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Theodor Herzl em 1900
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Perfis: Theodor Herzl

Podcast, guia de estudo, quiz e cartões sobre Perfis: Theodor Herzl, para estudantes e público geral.

Para: estudantes e público geralPodcast: 6 min
Foto: Theodor Herzl em 1900. Escritório de Imprensa do Governo de Israel (GPO) · Public domain · Wikimedia Commons

Ouça: Podcast Contexto

Uma conversa de 6 minutos para ouvir no caminho, em sala ou antes do encontro do grupo.

Narração com vozes sintéticas, feita a partir das páginas deste site. Baixar o MP3 (6 min, 2,6 MB).

Ler a transcrição completa

Lia: Olá, eu sou a Lia, e este é o Contexto, podcast da Juventude Judaica Organizada. Hoje, na série Perfis, vamos conhecer Theodor Herzl, o pai do sionismo político.

Davi: E eu sou o Davi. Lia, por que vale a pena conhecer Herzl?

Lia: Porque o anseio de retorno à Terra de Israel é muito antigo, mas foi ele quem o transformou em movimento político organizado, com instituições, diplomacia e um objetivo claro.

Davi: Então vamos começar pelo começo. Quem era ele?

Lia: Herzl nasceu em Pest, no Império Austro-Húngaro, em 1860. Vinha de uma família judaica assimilada, distante da prática religiosa tradicional.

Davi: Ele se formou em Direito, mas fez carreira como dramaturgo e jornalista. Foi correspondente em Paris do jornal Neue Freie Presse, de Viena.

Lia: E foi em Paris que ele acompanhou um episódio marcante: o Caso Dreyfus.

Davi: O que foi esse caso?

Lia: Em 1894, o capitão judeu Alfred Dreyfus foi condenado por traição na França. Depois, foi reabilitado. Herzl acompanhou o julgamento e a degradação pública do oficial.

Davi: E isso o converteu ao sionismo de uma hora para outra?

Lia: Essa ideia é uma simplificação. Herzl já tinha vivido experiências com o antissemitismo, com a assimilação e com o nacionalismo europeu. Mas o caso reforçou duas conclusões nele.

Davi: Quais?

Lia: A primeira: a assimilação não protegeria os judeus. A segunda: o antissemitismo não era só um problema religioso ou social, mas uma questão nacional.

Davi: E daí nasce o livro mais famoso dele.

Lia: Isso. O Estado Judeu, publicado em Viena em fevereiro de 1896. Ele propunha um Estado judaico garantido pelo direito público, alcançado por uma solução política e diplomática.

Davi: No dia da publicação, ele escreveu no diário: "Minha vida pode agora tomar um novo rumo."

Lia: E tomou mesmo. No ano seguinte, ele organizou o Primeiro Congresso Sionista.

Davi: Onde foi?

Lia: Em Basileia, na Suíça, no fim de agosto de 1897.

Davi: E quanta gente participou?

Lia: Cerca de 200 delegados, vindos de 17 países.

Davi: Qual foi o resultado?

Lia: A fundação da Organização Sionista, com Herzl como primeiro presidente. E o Programa de Basileia, redigido com Max Nordau: um lar para o povo judeu na Terra de Israel, então sob domínio otomano, garantido pelo direito público.

Davi: Dias depois, ele escreveu no diário a frase que ficou famosa.

Lia: "Em Basileia, eu fundei o Estado Judeu." E completou: "Talvez em cinco anos, certamente em cinquenta, todos o verão."

Davi: E ele acertou?

Lia: Israel proclamou sua independência em 14 de maio de 1948.

Davi: Ou seja, pouco mais de cinquenta anos depois daquela anotação.

Lia: Exatamente. E, depois do congresso, Herzl partiu para a diplomacia.

Davi: Com quem ele conversou?

Lia: Buscou uma concessão internacional para o assentamento judaico autônomo. Encontrou o imperador alemão Guilherme II e o sultão otomano Abdul Hamid II, e manteve contatos com autoridades britânicas.

Davi: Conseguiu o acordo que procurava?

Lia: O acordo decisivo, não. Mas criou a base financeira do movimento: o Jewish Colonial Trust e o Fundo Nacional Judaico, o KKL, usado na compra de terras.

Davi: E o tal Plano Uganda?

Lia: Em 1903, o governo britânico ofereceu um território na África Oriental. Herzl o apresentou como alternativa temporária, diante dos perigos que os judeus enfrentavam na Europa. O plano gerou forte controvérsia e não foi adotado pelo movimento.

Davi: Herzl morreu cedo, não foi?

Lia: Sim. Morreu em 1904, aos 44 anos, de problemas cardíacos, em Edlach, na Áustria.

Davi: Foi enterrado em Viena, mas pediu em testamento que seus restos fossem levados à Terra de Israel. Em 1949, foram transferidos para Jerusalém, para o lugar que hoje se chama Monte Herzl.

Lia: E por que Herzl importa hoje, Davi?

Davi: Porque há quem acuse o sionismo de ser um projeto colonial europeu. A acusação é enganosa.

Lia: Por quê?

Davi: Não havia metrópole. Os judeus fugiam de pogroms e, mais tarde, do Holocausto. E adquiriam terras, em grande parte, por compra, com registro nos cartórios otomanos e do Mandato.

Lia: Além disso, a presença judaica na terra tem mais de 3 mil anos. E mais da metade dos judeus de Israel descende de judeus mizrahim e sefarditas.

Davi: E tem mais: o movimento sionista aceitou propostas de partilha em 1937 e em 1947.

Lia: E quem as rejeitou?

Davi: A liderança árabe palestina e os Estados árabes rejeitaram as duas.

Lia: Quando o rótulo de colonialismo serve para negar o direito de Israel existir, ele nega aos judeus a autodeterminação. Pela definição da IHRA, isso é antissemitismo.

Davi: Então, Lia, qual é a ideia-chave de hoje?

Lia: Herzl não fundou Israel no sentido literal, mas fundou o movimento que tornou o Estado possível: deu ao povo judeu os instrumentos políticos para exercer seu direito à autodeterminação.

Davi: Obrigado por ouvir o Contexto. Mais materiais em jjo.org.br.

Guia de estudo

Objetivos de aprendizagem

Ao final deste estudo, você deverá ser capaz de:

  1. Identificar quem foi Theodor Herzl (1860–1904) e por que ele é chamado de pai do sionismo político moderno.
  2. Explicar a proposta central de O Estado Judeu (1896) e as duas estruturas que o livro previa.
  3. Analisar o impacto do Caso Dreyfus em Herzl, sem cair na simplificação de uma "conversão instantânea".
  4. Descrever o Primeiro Congresso Sionista (Basileia, 1897) e o Programa de Basileia.
  5. Compreender a diplomacia de Herzl, as instituições financeiras que ele criou e a controvérsia do Plano Uganda.
  6. Argumentar por que a acusação de que o sionismo seria "colonialismo europeu" é enganosa.

Conceitos-chave

1. Quem foi Herzl

Theodor Herzl nasceu em 2 de maio de 1860, em Pest, no Império Austro-Húngaro, em uma família judaica assimilada. Formou-se em Direito, mas fez carreira como dramaturgo e jornalista. Foi correspondente em Paris e editor de folhetins do jornal Neue Freie Presse, de Viena.

Ele concluiu que a assimilação não protegeria os judeus do antissemitismo. Propôs então resolver a "questão judaica" com um Estado judeu reconhecido internacionalmente.

2. O Estado Judeu (Der Judenstaat)

O livro foi publicado em Viena em 14 de fevereiro de 1896. Ele defendia que a questão judaica pedia uma solução política e diplomática, na arena internacional. Previa duas estruturas:

  • Sociedade dos Judeus: órgão político representativo.
  • Companhia Judaica: órgão financeiro e de execução.

3. Herzl não inventou o sionismo

O desejo de retorno à Terra de Israel e as ideias proto-sionistas já existiam antes dele. O vínculo judaico com a terra tem mais de 3 mil anos.

A contribuição própria de Herzl foi transformar esse anseio em um movimento político internacional. Esse movimento ganhou congresso, organização permanente, jornal, instituições financeiras e diplomacia junto a governos.

4. O Caso Dreyfus

Em 1894, o capitão judeu Alfred Dreyfus foi condenado por traição na França e, depois, reabilitado. Como correspondente em Paris, Herzl acompanhou o julgamento e a degradação pública do oficial, entre 1894 e 1895.

O caso reforçou nele duas conclusões:

  • a assimilação não protegeria os judeus;
  • o antissemitismo era uma questão nacional, e não só religiosa ou social.

Atenção: dizer que o caso o converteu ao sionismo de uma hora para outra é uma simplificação. Historiadores apontam também experiências anteriores de Herzl com o antissemitismo, a assimilação e o nacionalismo europeu.

5. O Primeiro Congresso Sionista

Item Dado
Data 29 a 31 de agosto de 1897
Local Stadt-Casino, Basileia (Suíça)
Participantes cerca de 200 delegados de 17 países
Presidência Theodor Herzl
Resultado fundação da Organização Sionista e aprovação do Programa de Basileia

O congresso estava previsto para Munique. A oposição de rabinos assimilacionistas alemães levou à mudança para a Suíça. Para preparar o encontro, Herzl fundou em 4 de junho de 1897 o semanário Die Welt, órgão oficial do movimento.

O Programa de Basileia foi redigido com Max Nordau. Ele fixou o objetivo de criar um lar para o povo judeu na Terra de Israel, então sob domínio do Império Otomano, garantido pelo direito público. A fórmula era deliberadamente diplomática e ainda não era um plano constitucional de Estado.

6. O que o sionismo defende

O sionismo é o movimento de autodeterminação nacional do povo judeu. Defende que os judeus tenham um Estado próprio, soberano e seguro, na terra com a qual têm vínculo histórico.

Na formulação de Herzl, isso significava:

  • organização política dos judeus como povo, e não apenas como comunidade religiosa;
  • soberania obtida por acordos garantidos pelo direito internacional;
  • segurança coletiva diante do antissemitismo europeu.

A presença judaica na terra tem mais de 3 mil anos, documentada pela arqueologia. Houve comunidades judaicas contínuas em Jerusalém, Hebron, Safed e Tiberíades. O Mandato Britânico de 1922, da Liga das Nações, fala em "reconstituir" o lar nacional judaico.

O movimento teve muitas correntes, mas o núcleo comum é o direito do povo judeu à autodeterminação. A JJO adota a definição de antissemitismo da IHRA, pela qual negar o direito de Israel existir é antissemitismo.

7. Religião e sionismo político

Herzl não é descrito como ateu, e sim como filho de uma família judaica assimilada, distante da prática religiosa tradicional. Seu sionismo político não dependia de uma posição religiosa. Por isso reuniu judeus religiosos e não religiosos em torno do mesmo objetivo nacional.

8. Diplomacia, instituições e o Plano Uganda

Herzl buscou uma concessão internacional (charter) para o assentamento judaico autônomo. Não conseguiu o acordo decisivo que procurava. Seus principais contatos foram:

  • Guilherme II, imperador alemão: encontros em Constantinopla e em Jerusalém, entre outubro e novembro de 1898.
  • Abdul Hamid II, sultão otomano: reunião em Istambul, em maio de 1901.
  • Autoridades britânicas: contatos mantidos ao longo de sua atuação.

Ele também criou a base financeira do movimento:

  • Jewish Colonial Trust, promovido em 1899.
  • Fundo Nacional Judaico (Keren Kayemet LeIsrael, KKL), promovido em 1901 e usado na compra de terras.

Em 1902, publicou o romance utópico Altneuland.

Em 1903, o governo britânico ofereceu um território na África Oriental, o chamado Plano Uganda. Herzl levou a proposta ao 6º Congresso Sionista como alternativa temporária, diante dos perigos que os judeus enfrentavam na Europa. O plano gerou forte controvérsia e não foi adotado pelo movimento.

9. Morte e legado

Herzl morreu de problemas cardíacos em 3 de julho de 1904, aos 44 anos, em Edlach, na Áustria. A causa costuma ser registrada como esclerose cardíaca ou insuficiência cardíaca, agravada pelo desgaste de anos de trabalho incessante pelo movimento.

Foi sepultado primeiro em Viena. Em testamento, pediu que seus restos fossem levados à Terra de Israel quando fosse possível. Em 1949, depois da criação do Estado de Israel, seus restos foram transferidos para Jerusalém, para o local que passou a se chamar Monte Herzl.

Herzl não fundou o Estado de Israel no sentido literal. Ele fundou o movimento que tornou o Estado possível.

10. A acusação de "colonialismo"

Ativistas acusam o sionismo de ser um "projeto colonial" europeu. A acusação é enganosa: o sionismo é um movimento nacional de um povo com raízes na terra, e não o braço de uma metrópole.

A comparação parte de fatos reais: Herzl e muitos dos primeiros sionistas vinham da Europa, e falava-se em "colonização" agrícola. Mas a acusação omite o essencial:

  • Não havia metrópole. Os judeus fugiam de pogroms e, mais tarde, do Holocausto. Em grande parte, adquiriam terras por compra, com registro nos cartórios otomanos e do Mandato.
  • A Grã-Bretanha mudou de lado. O Livro Branco de 1939 limitou a imigração judaica a 75 mil pessoas em cinco anos. Na década de 1940, forças judaicas lutaram contra a administração britânica.
  • A origem dos israelenses é diversa. Mais da metade dos judeus de Israel descende de judeus orientais, mizrahim e sefarditas.
  • Os sionistas aceitaram a partilha. O movimento aceitou o plano da Comissão Peel, em 1937, e a Resolução 181 da ONU, em 1947. A liderança árabe palestina e os Estados árabes rejeitaram as duas propostas.

O INSS, instituto israelense, distingue colonização agrícola de colonialismo. Quando o rótulo de "colonialismo" serve para negar o direito de Israel existir, ele nega aos judeus a autodeterminação. Pelo critério da IHRA, isso é antissemitismo.


Linha do tempo

Data Acontecimento
2 de maio de 1860 Nascimento de Herzl em Pest, no Império Austro-Húngaro
1894–1895 Herzl acompanha, em Paris, o julgamento e a degradação pública de Alfred Dreyfus
14 de fevereiro de 1896 Publicação de Der Judenstaat (O Estado Judeu), em Viena
4 de junho de 1897 Fundação do semanário Die Welt
29 a 31 de agosto de 1897 Primeiro Congresso Sionista, em Basileia; fundação da Organização Sionista
3 de setembro de 1897 Anotação no diário: "Em Basileia, eu fundei o Estado Judeu"
Outubro–novembro de 1898 Encontros com o imperador Guilherme II em Constantinopla e em Jerusalém
1899 Criação do Jewish Colonial Trust
Maio de 1901 Reunião com o sultão Abdul Hamid II em Istambul
1901 Criação do Fundo Nacional Judaico (KKL)
1902 Publicação do romance Altneuland
1903 Plano Uganda apresentado ao 6º Congresso Sionista
3 de julho de 1904 Morte de Herzl em Edlach, Áustria, aos 44 anos
1922 Mandato Britânico da Liga das Nações fala em "reconstituir" o lar nacional judaico
1937 Movimento sionista aceita o plano da Comissão Peel
1939 Livro Branco britânico limita a imigração judaica a 75 mil pessoas em cinco anos
1947 Movimento sionista aceita a Resolução 181 da ONU
14 de maio de 1948 Proclamação da independência do Estado de Israel
1949 Restos de Herzl são transferidos para Jerusalém, no Monte Herzl

Frases para analisar

Diário, 3 de setembro de 1897: "Se eu tivesse que resumir o Congresso de Basileia em uma palavra — que guardarei de pronunciar publicamente — seria esta: Em Basileia, eu fundei o Estado Judeu. Se eu dissesse isso em voz alta hoje, seria recebido com risos universais. Talvez em cinco anos, certamente em cinquenta, todos o verão."

Israel proclamou sua independência cerca de 50 anos e 8 meses depois dessa anotação.

Diário, 14 de fevereiro de 1896: "Este pacote de folhetos constitui a decisão em forma tangível. Minha vida pode agora tomar um novo rumo."


5 perguntas para discussão

  1. Herzl concluiu que a assimilação não protegeria os judeus do antissemitismo. Que experiências o levaram a essa conclusão, e por que é uma simplificação atribuí-la apenas ao Caso Dreyfus?
  2. Por que Herzl insistia em um Estado "garantido pelo direito público", obtido por acordos e diplomacia? O que essa escolha revela sobre o caráter do sionismo político?
  3. O anseio de retorno à Terra de Israel já existia antes de Herzl. Em que sentido, então, ele é o "pai do sionismo político moderno"?
  4. O Plano Uganda foi apresentado como alternativa temporária e não foi adotado. O que essa rejeição mostra sobre o vínculo do movimento com a Terra de Israel?
  5. Quais fatos mostram que a acusação de "colonialismo europeu" é enganosa? Por que, quando esse rótulo é usado para negar o direito de Israel existir, ele é antissemitismo segundo a definição da IHRA?

Glossário curto

  • Sionismo: movimento de autodeterminação nacional do povo judeu, que defende um Estado judeu próprio, soberano e seguro, na terra com a qual os judeus têm vínculo histórico.
  • Sionismo político: corrente organizada por Herzl, que buscou o Estado judeu por meios diplomáticos e instituições internacionais.
  • Proto-sionismo: ideias de retorno à Terra de Israel anteriores a Herzl.
  • Assimilação: integração dos judeus à sociedade ao redor, com afastamento da identidade judaica tradicional.
  • Questão judaica: expressão da época para o problema da situação dos judeus diante do antissemitismo na Europa.
  • Organização Sionista: instituição permanente fundada no Congresso de Basileia (1897), da qual Herzl foi o primeiro presidente.
  • Programa de Basileia: programa aprovado em 1897, que fixou o objetivo de criar um lar para o povo judeu na Terra de Israel, garantido pelo direito público.
  • Charter: concessão internacional que Herzl buscou para o assentamento judaico autônomo.
  • KKL (Keren Kayemet LeIsrael): Fundo Nacional Judaico, promovido em 1901 e usado na compra de terras.
  • Plano Uganda: oferta britânica, em 1903, de um território na África Oriental; não foi adotada pelo movimento.
  • Monte Herzl: local em Jerusalém para onde os restos de Herzl foram transferidos em 1949.
  • IHRA: definição de antissemitismo adotada pela JJO, segundo a qual negar o direito de Israel existir é antissemitismo.

Síntese

Theodor Herzl deu ao antigo vínculo do povo judeu com a Terra de Israel a forma de um movimento político organizado. Esse movimento ganhou programa, instituições, finanças e diplomacia. Herzl morreu em 1904, mas o caminho que abriu levou à proclamação do Estado de Israel em 1948, como ele havia previsto em seu diário.

O sionismo é a expressão legítima do direito do povo judeu à autodeterminação. Negar o direito de Israel existir é antissemitismo.

Quiz: teste o que aprendeu

1. Em que ano Theodor Herzl publicou O Estado Judeu (Der Judenstaat)?

Der Judenstaat foi publicado em Viena em 14 de fevereiro de 1896. O livro propunha um Estado judeu garantido pelo direito público.

2. Quais eram as duas estruturas previstas em O Estado Judeu?

O livro previa a Sociedade dos Judeus, órgão político representativo, e a Companhia Judaica, órgão financeiro e de execução.

3. Qual afirmação sobre o Caso Dreyfus e Herzl é a mais correta?

Como correspondente em Paris, Herzl acompanhou o julgamento e a degradação de Dreyfus (1894–1895). Historiadores também apontam experiências anteriores dele com o antissemitismo, a assimilação e o nacionalismo europeu.

4. Onde e quando ocorreu o Primeiro Congresso Sionista?

O congresso foi realizado no Stadt-Casino de Basileia, na Suíça, com cerca de 200 delegados de 17 países. Estava previsto para Munique, mas a oposição de rabinos assimilacionistas alemães levou à mudança.

5. Que objetivo foi fixado pelo Programa de Basileia?

Redigido com Max Nordau, o programa usava uma fórmula deliberadamente diplomática. Ainda não era um plano constitucional de Estado.

6. Na anotação de seu diário de 3 de setembro de 1897, em quanto tempo Herzl previu que "certamente" todos veriam a fundação do Estado Judeu?

Herzl escreveu: "Talvez em cinco anos, certamente em cinquenta, todos o verão." Israel proclamou a independência em 14 de maio de 1948, cerca de 50 anos e 8 meses depois.

7. Qual instituição promovida por Herzl em 1901 foi usada na compra de terras?

O KKL foi promovido em 1901 e usado na compra de terras. O Jewish Colonial Trust é de 1899.

8. O que foi o Plano Uganda?

Herzl levou a proposta ao 6º Congresso Sionista como alternativa temporária, diante dos perigos que os judeus enfrentavam na Europa. O plano gerou forte controvérsia e não foi adotado.

9. Para onde foram transferidos os restos de Herzl em 1949?

Herzl foi sepultado primeiro em Viena e pediu, em testamento, que seus restos fossem levados à Terra de Israel. Em 1949, após a criação do Estado de Israel, foram transferidos para Jerusalém, no local que passou a se chamar Monte Herzl.

10. Qual destes fatos mostra que a acusação de "colonialismo europeu" contra o sionismo é enganosa?

O sionismo aceitou a partilha. Além disso, não havia metrópole, o Livro Branco de 1939 limitou a imigração judaica e mais da metade dos judeus de Israel descende de mizrahim e sefarditas.

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