JJOJuventude JudaicaOrganizada
Adolf Eichmann é condenado à morte ao fim de seu julgamento
Início › Aprenda › Estúdio › Perfis: a captura de Adolf Eichmann
Estúdio JJO · podcast e aula pronta

Perfis: a captura de Adolf Eichmann

Podcast, guia de estudo, quiz e cartões sobre Perfis: a captura de Adolf Eichmann, para estudantes do Ensino Médio e público geral.

Para: estudantes do Ensino Médio e público geralPodcast: 5 min
Foto: Adolf Eichmann é condenado à morte ao fim de seu julgamento. Israeli GPO photographer · Public domain · Wikimedia Commons

Ouça: Podcast Contexto

Uma conversa de 5 minutos para ouvir no caminho, em sala ou antes do encontro do grupo.

Narração com vozes sintéticas, feita a partir das páginas deste site. Baixar o MP3 (5 min, 2,3 MB).

Ler a transcrição completa

Lia: Olá! Aqui é a Lia, e este é o Contexto, o podcast da Juventude Judaica Organizada. Hoje, na série Perfis, vamos falar de Adolf Eichmann e da sua captura.

Davi: E eu sou o Davi. Lia, por que contar essa história hoje?

Lia: Porque ela mostra que os crimes do Holocausto não ficaram sem resposta. Muitos responsáveis viveram anos sem punição, e foi o Estado judeu que levou adiante a busca.

Davi: Então vamos começar pelo começo. Quem foi Eichmann?

Lia: Ele foi um oficial da SS, o principal gestor burocrático das deportações de judeus durante o Holocausto. Chefiava uma seção do Departamento Central de Segurança do Reich chamada "Assuntos Judaicos e Evacuação".

Davi: Ele comandava campos de extermínio?

Lia: Não. E isso é importante. Ele coordenava trens, horários e listas. Organizava a logística que levava judeus de toda a Europa aos guetos e aos campos de extermínio na Polônia ocupada.

Davi: Ou seja, ele fazia a máquina de extermínio funcionar, sentado atrás de uma mesa.

Lia: Exatamente.

Davi: E o que aconteceu com ele depois da guerra?

Lia: Ficou detido por pouco tempo sob custódia americana e escapou sem ser identificado. Em 1950, emigrou para a Argentina.

Davi: Com o próprio nome?

Lia: Não. Passou a viver com uma identidade falsa: Ricardo Klement.

Davi: Então como foi encontrado?

Lia: Em 1957, Fritz Bauer, procurador-geral do estado alemão de Hesse, descobriu onde Eichmann vivia em Buenos Aires.

Davi: E ele avisou as autoridades alemãs?

Lia: Não. Bauer não confiava no aparato estatal alemão da época e temia vazamentos. Por isso, passou a informação diretamente ao Mossad, o serviço secreto de Israel.

Davi: E aí vem a operação.

Lia: Isso. Uma equipe de agentes israelenses capturou Eichmann perto da casa dele, em San Fernando, na província de Buenos Aires. Foi em 11 de maio de 1960.

Davi: E como ele chegou a Israel?

Lia: Foi levado clandestinamente num avião da El Al, em 21 de maio. Dois dias depois, o primeiro-ministro David Ben-Gurion anunciou ao Knesset que Eichmann estava sob custódia e seria julgado em Israel.

Davi: Isso não causou problemas com a Argentina?

Lia: Causou. A Argentina protestou e considerou a operação uma violação de soberania. O caso chegou ao Conselho de Segurança da ONU e foi formalmente resolvido depois da Resolução 138.

Davi: E o julgamento seguiu.

Lia: Seguiu. A Polícia de Israel criou uma unidade especial, o Bureau 06, que catalogou mais de 1.600 documentos sobre o papel de Eichmann.

Davi: Ele foi interrogado?

Lia: Durante meses, pelo capitão Avner Less. Eichmann tentou se apresentar como alguém que só cumpria ordens.

Davi: Mas admitiu alguma coisa?

Lia: Admitiu que "tratamento especial" significava assassinato. E entrevistas que ele tinha dado na Argentina foram usadas como prova de que ele não tinha remorso.

Davi: Quando começou o julgamento?

Lia: Em 11 de abril de 1961, no Tribunal Distrital de Jerusalém. O juiz Moshe Landau presidiu a corte.

Davi: E a acusação?

Lia: Foi liderada pelo procurador-geral Gideon Hausner. Na abertura, ele disse: "Comigo estão aqui seis milhões de acusadores."

Davi: Que frase forte.

Lia: E o tribunal ouviu mais de cem testemunhas. Pela primeira vez, a destruição das comunidades judaicas foi contada em detalhe, em público, pelas vozes de quem a viveu.

Davi: Quem falou?

Lia: Zivia Lubetkin e Yitzhak Zuckerman contaram a resistência armada no Gueto de Varsóvia. Sobreviventes de Sobibor e Chelmno relataram como funcionava o extermínio.

Davi: E houve um momento marcante, não?

Lia: Sim. O escritor Yehiel Dinur, conhecido como K. Zetnik, desmaiou no tribunal ao descrever o "planeta Auschwitz".

Davi: E qual foi a sentença?

Lia: Eichmann foi condenado à morte em 15 de dezembro de 1961. A Suprema Corte rejeitou o recurso, e o presidente Yitzhak Ben-Zvi negou a clemência.

Davi: E a execução?

Lia: Ele foi enforcado na prisão de Ramla, em 1962. O corpo foi cremado e as cinzas foram espalhadas no Mar Mediterrâneo, fora das águas de Israel.

Davi: Lia, se o ouvinte guardar uma coisa só deste episódio, qual seria?

Lia: Que foi o Estado judeu que garantiu justiça: Israel levou um dos principais organizadores do genocídio do povo judeu a um tribunal e deu voz pública aos sobreviventes.

Davi: Obrigado por ouvir o Contexto.

Lia: Mais materiais em jjo.org.br.

Guia de estudo

Objetivos de aprendizagem

Ao final deste estudo, você deverá ser capaz de:

  1. Explicar quem foi Adolf Eichmann e qual foi seu papel na organização das deportações de judeus durante o Holocausto.
  2. Descrever como Eichmann fugiu, como foi localizado na Argentina e como o Mossad o capturou.
  3. Reconhecer os principais momentos do julgamento em Jerusalém, as pessoas envolvidas e as acusações.
  4. Compreender por que os depoimentos das testemunhas tornaram o julgamento um marco da memória pública do Holocausto e da justiça internacional.
  5. Refletir sobre o papel do Estado judeu na busca por justiça, depois que muitos responsáveis pelo Holocausto viveram anos sem punição.

Quem foi Adolf Eichmann?

Adolf Eichmann foi oficial da SS, com a patente de SS-Obersturmbannführer. Foi o principal gestor burocrático das deportações de judeus durante o Holocausto. Chefiava a Seção IVB4 do Departamento Central de Segurança do Reich (RSHA). O nome oficial da seção era Judenangelegenheiten und Räumung, ou “Assuntos Judaicos e Evacuação”.

Eichmann não comandava campos. Ele coordenava trens, horários e listas. Essa logística levou judeus de toda a Europa aos guetos e aos campos de extermínio na Polônia ocupada. Foi assim que ele fez a máquina de extermínio funcionar.


Conceitos-chave

  • Burocracia do extermínio: o genocídio do povo judeu dependeu de pessoas que organizaram transportes, horários e listas. A função de Eichmann mostra que essa organização foi parte essencial do crime.
  • Fuga e impunidade no pós-guerra: depois da guerra, Eichmann ficou detido por pouco tempo sob custódia americana e escapou sem ser identificado. Muitos responsáveis pelo Holocausto viveram anos sem punição.
  • A busca levada adiante pelo Estado judeu: o procurador alemão Fritz Bauer não confiava no aparato estatal alemão da época e temia vazamentos. Por isso, entregou a pista diretamente ao Mossad. Foi Israel que levou a busca adiante.
  • Justiça perante um tribunal: a operação garantiu que um dos principais organizadores do genocídio do povo judeu respondesse perante um tribunal, com acusação, defesa, juízes, provas e direito a recurso.
  • O argumento da “ordem superior”: Eichmann se apresentou como uma engrenagem burocrática que agia por ordem superior (im Auftrage). Mesmo assim, admitiu no interrogatório que “tratamento especial” (Sonderbehandlung) significava assassinato. Suas entrevistas de 1957 a Willem Sassen foram usadas como prova de que não tinha remorso e de que se empenhou de forma consciente no extermínio.
  • Memória pelas vozes dos sobreviventes: pela primeira vez, a destruição das comunidades judaicas da Europa foi contada em detalhe e em público por quem a viveu.

Linha do tempo

Data Acontecimento
Pós-guerra Eichmann fica detido por pouco tempo sob custódia americana e escapa sem ser identificado.
1950 Emigra para a Argentina e passa a viver como Ricardo Klement.
1957 Concede entrevistas ao jornalista ex-SS Willem Sassen, na Argentina.
1957 Fritz Bauer, procurador-geral do estado alemão de Hesse, descobre onde Eichmann vive em Buenos Aires e passa a informação ao Mossad.
11 de maio de 1960 Agentes israelenses capturam Eichmann perto de sua casa em San Fernando, na província de Buenos Aires.
21 de maio de 1960 Eichmann é levado clandestinamente para Israel em um avião da El Al.
23 de maio de 1960 David Ben-Gurion anuncia ao Knesset que Eichmann está sob custódia e será julgado em Israel.
23 de junho de 1960 O Conselho de Segurança da ONU adota a Resolução 138. A controvérsia com a Argentina é formalmente resolvida.
11 de abril de 1961 Começa o julgamento no Tribunal Distrital de Jerusalém, no auditório Beit Ha'am.
11 de dezembro de 1961 O tribunal considera Eichmann culpado, com absolvição parcial em alguns pontos de certos itens.
15 de dezembro de 1961 Sentença de morte por enforcamento.
29 de maio de 1962 A Suprema Corte de Israel rejeita o recurso. O presidente Yitzhak Ben-Zvi nega a clemência.
Noite de 31 de maio para 1º de junho de 1962 Eichmann é executado por enforcamento na prisão de Ramla. O corpo é cremado e as cinzas são espalhadas no Mar Mediterrâneo, fora das águas territoriais de Israel.

A crise com a Argentina

A Argentina protestou porque a operação ocorreu em seu território sem autorização. Para o governo argentino, isso foi uma violação de soberania. O caso chegou ao Conselho de Segurança das Nações Unidas. A controvérsia foi formalmente resolvida depois da deliberação que resultou na Resolução 138, de 23 de junho de 1960. O impasse diplomático não impediu o julgamento, que seguiu em Jerusalém conforme o anúncio de Ben-Gurion.


A preparação da acusação

A Polícia de Israel criou uma unidade especial, o Bureau 06, para reunir provas e selecionar testemunhas.

  • Arquivo de provas: a unidade analisou e catalogou mais de 1.600 documentos sobre o papel de Eichmann nas deportações.
  • Interrogatório: o capitão da polícia Avner Less interrogou Eichmann durante meses. O material soma mais de 3.500 páginas de transcrição e dezenas de fitas de áudio em alemão. No processo, foi registrado como Exibição T/37.
  • Fitas de Sassen: as entrevistas de 1957 serviram como prova de falta de remorso e de empenho consciente no extermínio.

O julgamento em Jerusalém

  • Processo: Processo Criminal nº 40/61, no Tribunal Distrital de Jerusalém.
  • Juízes: Moshe Landau (presidente), Benjamin Halevi e Yitzhak Raveh.
  • Acusação: Gideon Hausner (procurador-geral), Gavriel Bach e Yaacov Bar-Or.
  • Defesa: Robert Servatius e o assistente Dieter Wechtenbruch.
  • Base legal: a lei israelense Nazis and Nazi Collaborators (Punishment) Law 5710-1950.
  • Acusações: 15 ao todo, entre elas crimes contra o povo judeu, crimes contra a humanidade e crimes de guerra.
  • Frase célebre de Hausner na abertura: “Comigo estão aqui seis milhões de acusadores.”
  • Postura do réu: Eichmann depôs dentro de uma cabine de vidro blindado e declarou-se “não culpado no sentido da acusação”.

As testemunhas

O tribunal ouviu pessoalmente mais de cem testemunhas. Os registros indicam entre 108 e 110.

  • Salo Baron, historiador, descreveu a riqueza cultural e social do mundo judaico antes da destruição.
  • Zivia Lubetkin e Yitzhak Zuckerman, da ŻOB no Gueto de Varsóvia, falaram da resistência armada. Também depuseram Abba Kovner, da resistência de Vilna, e David Wdowinski, da ŻZW.
  • Pinhas Freudiger e Joel Brand depuseram sobre as deportações em massa da Hungria em 1944. Brand relatou a proposta alemã de trocar vidas judaicas por mercadorias, conhecida como “sangue por caminhões”.
  • Dov Freiberg (Sobibor) e Michael Podchlebnik (Chelmno) relataram como funcionava o extermínio nos campos.
  • O escritor Yehiel Dinur, que usava o pseudônimo K. Zetnik, desmaiou no tribunal ao descrever o “planeta Auschwitz”.

Por que isso importa

Muitos responsáveis pelo Holocausto viveram anos sem punição. Foi o Estado judeu que levou adiante a busca por Eichmann. Israel o capturou, o levou a julgamento diante de um tribunal com juízes, acusação e defesa, e garantiu que ele respondesse pelos crimes contra o povo judeu. Os depoimentos das testemunhas fizeram do julgamento em Jerusalém um marco da memória pública do Holocausto e da justiça internacional. O caso mostra a importância de um Estado judeu soberano, capaz de buscar justiça em nome das vítimas.


5 perguntas para discussão

  1. Eichmann não comandava campos, mas coordenava trens, horários e listas. Por que esse trabalho burocrático foi essencial para o extermínio? O que isso nos ensina sobre responsabilidade individual?
  2. Fritz Bauer preferiu entregar a informação ao Mossad porque não confiava no aparato estatal alemão da época. O que essa escolha revela sobre o pós-guerra e sobre o papel de Israel na busca por justiça?
  3. Eichmann disse que só cumpria ordens (im Auftrage). Como a admissão sobre o “tratamento especial” e as entrevistas a Willem Sassen enfraquecem essa defesa?
  4. Gideon Hausner afirmou: “Comigo estão aqui seis milhões de acusadores.” Qual é o significado dessa frase para a memória do Holocausto?
  5. Pela primeira vez, a destruição das comunidades judaicas foi contada em público por quem a viveu. Por que ouvir diretamente os sobreviventes, como Zivia Lubetkin ou Yehiel Dinur, tem um peso diferente de ler apenas documentos?

Glossário

  • SS: organização nazista da qual Eichmann era oficial, com a patente de SS-Obersturmbannführer.
  • RSHA: Departamento Central de Segurança do Reich. Eichmann chefiava ali a Seção IVB4.
  • Seção IVB4: “Assuntos Judaicos e Evacuação” (Judenangelegenheiten und Räumung), o setor que organizava as deportações de judeus.
  • Mossad: serviço secreto de Israel, responsável pela captura de Eichmann.
  • Knesset: parlamento israelense.
  • Bureau 06: unidade especial da Polícia de Israel que preparou as provas e selecionou as testemunhas.
  • Exibição T/37: registro do interrogatório de Eichmann conduzido por Avner Less.
  • Sonderbehandlung: “tratamento especial”. Eichmann admitiu que o termo significava assassinato.
  • Im Auftrage: “por ordem superior”, argumento central da defesa de Eichmann.
  • ŻOB e ŻZW: organizações citadas no julgamento em depoimentos sobre a resistência armada judaica no Gueto de Varsóvia.
  • Ricardo Klement: falsa identidade usada por Eichmann na Argentina.

Quiz: teste o que aprendeu

1. Qual era a principal função de Adolf Eichmann durante o Holocausto?

Eichmann chefiava a Seção IVB4 do RSHA e coordenava trens, horários e listas que levavam judeus aos guetos e campos de extermínio. Ele não comandava campos.

2. Com que identidade falsa Eichmann vivia na Argentina?

Eichmann emigrou para a Argentina em 1950 e passou a viver como Ricardo Klement.

3. Quem passou ao Mossad a informação sobre o paradeiro de Eichmann?

Em 1957, Fritz Bauer soube onde Eichmann vivia. Como não confiava no aparato estatal alemão da época e temia vazamentos, entregou a informação diretamente ao Mossad.

4. Em que data o Mossad capturou Eichmann perto de Buenos Aires?

A captura ocorreu em 11 de maio de 1960, perto da casa dele em San Fernando. Em 21 de maio ele foi levado a Israel, e em 23 de maio Ben-Gurion anunciou a captura ao Knesset.

5. Como a crise diplomática com a Argentina foi formalmente resolvida?

O caso chegou ao Conselho de Segurança das Nações Unidas. A controvérsia foi resolvida depois da deliberação que resultou na Resolução 138, de 23 de junho de 1960. O julgamento seguiu em Jerusalém.

6. Qual unidade da Polícia de Israel preparou a acusação contra Eichmann?

O Bureau 06 reuniu provas, catalogou mais de 1.600 documentos e selecionou as testemunhas.

7. No interrogatório, o que Eichmann admitiu sobre o termo “tratamento especial” (Sonderbehandlung)?

Embora tentasse se apresentar como alguém que só cumpria ordens, Eichmann admitiu ao capitão Avner Less que “tratamento especial” significava assassinato.

8. Quem disse no julgamento: “Comigo estão aqui seis milhões de acusadores”?

A frase foi dita pelo procurador-geral Gideon Hausner na abertura do julgamento.

9. Qual testemunha desmaiou no tribunal ao descrever o “planeta Auschwitz”?

O escritor Yehiel Dinur, que usava o pseudônimo K. Zetnik, desmaiou durante o depoimento.

10. O que aconteceu com as cinzas de Eichmann após a execução?

Eichmann foi enforcado na prisão de Ramla na noite de 31 de maio para 1º de junho de 1962. O corpo foi cremado e as cinzas foram espalhadas no Mediterrâneo, fora das águas territoriais de Israel.

Cartões de estudo

Clique no cartão para virar.

Assista

Judaísmo Faz Bem - Thomas Venentianer - Sobrevivente do HolocaustoFederação Israelita SP

Thomas Venetianer, sobrevivente do Holocausto nascido na antiga Tchecoslováquia, conta sua infância num campo, a perda de 20 parentes e a chegada da família ao Brasil. Ele explica sua missão de combater o negacionismo e o antissemitismo e de inspirar jovens de escolas públicas pela educação.

Adolescentes e adultos
Zofia Davidowicz - Sobrevivente do Holocausto | O que eles viveramMemorial do Holocausto

Zofia Davidowicz, nascida em Łódź em 1936, conta como sobreviveu ao Holocausto escondida com identidade falsa numa família polonesa e num convento, enquanto a mãe se passava por ariana em Varsóvia, até a reconstrução da vida no Brasil. É um testemunho direto do acervo do Memorial do Holocausto sobre ocultação, perda da identidade judaica e reencontro com o judaísmo.

Adolescentes e adultos
Joshua Strul - Sobrevivente do Holocausto | O que eles viveramMemorial do Holocausto

Joshua Strul, sobrevivente do Holocausto nascido em Moinești, na Romênia, relata a expulsão da escola, a deportação e o confinamento sob o regime antissemita de Antonescu, a fome que matou seu irmão caçula e os Justos entre as Nações que salvaram sua família. Conta também sua vida no Brasil e seu combate ao negacionismo do Holocausto.

Adolescentes e adultos
Também em inglês: mais 3 vídeos sobre o tema

Em inglês, sem legendas em português feitas pelo canal (o YouTube oferece tradução automática).

The “Final Solution” - Jewish Life on the Brink of DeathYad Vashem · em inglês

Em inglês. Para ver em português: no player, toque em ⚙️ › Legendas › Traduzir automaticamente › Português.

Produção do Yad Vashem que explica como se formou a 'Solução Final' e conta Auschwitz-Birkenau por meio do testemunho de Ellis Lewin, do Álbum de Auschwitz, de trechos de Elie Wiesel e de objetos guardados por prisioneiros como forma de manter a dignidade. Traz também orientações para educadores ensinarem o Holocausto pela perspectiva humana.

Adolescentes e adultos
What Were Camps in the Holocaust? | Holocaust ExplainerUnited States Holocaust Memorial Museum · em inglês

Em inglês. Para ver em português: no player, toque em ⚙️ › Legendas › Traduzir automaticamente › Português.

Vídeo do Museu Memorial do Holocausto dos Estados Unidos que explica os diferentes tipos de campos nazistas (de concentração, de trabalho forçado, de trânsito e os cinco centros de extermínio) e seu papel na perseguição e no assassinato de seis milhões de judeus, com o testemunho de uma sobrevivente.

Adolescentes e adultos
The Story of Zejneba Hardaga | Righteous Among the Nations | Yad VashemYad Vashem · em inglês

Em inglês. Para ver em português: no player, toque em ⚙️ › Legendas › Traduzir automaticamente › Português.

Vídeo do Yad Vashem que conta a história da família muçulmana Hardaga, de Sarajevo, que escondeu a família judia Kabiljo durante o Holocausto e foi reconhecida como Justa entre as Nações. Cinquenta anos depois, durante o cerco de Sarajevo, a família foi resgatada e levada a Israel.

Adolescentes e adultos

Todos os vídeos por tema →

Para ler mais