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Golda Meir1949
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Perfis: Golda Meir

Podcast, infográfico, guia de estudo, quiz e cartões sobre Perfis: Golda Meir, para estudantes e público geral.

Para: estudantes e público geralPodcast: 6 min
Foto: Golda Meir1949. Théodore Brauner · Public domain · Wikimedia Commons

Ouça: Podcast Contexto

Uma conversa de 6 minutos para ouvir no caminho, em sala ou antes do encontro do grupo.

Narração com vozes sintéticas, feita a partir das páginas deste site. Baixar o MP3 (6 min, 2,7 MB).

Ler a transcrição completa

Lia: Olá, eu sou a Lia, e este é o Contexto, o podcast da Juventude Judaica Organizada. Hoje, na série Perfis, vamos conhecer Golda Meir.

Davi: E eu sou o Davi. Golda foi a primeira e, até hoje, a única mulher a chefiar o governo de Israel.

Lia: Por que vale a pena conhecer a história dela hoje?

Davi: Porque a vida dela atravessa a fundação do Estado, a diplomacia e uma das guerras mais duras do país. Conhecer Golda ajuda a entender como Israel enfrentou ameaças e buscou aliados no mundo.

Lia: Então vamos ao começo. Onde ela nasceu?

Davi: Em Kiev, então parte do Império Russo, em 1898. O nome de nascimento era Golda Mabovitch.

Lia: E como ela foi parar nos Estados Unidos?

Davi: A família emigrou quando ela tinha oito anos e se estabeleceu em Milwaukee, no Wisconsin. O pai tinha ido antes, em busca de trabalho.

Lia: Muita gente diz que a família saiu só por causa da violência antissemita.

Davi: A insegurança dos judeus no Império Russo era real. Mas não dá para afirmar que esse foi o único motivo.

Lia: E foi em Milwaukee que ela entrou na política?

Davi: Foi. Lá ela aderiu ao sionismo trabalhista, a corrente do movimento sionista ligada ao movimento operário judaico.

Lia: E ela não ficou só na teoria, né?

Davi: Não. Em 1921, mudou-se com o marido, Morris Meyerson, para a Terra de Israel, então sob o Mandato Britânico. O casal foi viver num kibutz.

Lia: O kibutz é a comunidade agrícola coletiva. Daí para a liderança foi rápido?

Davi: Ela logo assumiu cargos de direção no movimento trabalhista judaico e participou das negociações que antecederam a criação de Israel.

Lia: E aí chegamos a maio de 1948.

Davi: Um mês decisivo. Pouco antes do fim do Mandato, Ben-Gurion a enviou em segredo ao rei Abdullah I, da Transjordânia.

Lia: Em segredo como?

Davi: Disfarçada com roupas tradicionais árabes. Ela tentou convencer o rei a não participar do ataque que os países árabes planejavam contra o futuro Estado judeu.

Lia: E no dia 14 daquele mês, ela assinou a Declaração de Independência.

Davi: Assinou como Goldie Myerson, uma das poucas mulheres signatárias. Quem leu a proclamação foi Ben-Gurion.

Lia: Depois veio a carreira de Estado.

Davi: Ela foi a principal representante diplomática de Israel em Moscou e depois ministra do Trabalho.

Lia: E também foi chanceler.

Davi: Sim, de 1956 a 1966, nomeada por Ben-Gurion.

Lia: Quando ela chega a primeira-ministra?

Davi: Em março de 1969, após a morte de Levi Eshkol. Governou até 1974.

Lia: E como foi o governo dela?

Davi: O foco era a segurança e a aliança com os Estados Unidos. Para qualquer recuo, ela exigia paz real, com negociações diretas e reconhecimento mútuo.

Lia: Foi também a época do massacre de Munique.

Davi: Em 1972, terroristas do grupo Setembro Negro massacraram atletas israelenses nos Jogos Olímpicos. Golda conduziu a resposta internacional de Israel.

Lia: Mas o momento mais duro foi a Guerra do Yom Kipur.

Davi: Em 6 de outubro de 1973, o dia mais sagrado do calendário judaico, Egito e Síria atacaram Israel de surpresa, em duas frentes.

Lia: Ela foi avisada do ataque?

Davi: Naquela madrugada, o chefe do Mossad, Zvi Zamir, repassou a ela a informação do agente Ashraf Marwan: a guerra começaria naquele dia.

Lia: E o que ela decidiu?

Davi: O chefe do Estado-Maior, David Elazar, pediu para atacar pelo ar as bases de mísseis da Síria. Golda recusou. Ela queria que ninguém pudesse acusar Israel de agressão, para garantir o apoio americano.

Lia: Ela explicou essa escolha?

Davi: Nas palavras dela: "Ataque preventivo é muito tentador... mas desta vez o mundo mostrará sua face feia. Não acreditarão em nós".

Lia: E a convocação das tropas?

Davi: Moshe Dayan propunha uma mobilização limitada. Golda aceitou o pedido de Elazar e mandou convocar amplamente os reservistas.

Lia: E a postura de não dar o primeiro golpe teve efeito?

Davi: Ajudou a Casa Branca a decidir rápido pelo envio de uma grande ponte aérea de armas e equipamentos. No dia 16, Golda anunciou no Knesset que as forças israelenses já tinham atravessado o Canal de Suez.

Lia: Israel recuperou a iniciativa, e a guerra terminou em cessar-fogo. Mas o custo humano abalou a confiança do público.

Davi: Por isso o governo criou a Comissão Agranat, para apurar as falhas de prontidão e de inteligência.

Lia: E a comissão culpou Golda?

Davi: Não diretamente. O relatório preliminar não atribuiu a ela nem a Dayan responsabilidade militar direta pela falta de prontidão. As recomendações de afastamento recaíram sobre a cúpula militar.

Lia: Mesmo assim, ela deixou o cargo.

Davi: A pressão pública foi decisiva. Golda renunciou em 11 de abril de 1974, e Yitzhak Rabin a sucedeu em junho.

Lia: Ela morreu em 1978 e ficou na memória de Israel como signatária da independência e como a mulher que liderou o país numa de suas guerras mais duras.

Davi: Então, Lia, qual é a ideia-chave de hoje?

Lia: Golda Meir ajudou a fundar Israel e o liderou sob ataque com uma convicção firme: só uma paz real, com reconhecimento mútuo, justificaria qualquer recuo.

Davi: Obrigado por ouvir o Contexto. Mais materiais em jjo.org.br.

Infográfico

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Infográfico: Perfis: Golda Meir

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Guia de estudo

Material didático da JJO (Juventude Judaica Organizada)

Objetivos de aprendizagem

Ao final deste guia, você deverá ser capaz de:

  1. Narrar a trajetória de Golda Meir, de Kiev a Milwaukee e de lá à Terra de Israel.
  2. Explicar seu papel na fundação do Estado de Israel em 1948.
  3. Descrever os principais cargos que ocupou antes de chefiar o governo.
  4. Analisar suas decisões como primeira-ministra, sobretudo na Guerra do Yom Kipur.
  5. Compreender as razões de sua renúncia e o que concluiu a Comissão Agranat.
  6. Situar Golda Meir na história das mulheres em Israel.

Conceitos-chave

Origem e formação

Golda Meir nasceu Golda Mabovitch, em 3 de maio de 1898, em Kiev, então parte do Império Russo. Em 1906, aos oito anos, emigrou com a família para os Estados Unidos. Eles se fixaram em Milwaukee, no Wisconsin. O pai tinha ido antes, em busca de trabalho, e depois reuniu a família. A insegurança dos judeus no Império Russo é um fato confirmado. Não se pode afirmar, porém, que a violência antissemita tenha sido o único motivo da emigração.

Em Milwaukee, Golda frequentou a escola normal e entrou no sionismo trabalhista, a corrente do movimento sionista ligada ao movimento operário judaico.

Imigração e vida pública

Em 1921, Golda imigrou com o marido, Morris Meyerson, para a Terra de Israel, então sob o Mandato Britânico. O casal viveu primeiro em um kibutz. Ela logo assumiu cargos de direção no movimento trabalhista judaico. Como líder desse campo, chegou à Agência Judaica, ao governo e, por fim, à chefia do governo.

Fundadora do Estado

  • Maio de 1948: David Ben-Gurion a enviou em missão secreta ao rei Abdullah I, da Transjordânia. Disfarçada com roupas tradicionais árabes, ela tentou convencê-lo a não participar do ataque que os países árabes planejavam contra o futuro Estado judeu.
  • 14 de maio de 1948: assinou a Declaração de Independência com o nome Goldie Myerson. Foi uma das poucas mulheres signatárias. Quem leu a proclamação foi Ben-Gurion. Golda não foi a autora principal do texto.
  • 1948: foi a principal representante diplomática de Israel na União Soviética, em Moscou.

Carreira de Estado

  • Foi deputada no Knesset por 20 anos.
  • Foi ministra do Trabalho.
  • Foi ministra das Relações Exteriores (1956–1966). Ben-Gurion a nomeou em junho de 1956, no lugar de Moshe Sharett. Antes da Campanha do Sinai, em 1956, ela conduziu reuniões na França para a compra de armamentos e a coordenação de defesa.
  • Em 1961, fundou com Mina Ben-Zvi o Golda Meir MASHAV Mount Carmel International Training Center. O centro capacita mulheres de países em desenvolvimento das Américas, da África e da Ásia.

Primeira-ministra (1969–1974)

Golda assumiu em março de 1969, após a morte de Levi Eshkol. Foi a quarta pessoa no cargo e é, até hoje, a primeira e única mulher a chefiar o governo de Israel. Também foi uma das primeiras mulheres do mundo a se tornar primeira-ministra.

Seu governo teve estas marcas: - Segurança como prioridade e paz real como condição. Durante a Guerra de Desgaste (1967–1970), o Egito manteve bombardeios e incursões ao longo do Canal de Suez. Golda recusou retirar Israel de posições estratégicas sem negociações diretas de paz e reconhecimento mútuo. - Dissuasão. O governo apostava na superioridade militar e na capacidade de dissuasão das FDI para manter a estabilidade nas linhas de cessar-fogo de 1967. - Aliança com os EUA. Ela fortaleceu os laços diplomáticos e militares com o governo de Richard Nixon e com Henry Kissinger. - "Gabinete de Cozinha". As decisões de segurança se concentravam em um fórum pequeno e informal: ela, o ministro da Defesa Moshe Dayan e o ministro Yisrael Galili. - Munique (1972). Terroristas do grupo Setembro Negro massacraram atletas israelenses nos Jogos Olímpicos. Golda conduziu a resposta internacional de Israel.

A Guerra do Yom Kipur (1973)

Em 6 de outubro de 1973, o dia mais sagrado do calendário judaico, Egito e Síria atacaram Israel de surpresa, em duas frentes. - 25 de setembro de 1973: Golda reuniu-se em segredo com o rei Hussein, da Jordânia. Ele falou da tensão e das mobilizações na região. - 6 de outubro, entre 04:30 e 07:30: o agente Ashraf Marwan informou que a guerra começaria naquele dia. A informação chegou a Golda pelo chefe do Mossad, Zvi Zamir. - Não ao ataque preventivo: o chefe do Estado-Maior, David "Dado" Elazar, pediu autorização para atacar pelo ar as bases de mísseis da Síria. Golda recusou. Ela queria que ninguém pudesse acusar Israel de agressão, para garantir o apoio americano. Nas suas palavras: "Ataque preventivo é muito tentador... mas desta vez o mundo mostrará sua face feia. Não acreditarão em nós". - Mobilização ampla: Dayan propunha uma convocação limitada. Golda aceitou o pedido de Elazar e mandou mobilizar amplamente os reservistas. - Ponte aérea: ela pediu ao embaixador americano Kenneth Keating que avisasse Washington e o Egito de que Israel não daria o primeiro golpe. Essa postura ajudou a Casa Branca a decidir rápido pelo envio de uma grande ponte aérea de armas e equipamentos. - 16 de outubro de 1973: no Knesset, Golda anunciou que as forças israelenses já tinham atravessado o Canal de Suez e operavam na margem ocidental.

Israel recuperou a iniciativa, e o conflito terminou em cessar-fogo. O custo humano, porém, abalou a confiança do público.

Comissão Agranat e renúncia

  • 18 de novembro de 1973: o governo criou a Comissão de Inquérito Agranat para apurar as falhas de prontidão e de inteligência.
  • 1º de abril de 1974: saiu o relatório preliminar. Ele não atribuiu a Golda Meir nem a Moshe Dayan responsabilidade militar direta pela falta de prontidão. As recomendações de afastamento recaíram sobre a cúpula militar, incluindo Elazar e o chefe da Inteligência, Eli Zeira.
  • 11 de abril de 1974: Golda apresentou a renúncia. Pesaram a crise de confiança, os protestos de reservistas e o desgaste dentro do próprio partido. A pressão pública foi decisiva.
  • Junho de 1974: Yitzhak Rabin a sucedeu.
  • 30 de janeiro de 1975: foi apresentado o relatório final.

A responsabilidade pessoal de Golda ainda é debatida: - Críticos dizem que o governo aceitou avaliações de inteligência otimistas demais e atrasou preparativos militares. - Defensores respondem que ela decidiu com as informações que tinha e que a responsabilidade principal era dos órgãos militares e de inteligência. Lembram também que foi ela quem ordenou a mobilização ampla, contra a proposta mais limitada de Dayan.

Golda e as mulheres em Israel

A Declaração de Independência de 1948 prometeu "completa igualdade de direitos sociais e políticos a todos os seus habitantes, sem distinção de religião, raça ou sexo". Em 1951 veio a Lei de Igualdade dos Direitos da Mulher. Golda chegou ao poder máximo de Israel poucas décadas após a fundação do Estado. Depois dela, nenhuma outra mulher chefiou o governo.

Linha do tempo

Data Acontecimento
3 mai. 1898 Nasce Golda Mabovitch, em Kiev (Império Russo)
1906 A família emigra para Milwaukee, nos EUA
1921 Imigra com Morris Meyerson para a Terra de Israel; vive em um kibutz
Mai. 1948 Missão secreta ao rei Abdullah I, da Transjordânia
14 mai. 1948 Assina a Declaração de Independência como Goldie Myerson
1948 Representante diplomática de Israel em Moscou
Jun. 1956 Torna-se ministra das Relações Exteriores (até 1966)
1961 Funda, com Mina Ben-Zvi, o centro MASHAV Mount Carmel
Mar. 1969 Assume como primeira-ministra após a morte de Levi Eshkol
1972 Massacre de atletas israelenses em Munique
25 set. 1973 Reunião secreta com o rei Hussein, da Jordânia
6 out. 1973 Egito e Síria atacam Israel no Yom Kipur
16 out. 1973 Anuncia no Knesset a travessia do Canal de Suez
18 nov. 1973 Criação da Comissão Agranat
1º abr. 1974 Relatório preliminar da Comissão Agranat
11 abr. 1974 Renúncia de Golda Meir
Jun. 1974 Yitzhak Rabin assume como primeiro-ministro
30 jan. 1975 Relatório final da Comissão Agranat
1978 Morte de Golda Meir

5 perguntas para discussão

  1. Por que Golda Meir exigia negociações diretas de paz e reconhecimento mútuo antes de qualquer recuo de posições estratégicas? O que isso revela sobre sua visão de segurança?
  2. Em 6 de outubro de 1973, Golda recusou o ataque preventivo e ordenou a mobilização ampla. Como essas duas decisões se relacionam com a ponte aérea americana que veio depois?
  3. O "Gabinete de Cozinha" concentrava as decisões em poucas pessoas. Quais vantagens e quais riscos tem esse modelo em tempos de ameaça constante?
  4. A Comissão Agranat não atribuiu a Golda responsabilidade militar direta, mas ela renunciou. O que isso ensina sobre responsabilidade política e pressão pública em uma democracia?
  5. Golda Meir foi a primeira e única mulher a chefiar o governo de Israel. Que significado isso teve para um Estado que prometeu igualdade de sexo já na sua Declaração de Independência?

Glossário

  • Sionismo trabalhista: corrente do movimento sionista ligada ao movimento operário judaico. Foi o campo político de Golda Meir.
  • Kibutz: comunidade agrícola coletiva típica do sionismo trabalhista.
  • Mandato Britânico: administração britânica da Terra de Israel antes da criação do Estado, em 1948.
  • Knesset: o Parlamento de Israel.
  • FDI: Forças de Defesa de Israel.
  • Yom Kipur: o dia mais sagrado do calendário judaico. Dá nome à guerra de 1973.
  • Guerra de Desgaste (1967–1970): período de bombardeios e incursões egípcias ao longo do Canal de Suez.
  • Ponte aérea: envio, por avião, de armas e equipamentos dos EUA a Israel durante a Guerra do Yom Kipur.
  • Comissão Agranat: comissão de inquérito criada em 1973 para apurar as falhas de prontidão e de inteligência na Guerra do Yom Kipur.

Conclusão

Golda Meir foi uma das fundadoras do Estado de Israel. Assinou a Declaração de Independência e serviu ao país como diplomata, ministra e chefe de governo. Diante do ataque surpresa de Egito e Síria em 1973, tomou duas decisões centrais: ordenou a mobilização ampla dos reservistas e recusou dar o primeiro golpe. Essa postura ajudou a garantir a ponte aérea americana, e Israel recuperou a iniciativa. A Comissão Agranat não lhe atribuiu responsabilidade militar direta pela falta de prontidão. Ela ficou na memória de Israel como signatária da independência e como a mulher que liderou o país em uma de suas guerras mais duras.

Quiz: teste o que aprendeu

1. Onde nasceu Golda Meir?

Golda Mabovitch nasceu em 3 de maio de 1898, em Kiev, então parte do Império Russo. Em 1906, a família emigrou para Milwaukee.

2. Com que nome Golda assinou a Declaração de Independência de Israel, em 14 de maio de 1948?

Ela assinou como Goldie Myerson e foi uma das poucas mulheres signatárias da Declaração.

3. Quem leu a proclamação da Declaração de Independência em 1948?

A proclamação foi lida por David Ben-Gurion. Golda foi uma das signatárias, não a autora principal do texto.

4. Em que circunstância Golda Meir se tornou primeira-ministra?

Golda assumiu em março de 1969, após a morte do primeiro-ministro Levi Eshkol. Foi a quarta pessoa no cargo e a primeira mulher a ocupá-lo.

5. Quem formava o chamado "Gabinete de Cozinha"?

O fórum pequeno e informal que concentrava as decisões de segurança era formado por Golda, pelo ministro da Defesa Moshe Dayan e pelo ministro Yisrael Galili.

6. Por que Golda recusou o ataque preventivo contra as bases de mísseis sírias em 6 de outubro de 1973?

Golda queria que ninguém pudesse acusar Israel de agressão, para assegurar o apoio dos EUA. Ao mesmo tempo, ordenou a mobilização ampla dos reservistas.

7. Que decisão Golda tomou sobre a convocação dos reservistas em 6 de outubro de 1973?

Dayan propunha uma convocação limitada. Golda aceitou o pedido do chefe do Estado-Maior, David Elazar, e ordenou a mobilização ampla.

8. O que o relatório preliminar da Comissão Agranat, de 1º de abril de 1974, concluiu sobre Golda Meir?

O relatório não atribuiu a Golda nem a Dayan responsabilidade militar direta. As recomendações de afastamento recaíram sobre a cúpula militar, incluindo Elazar e Eli Zeira.

9. Quem sucedeu Golda Meir como primeiro-ministro de Israel?

Yitzhak Rabin assumiu em junho de 1974. Golda havia apresentado a renúncia formal em 11 de abril daquele ano.

10. A qual corrente política Golda Meir pertencia?

Golda aderiu ainda jovem, em Milwaukee, ao sionismo trabalhista, corrente ligada ao movimento operário judaico. Ao imigrar em 1921, foi viver em um kibutz.

Cartões de estudo

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