Foto: Eliezer Ben Yehuda, responsável pelo renascimento da língua hebraica. לשכת העיתונות הממשלתית · Public domain · Wikimedia CommonsOuça: Podcast Contexto
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Lia: Olá, eu sou a Lia, e este é o Contexto, o podcast da Juventude Judaica Organizada. Hoje tem episódio da série Perfis.
Davi: E eu sou o Davi. O perfil de hoje é de Eliezer Ben-Yehuda, o grande nome do renascimento do hebraico como língua falada.
Lia: E por que esse tema importa? Porque hoje milhões de pessoas falam hebraico no dia a dia. E nem sempre foi assim.
Davi: Exato. O hebraico é a língua histórica do povo judeu. Mas deixou de ser falado no cotidiano por volta do século II depois de Cristo.
Lia: E o que aconteceu nessa época?
Davi: A derrota judaica na Revolta de Bar-Kokhba contra o Império Romano acelerou esse processo. Mas a língua não morreu.
Lia: Como assim, não morreu?
Davi: Por quase dois milênios, ela continuou como Lashon HaKodesh, a "Língua Sagrada". Era usada nas orações, no estudo da Torá, na poesia religiosa e nas cartas entre comunidades judaicas espalhadas pela Diáspora.
Lia: Ou seja, a língua seguia viva nos livros e nas orações, só não era falada no dia a dia.
Davi: Isso. E aí entra o nosso personagem.
Lia: Então vamos a ele. Quem foi Eliezer Ben-Yehuda?
Davi: Ele nasceu em 1858, com o sobrenome Perlman, e morreu em 1922. Era jornalista e lexicógrafo, quer dizer, alguém que estuda e organiza o vocabulário de uma língua.
Lia: E qual era a grande ideia dele?
Davi: Em 1879, ele publicou um artigo chamado "Uma Questão Importante". Nele, defendia que a restauração do povo judeu em sua terra ancestral exigia também a restauração da sua língua nacional.
Lia: E ele não ficou só na teoria, né?
Davi: Não. Em 1881, chegou a Jerusalém. Ele e a esposa, Deborah, decidiram falar só hebraico entre si.
Lia: E com o filho também?
Davi: Também. Itamar Ben-Avi nasceu em 1882. É considerado a primeira criança falante nativa de hebraico na era moderna.
Lia: Que história! Mas como se fala de geladeira ou de bicicleta numa língua antiga?
Davi: Esse foi o desafio. Ben-Yehuda criou centenas de palavras, sobretudo a partir de fontes do hebraico antigo, como a Bíblia, a Mishná e o Talmud. Em alguns casos, usou também raízes árabes, já que as duas línguas são aparentadas. Por exemplo: milon, que é dicionário, e glida, que é sorvete.
Lia: Adorei. E o que mais ele fez?
Davi: Fundou jornais em hebraico, como o Ha-Tzvi. E iniciou um grande dicionário, concluído depois da sua morte em 17 volumes.
Lia: Davi, então foi ele sozinho que trouxe o hebraico de volta?
Davi: Não. Essa é uma simplificação popular. O papel dele foi central, mas o renascimento foi uma obra coletiva.
Lia: Quem mais participou?
Davi: Professores que davam aula de ciências e matemática em hebraico. Escolas e jardins de infância, onde as crianças cresciam falando a língua. Escritores, jornalistas, instituições sionistas e imigrantes.
Lia: E teve até uma "guerra" nessa história, não é?
Davi: A Guerra das Línguas. Em outubro de 1913, uma entidade judaico-alemã planejava abrir o Technion, em Haifa, e decidiu que as disciplinas técnicas seriam dadas em alemão.
Lia: E como os professores reagiram?
Davi: Com greve. Tiveram apoio de estudantes, da Organização Sionista Mundial e de líderes como David Yellin, Shmaryahu Levin e Ahad Ha'Am. O financiamento sionista ajudou a criar escolas hebraicas independentes.
Lia: E como terminou?
Davi: Em fevereiro de 1914, a direção do Technion recuou e aceitou o hebraico como língua de instrução. Isso firmou o hebraico como língua de ensino do Yishuv, a comunidade judaica antes do Estado.
Lia: E por que tudo isso importa hoje?
Davi: Já no Mandato Britânico, o hebraico ganhou status oficial, ao lado do inglês e do árabe.
Lia: E depois veio a independência.
Davi: Exato. Com a independência de Israel, em 1948, o hebraico virou o grande motor de integração. Unificou imigrantes de dezenas de países, que falavam iídiche, ladino, árabe e várias línguas europeias.
Lia: E o árabe hoje?
Davi: Convive com o hebraico. Uma lei de 2018 definiu o hebraico como língua do Estado e deu ao árabe um status especial. O árabe continua nas escolas, na imprensa, nos serviços públicos e nas placas.
Lia: E como o hebraico se compara a outras línguas?
Davi: É considerado o caso mais completo de revitalização de uma língua. Outras, como o irlandês, o maori e o galês, também passaram por esse processo. E alguns estudiosos preferem falar em revitalização, e não em ressurreição, porque o hebraico nunca desapareceu.
Lia: A ideia-chave: Ben-Yehuda foi o grande impulsionador do hebraico falado. Junto com professores, escolas, jornais e imigrantes, ele ajudou a transformar a língua das orações na língua viva de um país.
Davi: Obrigado por ouvir o Contexto.
Lia: Mais materiais em jjo.org.br.
Guia de estudo
O renascimento do hebraico: de língua sagrada a idioma de um país
O hebraico é a língua histórica do povo judeu. Por quase dois milênios, deixou de ser a fala cotidiana da maioria dos judeus, mas nunca saiu de uso na oração, no estudo e na escrita. Entre o fim do século XIX e o início do XX, voltou a ser língua falada. Hoje é a língua do Estado de Israel e a língua materna de milhões de pessoas. Eliezer Ben-Yehuda (1858–1922) foi o principal impulsionador desse renascimento, que também foi obra de professores, escolas, escritores, jornalistas, imigrantes e instituições sionistas.
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste estudo, você deverá ser capaz de:
- Explicar por que o hebraico deixou de ser falado no cotidiano e como continuou vivo como Lashon HaKodesh, a "Língua Sagrada".
- Descrever a trajetória de Eliezer Ben-Yehuda e suas principais contribuições: o lar hebraico, os jornais, as palavras novas e o dicionário.
- Reconhecer que o renascimento foi um processo coletivo e que a escola teve papel decisivo.
- Explicar o que foi a Guerra das Línguas (1913–1914) e por que ela foi um marco.
- Traçar a institucionalização da língua, da Safa Berura (1889) à Academia da Língua Hebraica (1953).
- Compreender o status do hebraico e do árabe em Israel após a Lei Básica de 2018.
Conceitos-chave
1. Uma língua que nunca morreu
O hebraico pertence à família das línguas semíticas, que inclui também o árabe e o aramaico. A maior parte do Tanakh, a Bíblia hebraica, foi escrita em hebraico bíblico. Mais tarde surgiu o hebraico rabínico, também chamado de "língua dos sábios", no qual foi escrita a maior parte da Mishná.
O hebraico deixou de ser falado no cotidiano por volta do século II d.C. A derrota judaica na Revolta de Bar-Kokhba contra o Império Romano (132–135 d.C.) acelerou esse processo. A partir daí, os judeus passaram a falar línguas locais ou línguas judaicas, como o iídiche, o ladino e o árabe judaico. Mesmo assim, o hebraico seguiu vivo por mais de 1.700 anos em: - orações e liturgia; - estudo da Torá e do Talmud; - poesia e literatura; - textos jurídicos e correspondência entre comunidades judaicas dispersas na Diáspora.
Por isso, alguns estudiosos preferem falar em revitalização ou modernização, e não em "ressurreição". O escritor S. Y. Agnon, Prêmio Nobel, argumentou em debate com Ben-Yehuda que o hebraico não podia ser "ressuscitado", porque nunca morreu. Para Agnon, a língua foi reconstituída.
2. O terreno preparado: Haskalá e proto-sionismo
A modernização começou na escrita, antes da fala. A Haskalá, o iluminismo judaico, nasceu no século XVIII na Alemanha com Moses Mendelssohn. No século XIX, o movimento usou o hebraico em ensaios seculares, jornais e ficção. Em 1853, Abraham Mapu publicou Ahavat Tzion ("Amor de Sião"), considerado o primeiro romance hebraico. Pensadores proto-sionistas, como o rabino Yehuda Alkalai, defenderam a língua como elo comum entre judeus de origens diferentes.
3. Eliezer Ben-Yehuda: língua e restauração nacional
Ben-Yehuda nasceu Perlman e era jornalista e lexicógrafo. Em 1879, no artigo "She'elah Nikhbadah" ("Uma Questão Importante"), publicado no periódico Ha-Shahar, defendeu sua tese central: a restauração do povo judeu em sua terra ancestral exigia a restauração da sua língua nacional. O governo de Israel o descreve como fundador do renascimento do hebraico como língua moderna falada.
Suas principais contribuições foram: - O primeiro lar hebraico: em 1881, em Jerusalém, ele e a esposa, Deborah (também grafada Devora), decidiram falar só hebraico entre si. - O primeiro falante nativo: o filho do casal, Itamar Ben-Avi, nasceu em 1882 e é considerado a primeira criança falante nativa de hebraico na era moderna. - A pronúncia: adotou a pronúncia sefardita. - A imprensa: fundou jornais em hebraico, como Ha-Tzvi, Ha-Or e Ha-Shkafah. - O vocabulário: cunhou centenas de palavras, como milon (dicionário), glida (sorvete), bubba (boneca) e zehut (identidade). - O dicionário: iniciou o Dicionário Completo do Hebraico Antigo e Moderno, concluído após sua morte em 17 volumes.
4. Um renascimento coletivo
Dizer que Ben-Yehuda "ressuscitou sozinho" o hebraico é uma simplificação popular. Ele teve papel central, mas o processo envolveu muitos outros atores: - professores, que ensinavam ciências, matemática e história pelo método do "hebraico através do hebraico"; - escolas e jardins de infância em Jerusalém e nas vilas agrícolas (moshavot), onde as crianças cresciam falando a língua; - escritores e jornalistas, que criaram uma imprensa e uma literatura modernas; - instituições sionistas e ondas de imigração judaica, que formaram uma nova comunidade de falantes.
A escola foi decisiva. Ela transformou o hebraico em língua de socialização de crianças e jovens, usada em situações comuns, e não apenas estudada.
5. A Guerra das Línguas (1913–1914)
Em outubro de 1913, a entidade filantrópica judaico-alemã Hilfsverein der Deutschen Juden planejava abrir o Technion, em Haifa. A direção decidiu que as disciplinas técnicas e científicas seriam dadas em alemão, alegando que faltava ao hebraico terminologia científica.
A Associação dos Professores (Histadrut HaMorim) reagiu com uma greve nas escolas da entidade. O movimento teve apoio de estudantes, da Organização Sionista Mundial e de líderes como David Yellin, Shmaryahu Levin e Ahad Ha'Am. O financiamento sionista ajudou a criar escolas hebraicas independentes. Em fevereiro de 1914, a direção do Technion recuou e aceitou o hebraico como língua de instrução. A vitória firmou o hebraico como língua de ensino do Yishuv, inclusive no ensino universitário e científico.
6. Como o hebraico cria palavras novas
O hebraico moderno forma palavras a partir de raízes antigas, retiradas da Bíblia, da Mishná e do Talmud, ou cria raízes novas quando necessário. Ben-Yehuda também recorreu ao parentesco semítico com o árabe. O hebraico bíblico tinha cerca de 8.000 palavras; o hebraico moderno tem dezenas de milhares de termos, para dar conta da ciência, da técnica e da vida urbana.
Esse trabalho foi institucionalizado em etapas: - 1889: a sociedade Safa Berura ("Língua Clara") é fundada em Jerusalém. - 1890: Ben-Yehuda e David Yellin criam o Comitê da Língua Hebraica (Va'ad HaLashon Ha'Ivrit), com intelectuais como Yehiel Mikhl Pines. - 1953: o Knesset cria a Academia da Língua Hebraica, sucessora do comitê.
A Academia é o órgão científico nacional para gramática, ortografia, terminologia e transliteração. Ela não inventou o hebraico moderno: organizou um processo que já existia havia décadas.
7. Do Yishuv ao Estado de Israel
O hebraico ganhou status oficial durante o Mandato Britânico, ao lado do inglês e do árabe. As datas registradas para esse reconhecimento variam: - fontes oficiais israelenses citam 1919 e ligam a decisão à atuação de Ben-Yehuda e de seus apoiadores junto ao alto comissário Herbert Samuel; - outros registros datam o reconhecimento formal de 29 de novembro de 1922.
Com a independência, em 1948, o hebraico tornou-se a principal língua das instituições, da educação e da vida política. Foi também o grande motor de integração, unindo imigrantes de dezenas de países que falavam iídiche, ladino, árabe e várias línguas europeias. O ulpan, curso intensivo de hebraico para novos imigrantes, pertence a essa etapa posterior: não deu origem ao renascimento, mas passou a ensinar a língua às sucessivas ondas de imigrantes.
8. A Lei Básica de 2018
A Lei Básica "Israel: Estado-nação do povo judeu" definiu o hebraico como língua do Estado. Ao árabe, deu um "status especial" e previu que seu uso nas instituições estatais seja regulado por lei. Críticos alegam que a lei reduziu o status jurídico do árabe. O texto legal, porém, não eliminou o árabe: atribuiu-lhe uma posição própria. A afirmação de que "o árabe foi proibido" em Israel é falsa. O árabe continua presente nas escolas, nos meios de comunicação, nos serviços públicos e na sinalização. A lei confirmou em norma constitucional o que a história já mostrava: a posição central do hebraico na vida pública de Israel.
9. Um caso único em sua completude
Irlandês, maori, havaiano e galês também passaram por movimentos de revitalização. O hebraico é o caso mais completo porque reuniu, ao mesmo tempo: - transmissão como língua materna; - uso cotidiano por várias gerações; - sistema educacional próprio; - imprensa e literatura modernas; - terminologia científica e administrativa; - instituições e apoio de um Estado soberano; - cursos de integração para imigrantes.
Linha do tempo
| Data | Acontecimento |
|---|---|
| 132–135 d.C. | Revolta de Bar-Kokhba contra Roma; a derrota acelera o abandono do hebraico na fala cotidiana (por volta do séc. II d.C.) |
| Fim do séc. II d.C. | Compilação da Mishná, escrita em sua maior parte em hebraico rabínico |
| Séc. XVIII | Nasce a Haskalá na Alemanha, com Moses Mendelssohn |
| 1853 | Abraham Mapu publica Ahavat Tzion, considerado o primeiro romance hebraico |
| 1858 | Nasce Eliezer Ben-Yehuda (nascido Perlman) |
| 1879 | Publica o artigo "She'elah Nikhbadah" no Ha-Shahar |
| 1881 | Chega a Jerusalém, então sob domínio otomano; o casal passa a falar só hebraico |
| 1882 | Nasce Itamar Ben-Avi, primeiro falante nativo de hebraico da era moderna |
| 1889 | Fundação da sociedade Safa Berura, em Jerusalém |
| 1890 | Criação do Comitê da Língua Hebraica (Va'ad HaLashon) |
| Out. 1913 – fev. 1914 | Guerra das Línguas; o Technion aceita o hebraico como língua de instrução |
| 1919 / 29 nov. 1922 | Datas registradas para o reconhecimento oficial do hebraico sob o Mandato Britânico |
| 1922 | Morte de Ben-Yehuda |
| 1948 | Independência de Israel; o hebraico torna-se a língua oficial do Estado |
| 1953 | O Knesset cria a Academia da Língua Hebraica |
| 2018 | A Lei Básica define o hebraico como língua do Estado e dá ao árabe status especial |
5 perguntas para discussão
- Ben-Yehuda afirmou que a restauração do povo judeu em sua terra ancestral exigia a restauração da sua língua nacional. Por que uma língua comum é tão importante para a vida de um povo?
- Por que alguns estudiosos e o escritor S. Y. Agnon preferem falar em "revitalização" ou "reconstituição", e não em "ressurreição" do hebraico?
- Por que a escola foi tão decisiva para transformar o hebraico em língua materna de crianças e jovens? Que papel teve o método do "hebraico através do hebraico"?
- A Guerra das Línguas começou com o argumento de que faltava ao hebraico terminologia científica. Como a vitória de 1914 e o trabalho posterior do Comitê e da Academia responderam a esse argumento?
- De que forma o hebraico funcionou como "motor de integração" para imigrantes de dezenas de países, e qual é o lugar do ulpan nesse processo?
Glossário
- Lashon HaKodesh: "Língua Sagrada"; nome do hebraico como língua de oração e estudo ao longo da Diáspora.
- Techiyat HaLashon HaIvrit: "renascimento da língua hebraica".
- Haskalá: iluminismo judaico, iniciado no século XVIII, que usou o hebraico na literatura secular.
- Yishuv: a comunidade judaica pré-estatal na Terra de Israel.
- Moshavot: vilas agrícolas judaicas, onde escolas ajudaram a formar novos falantes.
- Va'ad HaLashon Ha'Ivrit: Comitê da Língua Hebraica, fundado em 1890 e precursor da Academia.
- Milhemet HaLashot / Milhemet HaSafot: a Guerra das Línguas (1913–1914).
- Academia da Língua Hebraica: órgão científico nacional do idioma, criado pelo Knesset em 1953.
- Ulpan: curso intensivo de hebraico para novos imigrantes em Israel.
- Niqqud: sinais que marcam as vogais, em geral omitidos nos textos do dia a dia.
- Tanakh: a Bíblia hebraica.
Para guardar
O hebraico atravessou quase dois milênios guardado em orações e livros e voltou a ser a língua materna de milhões de pessoas em Israel. Ben-Yehuda deu o impulso e a visão: um povo restaurado em sua terra ancestral precisava de sua língua nacional. Professores, escolas, escritores, jornalistas, imigrantes e instituições sionistas tornaram essa visão realidade. O renascimento do hebraico é parte inseparável da restauração nacional do povo judeu.
Quiz: teste o que aprendeu
No artigo publicado no periódico Ha-Shahar, Ben-Yehuda ligou a restauração nacional judaica à restauração do hebraico como língua nacional.
Itamar Ben-Avi, filho de Eliezer e Deborah (Devora) Ben-Yehuda, nasceu em 1882 em Jerusalém, em um lar onde se falava só hebraico.
A derrota na Revolta de Bar-Kokhba acelerou o processo. Ainda assim, o hebraico continuou vivo como Lashon HaKodesh por mais de 1.700 anos.
Após a greve dos professores, apoiada por estudantes, pela Organização Sionista Mundial e por líderes como David Yellin, Shmaryahu Levin e Ahad Ha'Am, o hebraico venceu.
Dizer que ele agiu sozinho é uma simplificação popular. A escola, em especial, foi decisiva para formar novos falantes.
O comitê, criado por Ben-Yehuda e David Yellin com intelectuais como Yehiel Mikhl Pines, é o precursor da Academia da Língua Hebraica.
A afirmação de que o árabe foi proibido é falsa. Ele continua presente nas escolas, nos meios de comunicação, nos serviços públicos e na sinalização.
Milon significa dicionário. Outros exemplos de palavras cunhadas por Ben-Yehuda são glida (sorvete), bubba (boneca) e zehut (identidade).
O ulpan faz parte da política de absorção de imigrantes e serve à integração social, mas não originou o renascimento.
Irlandês, maori, havaiano e galês também passaram por revitalização. O hebraico se destaca por reunir todos esses elementos ao mesmo tempo.
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