Quem foi Max Nordau e como foi sua vida?
Max Nordau nasceu Simon Maximilian Südfeld em 29 de julho de 1849, em Pest, então no Reino da Hungria e hoje parte de Budapeste. Formou-se médico e construiu uma carreira paralela como escritor, jornalista, ensaísta e orador.
Trabalhou como correspondente de jornal em Viena e viajou pela Europa. Em 1880, fixou-se em Paris, onde passou a exercer a medicina. Na capital francesa ganhou fama como crítico da sociedade do século XIX.
Nordau morreu em Paris em 23 de janeiro de 1923, data registrada pela Encyclopaedia Britannica e pela Jewish Virtual Library. Ele morreu 25 anos antes da criação do Estado de Israel, em 1948. Por isso, a descrição mais precisa é a de um dos precursores intelectuais e políticos do sionismo.
O que Max Nordau fez pelo sionismo?
Antes do sionismo, Nordau já era um autor conhecido. Seus livros de maior repercussão foram:
- As mentiras convencionais de nossa civilização (1883), crítica às instituições políticas, religiosas e culturais da época, seu primeiro grande êxito.
- Degeneração (1892-1893), ataque a tendências artísticas, literárias e sociais do fim do século XIX, baseado em teorias médico-sociais então difundidas na Europa.
Em 1892, em Paris, conheceu Theodor Herzl e passou a se dedicar intensamente ao sionismo político. Em 1897, foi um dos principais organizadores e oradores do Primeiro Congresso Sionista, em Basileia, e figura central na formulação do Programa de Basileia, fruto do trabalho coletivo dos delegados.
Tornou-se vice-presidente dos congressos sob Herzl. Depois da morte de Herzl, em 1904, dirigiu congressos importantes e entrou em conflito com os chamados "sionistas práticos", que priorizavam o assentamento imediato sem garantia política prévia de soberania. Depois de 1911, deixou de participar regularmente.
Por que Max Nordau importa para Israel e o povo judeu?
Nordau ajudou a apresentar a questão judaica como um problema nacional e político, e não apenas religioso ou filantrópico. Essa mudança de enfoque está na base do sionismo moderno.
Como médico e escritor famoso, deu prestígio intelectual ao movimento e levou seus argumentos a públicos europeus que talvez não ouvissem outros ativistas.
Nos congressos, ajudou a construir um programa comum para comunidades judaicas de muitos países, reunidas em torno da defesa de um lar nacional judaico na Terra de Israel.
Ele não participou da fundação do Estado em 1948. Sua atuação, porém, formou a tradição política que sustentou a reivindicação judaica de autodeterminação e que levou, décadas depois, à independência de Israel.
Qual é o legado de Max Nordau?
O legado de Nordau está ligado ao nascimento do sionismo político organizado. Ao lado de Herzl, ele ajudou a criar a estrutura que deu voz internacional ao povo judeu e que reuniu delegados de diferentes países em torno de um mesmo objetivo.
A Jewish Virtual Library o registra como cofundador da Organização Sionista Mundial. O termo é adequado, desde que se lembre que a organização surgiu de um esforço coletivo liderado por Herzl.
Sua importância não veio de prêmios formais. Veio de sua obra intelectual, de sua oratória e de sua liderança nos primeiros congressos. A Biblioteca Nacional de Israel preserva registros sobre sua trajetória, parte da memória do movimento que precedeu o Estado judeu.
Linha do tempo
- 1849Nasce em 29 de julho, em Pest, Hungria, como Simon Maximilian Südfeld.
- 1880Estabelece-se em Paris e passa a exercer a medicina.
- 1883Publica As mentiras convencionais de nossa civilização.
- 1892Começa a publicar Degeneração e conhece Theodor Herzl em Paris.
- 1897Organiza e discursa no Primeiro Congresso Sionista, em Basileia, e participa da formulação do programa do movimento.
- 1904Após a morte de Herzl, dirige importantes congressos sionistas.
- Após 1911Deixa de participar regularmente dos congressos sionistas.
- 1923Morre em 23 de janeiro, em Paris.


Edmond de RothschildBanqueiro e filantropo, patrono das primeiras colônias judaicas
Jonas SalkMédico judeu americano que criou a vacina contra a poliomielite
Anne FrankAutora do diário que virou símbolo mundial do Holocausto