis. 2. Perícia forense. O Centro Nacional de Medicina Legal fez mais de 14.000 testes de DNA, que geraram 3.262 perfis únicos e identificaram 1.597 corpos e fragmentos. Os exames cruzaram impressões digitais, tomografias e exames dentários. 3. Testemunhos externos. Os terroristas filmaram o massacre. Governos estrangeiros confirmaram seus mortos. Até a Comissão de Inquérito da ONU e a Human Rights Watch reconheceram o assassinato deliberado de civis.
Chamar as vítimas de atores não é uma dúvida legítima. É negar uma atrocidade, com o mesmo método dos negacionistas do Holocausto. A responsabilidade é de quem espalha a mentira e do Hamas, que cometeu o massacre.
- Não descreva detalhes forenses de forma gráfica ou sensacionalista. Os dados bastam.
- Não infle os números nem misture totais de categorias diferentes. Civis do próprio dia, civis desde o ataque e vítimas reconhecidas são números distintos.
- Não diga que não há nenhuma disputa. Existem disputas sobre episódios específicos, mas elas não sustentam a tese.
- Não generalize árabes, palestinos ou muçulmanos como negacionistas. A responsabilidade é de quem espalha a mentira e do Hamas.
- Não chame os autores do ataque de “militantes”. São terroristas.




