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Eliezer Ben Yehuda, responsável pelo renascimento da língua hebraica
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Perfis: Eliezer Ben-Yehuda

Podcast, guia de estudo, quiz e cartões sobre Perfis: Eliezer Ben-Yehuda, para estudantes e público geral.

Para: estudantes e público geralPodcast: 5 min
Foto: Eliezer Ben Yehuda, responsável pelo renascimento da língua hebraica. לשכת העיתונות הממשלתית · Public domain · Wikimedia Commons

Ouça: Podcast Contexto

Uma conversa de 5 minutos para ouvir no caminho, em sala ou antes do encontro do grupo.

Narração com vozes sintéticas, feita a partir das páginas deste site. Baixar o MP3 (5 min, 2,5 MB).

Ler a transcrição completa

Lia: Olá, eu sou a Lia, e este é o Contexto, o podcast da Juventude Judaica Organizada. Hoje tem episódio da série Perfis.

Davi: E eu sou o Davi. O perfil de hoje é de Eliezer Ben-Yehuda, o grande nome do renascimento do hebraico como língua falada.

Lia: E por que esse tema importa? Porque hoje milhões de pessoas falam hebraico no dia a dia. E nem sempre foi assim.

Davi: Exato. O hebraico é a língua histórica do povo judeu. Mas deixou de ser falado no cotidiano por volta do século II depois de Cristo.

Lia: E o que aconteceu nessa época?

Davi: A derrota judaica na Revolta de Bar-Kokhba contra o Império Romano acelerou esse processo. Mas a língua não morreu.

Lia: Como assim, não morreu?

Davi: Por quase dois milênios, ela continuou como Lashon HaKodesh, a "Língua Sagrada". Era usada nas orações, no estudo da Torá, na poesia religiosa e nas cartas entre comunidades judaicas espalhadas pela Diáspora.

Lia: Ou seja, a língua seguia viva nos livros e nas orações, só não era falada no dia a dia.

Davi: Isso. E aí entra o nosso personagem.

Lia: Então vamos a ele. Quem foi Eliezer Ben-Yehuda?

Davi: Ele nasceu em 1858, com o sobrenome Perlman, e morreu em 1922. Era jornalista e lexicógrafo, quer dizer, alguém que estuda e organiza o vocabulário de uma língua.

Lia: E qual era a grande ideia dele?

Davi: Em 1879, ele publicou um artigo chamado "Uma Questão Importante". Nele, defendia que a restauração do povo judeu em sua terra ancestral exigia também a restauração da sua língua nacional.

Lia: E ele não ficou só na teoria, né?

Davi: Não. Em 1881, chegou a Jerusalém. Ele e a esposa, Deborah, decidiram falar só hebraico entre si.

Lia: E com o filho também?

Davi: Também. Itamar Ben-Avi nasceu em 1882. É considerado a primeira criança falante nativa de hebraico na era moderna.

Lia: Que história! Mas como se fala de geladeira ou de bicicleta numa língua antiga?

Davi: Esse foi o desafio. Ben-Yehuda criou centenas de palavras, sobretudo a partir de fontes do hebraico antigo, como a Bíblia, a Mishná e o Talmud. Em alguns casos, usou também raízes árabes, já que as duas línguas são aparentadas. Por exemplo: milon, que é dicionário, e glida, que é sorvete.

Lia: Adorei. E o que mais ele fez?

Davi: Fundou jornais em hebraico, como o Ha-Tzvi. E iniciou um grande dicionário, concluído depois da sua morte em 17 volumes.

Lia: Davi, então foi ele sozinho que trouxe o hebraico de volta?

Davi: Não. Essa é uma simplificação popular. O papel dele foi central, mas o renascimento foi uma obra coletiva.

Lia: Quem mais participou?

Davi: Professores que davam aula de ciências e matemática em hebraico. Escolas e jardins de infância, onde as crianças cresciam falando a língua. Escritores, jornalistas, instituições sionistas e imigrantes.

Lia: E teve até uma "guerra" nessa história, não é?

Davi: A Guerra das Línguas. Em outubro de 1913, uma entidade judaico-alemã planejava abrir o Technion, em Haifa, e decidiu que as disciplinas técnicas seriam dadas em alemão.

Lia: E como os professores reagiram?

Davi: Com greve. Tiveram apoio de estudantes, da Organização Sionista Mundial e de líderes como David Yellin, Shmaryahu Levin e Ahad Ha'Am. O financiamento sionista ajudou a criar escolas hebraicas independentes.

Lia: E como terminou?

Davi: Em fevereiro de 1914, a direção do Technion recuou e aceitou o hebraico como língua de instrução. Isso firmou o hebraico como língua de ensino do Yishuv, a comunidade judaica antes do Estado.

Lia: E por que tudo isso importa hoje?

Davi: Já no Mandato Britânico, o hebraico ganhou status oficial, ao lado do inglês e do árabe.

Lia: E depois veio a independência.

Davi: Exato. Com a independência de Israel, em 1948, o hebraico virou o grande motor de integração. Unificou imigrantes de dezenas de países, que falavam iídiche, ladino, árabe e várias línguas europeias.

Lia: E o árabe hoje?

Davi: Convive com o hebraico. Uma lei de 2018 definiu o hebraico como língua do Estado e deu ao árabe um status especial. O árabe continua nas escolas, na imprensa, nos serviços públicos e nas placas.

Lia: E como o hebraico se compara a outras línguas?

Davi: É considerado o caso mais completo de revitalização de uma língua. Outras, como o irlandês, o maori e o galês, também passaram por esse processo. E alguns estudiosos preferem falar em revitalização, e não em ressurreição, porque o hebraico nunca desapareceu.

Lia: A ideia-chave: Ben-Yehuda foi o grande impulsionador do hebraico falado. Junto com professores, escolas, jornais e imigrantes, ele ajudou a transformar a língua das orações na língua viva de um país.

Davi: Obrigado por ouvir o Contexto.

Lia: Mais materiais em jjo.org.br.

Guia de estudo

O renascimento do hebraico: de língua sagrada a idioma de um país

O hebraico é a língua histórica do povo judeu. Por quase dois milênios, deixou de ser a fala cotidiana da maioria dos judeus, mas nunca saiu de uso na oração, no estudo e na escrita. Entre o fim do século XIX e o início do XX, voltou a ser língua falada. Hoje é a língua do Estado de Israel e a língua materna de milhões de pessoas. Eliezer Ben-Yehuda (1858–1922) foi o principal impulsionador desse renascimento, que também foi obra de professores, escolas, escritores, jornalistas, imigrantes e instituições sionistas.


Objetivos de aprendizagem

Ao final deste estudo, você deverá ser capaz de:

  1. Explicar por que o hebraico deixou de ser falado no cotidiano e como continuou vivo como Lashon HaKodesh, a "Língua Sagrada".
  2. Descrever a trajetória de Eliezer Ben-Yehuda e suas principais contribuições: o lar hebraico, os jornais, as palavras novas e o dicionário.
  3. Reconhecer que o renascimento foi um processo coletivo e que a escola teve papel decisivo.
  4. Explicar o que foi a Guerra das Línguas (1913–1914) e por que ela foi um marco.
  5. Traçar a institucionalização da língua, da Safa Berura (1889) à Academia da Língua Hebraica (1953).
  6. Compreender o status do hebraico e do árabe em Israel após a Lei Básica de 2018.

Conceitos-chave

1. Uma língua que nunca morreu

O hebraico pertence à família das línguas semíticas, que inclui também o árabe e o aramaico. A maior parte do Tanakh, a Bíblia hebraica, foi escrita em hebraico bíblico. Mais tarde surgiu o hebraico rabínico, também chamado de "língua dos sábios", no qual foi escrita a maior parte da Mishná.

O hebraico deixou de ser falado no cotidiano por volta do século II d.C. A derrota judaica na Revolta de Bar-Kokhba contra o Império Romano (132–135 d.C.) acelerou esse processo. A partir daí, os judeus passaram a falar línguas locais ou línguas judaicas, como o iídiche, o ladino e o árabe judaico. Mesmo assim, o hebraico seguiu vivo por mais de 1.700 anos em: - orações e liturgia; - estudo da Torá e do Talmud; - poesia e literatura; - textos jurídicos e correspondência entre comunidades judaicas dispersas na Diáspora.

Por isso, alguns estudiosos preferem falar em revitalização ou modernização, e não em "ressurreição". O escritor S. Y. Agnon, Prêmio Nobel, argumentou em debate com Ben-Yehuda que o hebraico não podia ser "ressuscitado", porque nunca morreu. Para Agnon, a língua foi reconstituída.

2. O terreno preparado: Haskalá e proto-sionismo

A modernização começou na escrita, antes da fala. A Haskalá, o iluminismo judaico, nasceu no século XVIII na Alemanha com Moses Mendelssohn. No século XIX, o movimento usou o hebraico em ensaios seculares, jornais e ficção. Em 1853, Abraham Mapu publicou Ahavat Tzion ("Amor de Sião"), considerado o primeiro romance hebraico. Pensadores proto-sionistas, como o rabino Yehuda Alkalai, defenderam a língua como elo comum entre judeus de origens diferentes.

3. Eliezer Ben-Yehuda: língua e restauração nacional

Ben-Yehuda nasceu Perlman e era jornalista e lexicógrafo. Em 1879, no artigo "She'elah Nikhbadah" ("Uma Questão Importante"), publicado no periódico Ha-Shahar, defendeu sua tese central: a restauração do povo judeu em sua terra ancestral exigia a restauração da sua língua nacional. O governo de Israel o descreve como fundador do renascimento do hebraico como língua moderna falada.

Suas principais contribuições foram: - O primeiro lar hebraico: em 1881, em Jerusalém, ele e a esposa, Deborah (também grafada Devora), decidiram falar só hebraico entre si. - O primeiro falante nativo: o filho do casal, Itamar Ben-Avi, nasceu em 1882 e é considerado a primeira criança falante nativa de hebraico na era moderna. - A pronúncia: adotou a pronúncia sefardita. - A imprensa: fundou jornais em hebraico, como Ha-Tzvi, Ha-Or e Ha-Shkafah. - O vocabulário: cunhou centenas de palavras, como milon (dicionário), glida (sorvete), bubba (boneca) e zehut (identidade). - O dicionário: iniciou o Dicionário Completo do Hebraico Antigo e Moderno, concluído após sua morte em 17 volumes.

4. Um renascimento coletivo

Dizer que Ben-Yehuda "ressuscitou sozinho" o hebraico é uma simplificação popular. Ele teve papel central, mas o processo envolveu muitos outros atores: - professores, que ensinavam ciências, matemática e história pelo método do "hebraico através do hebraico"; - escolas e jardins de infância em Jerusalém e nas vilas agrícolas (moshavot), onde as crianças cresciam falando a língua; - escritores e jornalistas, que criaram uma imprensa e uma literatura modernas; - instituições sionistas e ondas de imigração judaica, que formaram uma nova comunidade de falantes.

A escola foi decisiva. Ela transformou o hebraico em língua de socialização de crianças e jovens, usada em situações comuns, e não apenas estudada.

5. A Guerra das Línguas (1913–1914)

Em outubro de 1913, a entidade filantrópica judaico-alemã Hilfsverein der Deutschen Juden planejava abrir o Technion, em Haifa. A direção decidiu que as disciplinas técnicas e científicas seriam dadas em alemão, alegando que faltava ao hebraico terminologia científica.

A Associação dos Professores (Histadrut HaMorim) reagiu com uma greve nas escolas da entidade. O movimento teve apoio de estudantes, da Organização Sionista Mundial e de líderes como David Yellin, Shmaryahu Levin e Ahad Ha'Am. O financiamento sionista ajudou a criar escolas hebraicas independentes. Em fevereiro de 1914, a direção do Technion recuou e aceitou o hebraico como língua de instrução. A vitória firmou o hebraico como língua de ensino do Yishuv, inclusive no ensino universitário e científico.

6. Como o hebraico cria palavras novas

O hebraico moderno forma palavras a partir de raízes antigas, retiradas da Bíblia, da Mishná e do Talmud, ou cria raízes novas quando necessário. Ben-Yehuda também recorreu ao parentesco semítico com o árabe. O hebraico bíblico tinha cerca de 8.000 palavras; o hebraico moderno tem dezenas de milhares de termos, para dar conta da ciência, da técnica e da vida urbana.

Esse trabalho foi institucionalizado em etapas: - 1889: a sociedade Safa Berura ("Língua Clara") é fundada em Jerusalém. - 1890: Ben-Yehuda e David Yellin criam o Comitê da Língua Hebraica (Va'ad HaLashon Ha'Ivrit), com intelectuais como Yehiel Mikhl Pines. - 1953: o Knesset cria a Academia da Língua Hebraica, sucessora do comitê.

A Academia é o órgão científico nacional para gramática, ortografia, terminologia e transliteração. Ela não inventou o hebraico moderno: organizou um processo que já existia havia décadas.

7. Do Yishuv ao Estado de Israel

O hebraico ganhou status oficial durante o Mandato Britânico, ao lado do inglês e do árabe. As datas registradas para esse reconhecimento variam: - fontes oficiais israelenses citam 1919 e ligam a decisão à atuação de Ben-Yehuda e de seus apoiadores junto ao alto comissário Herbert Samuel; - outros registros datam o reconhecimento formal de 29 de novembro de 1922.

Com a independência, em 1948, o hebraico tornou-se a principal língua das instituições, da educação e da vida política. Foi também o grande motor de integração, unindo imigrantes de dezenas de países que falavam iídiche, ladino, árabe e várias línguas europeias. O ulpan, curso intensivo de hebraico para novos imigrantes, pertence a essa etapa posterior: não deu origem ao renascimento, mas passou a ensinar a língua às sucessivas ondas de imigrantes.

8. A Lei Básica de 2018

A Lei Básica "Israel: Estado-nação do povo judeu" definiu o hebraico como língua do Estado. Ao árabe, deu um "status especial" e previu que seu uso nas instituições estatais seja regulado por lei. Críticos alegam que a lei reduziu o status jurídico do árabe. O texto legal, porém, não eliminou o árabe: atribuiu-lhe uma posição própria. A afirmação de que "o árabe foi proibido" em Israel é falsa. O árabe continua presente nas escolas, nos meios de comunicação, nos serviços públicos e na sinalização. A lei confirmou em norma constitucional o que a história já mostrava: a posição central do hebraico na vida pública de Israel.

9. Um caso único em sua completude

Irlandês, maori, havaiano e galês também passaram por movimentos de revitalização. O hebraico é o caso mais completo porque reuniu, ao mesmo tempo: - transmissão como língua materna; - uso cotidiano por várias gerações; - sistema educacional próprio; - imprensa e literatura modernas; - terminologia científica e administrativa; - instituições e apoio de um Estado soberano; - cursos de integração para imigrantes.


Linha do tempo

Data Acontecimento
132–135 d.C. Revolta de Bar-Kokhba contra Roma; a derrota acelera o abandono do hebraico na fala cotidiana (por volta do séc. II d.C.)
Fim do séc. II d.C. Compilação da Mishná, escrita em sua maior parte em hebraico rabínico
Séc. XVIII Nasce a Haskalá na Alemanha, com Moses Mendelssohn
1853 Abraham Mapu publica Ahavat Tzion, considerado o primeiro romance hebraico
1858 Nasce Eliezer Ben-Yehuda (nascido Perlman)
1879 Publica o artigo "She'elah Nikhbadah" no Ha-Shahar
1881 Chega a Jerusalém, então sob domínio otomano; o casal passa a falar só hebraico
1882 Nasce Itamar Ben-Avi, primeiro falante nativo de hebraico da era moderna
1889 Fundação da sociedade Safa Berura, em Jerusalém
1890 Criação do Comitê da Língua Hebraica (Va'ad HaLashon)
Out. 1913 – fev. 1914 Guerra das Línguas; o Technion aceita o hebraico como língua de instrução
1919 / 29 nov. 1922 Datas registradas para o reconhecimento oficial do hebraico sob o Mandato Britânico
1922 Morte de Ben-Yehuda
1948 Independência de Israel; o hebraico torna-se a língua oficial do Estado
1953 O Knesset cria a Academia da Língua Hebraica
2018 A Lei Básica define o hebraico como língua do Estado e dá ao árabe status especial

5 perguntas para discussão

  1. Ben-Yehuda afirmou que a restauração do povo judeu em sua terra ancestral exigia a restauração da sua língua nacional. Por que uma língua comum é tão importante para a vida de um povo?
  2. Por que alguns estudiosos e o escritor S. Y. Agnon preferem falar em "revitalização" ou "reconstituição", e não em "ressurreição" do hebraico?
  3. Por que a escola foi tão decisiva para transformar o hebraico em língua materna de crianças e jovens? Que papel teve o método do "hebraico através do hebraico"?
  4. A Guerra das Línguas começou com o argumento de que faltava ao hebraico terminologia científica. Como a vitória de 1914 e o trabalho posterior do Comitê e da Academia responderam a esse argumento?
  5. De que forma o hebraico funcionou como "motor de integração" para imigrantes de dezenas de países, e qual é o lugar do ulpan nesse processo?

Glossário

  • Lashon HaKodesh: "Língua Sagrada"; nome do hebraico como língua de oração e estudo ao longo da Diáspora.
  • Techiyat HaLashon HaIvrit: "renascimento da língua hebraica".
  • Haskalá: iluminismo judaico, iniciado no século XVIII, que usou o hebraico na literatura secular.
  • Yishuv: a comunidade judaica pré-estatal na Terra de Israel.
  • Moshavot: vilas agrícolas judaicas, onde escolas ajudaram a formar novos falantes.
  • Va'ad HaLashon Ha'Ivrit: Comitê da Língua Hebraica, fundado em 1890 e precursor da Academia.
  • Milhemet HaLashot / Milhemet HaSafot: a Guerra das Línguas (1913–1914).
  • Academia da Língua Hebraica: órgão científico nacional do idioma, criado pelo Knesset em 1953.
  • Ulpan: curso intensivo de hebraico para novos imigrantes em Israel.
  • Niqqud: sinais que marcam as vogais, em geral omitidos nos textos do dia a dia.
  • Tanakh: a Bíblia hebraica.

Para guardar

O hebraico atravessou quase dois milênios guardado em orações e livros e voltou a ser a língua materna de milhões de pessoas em Israel. Ben-Yehuda deu o impulso e a visão: um povo restaurado em sua terra ancestral precisava de sua língua nacional. Professores, escolas, escritores, jornalistas, imigrantes e instituições sionistas tornaram essa visão realidade. O renascimento do hebraico é parte inseparável da restauração nacional do povo judeu.

Quiz: teste o que aprendeu

1. Qual tese Ben-Yehuda defendeu no artigo "She'elah Nikhbadah" ("Uma Questão Importante"), publicado em 1879?

No artigo publicado no periódico Ha-Shahar, Ben-Yehuda ligou a restauração nacional judaica à restauração do hebraico como língua nacional.

2. Quem é considerado a primeira criança falante nativa de hebraico na era moderna?

Itamar Ben-Avi, filho de Eliezer e Deborah (Devora) Ben-Yehuda, nasceu em 1882 em Jerusalém, em um lar onde se falava só hebraico.

3. Que acontecimento acelerou o abandono do hebraico na fala cotidiana, por volta do século II d.C.?

A derrota na Revolta de Bar-Kokhba acelerou o processo. Ainda assim, o hebraico continuou vivo como Lashon HaKodesh por mais de 1.700 anos.

4. Como terminou a Guerra das Línguas, em fevereiro de 1914?

Após a greve dos professores, apoiada por estudantes, pela Organização Sionista Mundial e por líderes como David Yellin, Shmaryahu Levin e Ahad Ha'Am, o hebraico venceu.

5. Qual afirmação sobre o papel de Ben-Yehuda é a mais correta?

Dizer que ele agiu sozinho é uma simplificação popular. A escola, em especial, foi decisiva para formar novos falantes.

6. Quem fundou o Comitê da Língua Hebraica (Va'ad HaLashon), em 1890?

O comitê, criado por Ben-Yehuda e David Yellin com intelectuais como Yehiel Mikhl Pines, é o precursor da Academia da Língua Hebraica.

7. O que diz a Lei Básica de 2018 sobre o árabe?

A afirmação de que o árabe foi proibido é falsa. Ele continua presente nas escolas, nos meios de comunicação, nos serviços públicos e na sinalização.

8. O que significa a palavra milon, criada por Ben-Yehuda?

Milon significa dicionário. Outros exemplos de palavras cunhadas por Ben-Yehuda são glida (sorvete), bubba (boneca) e zehut (identidade).

9. Qual é o papel do ulpan no renascimento do hebraico?

O ulpan faz parte da política de absorção de imigrantes e serve à integração social, mas não originou o renascimento.

10. Por que o hebraico é considerado o caso mais completo de revitalização linguística?

Irlandês, maori, havaiano e galês também passaram por revitalização. O hebraico se destaca por reunir todos esses elementos ao mesmo tempo.

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