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Paraquedistas israelenses no Muro das Lamentações, junho de 1967
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A Guerra dos Seis Dias e a reunificação de Jerusalém

Podcast, guia de estudo, quiz e cartões sobre a Guerra dos Seis Dias e a reunificação de Jerusalém, para professores de História e estudantes.

Para: professores de História e estudantesPodcast: 13 min
Foto: Paraquedistas israelenses no Muro das Lamentações, junho de 1967. David Rubinger · Public domain · Wikimedia Commons

Ouça: Podcast Contexto

Uma conversa de 13 minutos para ouvir no caminho, em sala ou antes do encontro do grupo.

Narração com vozes sintéticas, feita a partir das páginas deste site. Baixar o MP3 (13 min, 5,9 MB).

Ler a transcrição completa

Lia: Olá, eu sou a Lia, e este é o Contexto, o podcast da Juventude Judaica Organizada, a JJO.

Davi: E eu sou o Davi. Hoje vamos falar da Guerra dos Seis Dias e da reunificação de Jerusalém.

Lia: Foi uma guerra curta, em junho de 1967, que mudou o mapa do Oriente Médio.

Lia: Davi, por que esse tema importa tanto para quem dá aula de História?

Davi: Porque muitas discussões de hoje começam ali: Jerusalém, as fronteiras e Judeia e Samaria, a região que estava sob controle jordaniano desde 1948.

Lia: Então vamos do começo. Quem lutou contra quem?

Davi: De um lado, Israel. Do outro, uma coalizão de Egito, Síria e Jordânia, com tropas iraquianas na Jordânia.

Lia: E a guerra foi de quando a quando?

Davi: De 5 a 10 de junho daquele ano.

Lia: Primeiro bloco: como a crise começou. A tensão vinha de antes, não é?

Davi: Vinha. Israel e Síria divergiam sobre o desvio das águas do Rio Jordão e sobre as zonas desmilitarizadas. E o regime Ba'ath, em Damasco, apoiava ataques de guerrilhas palestinas.

Lia: E houve um momento que Yitzhak Rabin apontou como a semente da guerra.

Davi: Foi a reunião da Liga Árabe no Cairo, em janeiro de 1964. Ali, os Estados árabes declararam coletivamente, pela primeira vez, que seu objetivo final era a destruição de Israel.

Lia: E em 1967 a situação esquenta.

Davi: Em abril, um confronto na fronteira terminou numa batalha aérea, e a Força Aérea Israelense derrubou seis caças sírios.

Lia: E em maio?

Davi: Maio é o mês decisivo. A União Soviética repassou ao Egito e à Síria uma informação falsa: Israel estaria concentrando divisões no norte para invadir a Síria.

Lia: Uma informação falsa. E o que o Egito fez com ela?

Davi: Nasser enviou dezenas de milhares de soldados e blindados para a Península do Sinai.

Lia: E a força de paz da ONU que estava lá?

Davi: O Egito exigiu e obteve a retirada da Força de Emergência das Nações Unidas, que separava os dois lados desde a Crise de Suez. O secretário-geral, U Thant, aceitou retirá-la.

Lia: E logo depois vem o Estreito de Tiran.

Davi: Isso. Em 22 e 23 de maio, o Egito fechou o estreito aos navios israelenses. A medida cortava o acesso de Israel ao porto de Eilat e ao Golfo de Aqaba.

Lia: Para quem nos ouve: por que um estreito pesa tanto?

Davi: Porque, desde 1957, Israel avisava que esse bloqueio seria um casus belli, ou seja, um ato que justifica a guerra.

Lia: E a Jordânia?

Davi: Em 30 de maio, o rei Hussein assinou um pacto de defesa com o Egito, e o exército jordaniano ficou sob comando egípcio. O Iraque aderiu à aliança e enviou tropas à Jordânia.

Lia: Somando tudo isso, Israel ficou cercado.

Davi: Em três frentes. E Nasser falava em destruir Israel. Uma frase atribuída a ele resume o clima: "Nosso objetivo básico será destruir Israel".

Lia: Segundo bloco: o ataque preventivo. Israel atacou primeiro. Como explicar isso em sala de aula?

Davi: Durante cerca de três semanas, Israel mobilizou seus reservistas e viveu cercado. Os israelenses chamam esse tempo de "o período de espera", e foi um período de profunda ansiedade.

Lia: E como veio a decisão?

Davi: Em 4 de junho, o gabinete do primeiro-ministro Levi Eshkol votou por um ataque preventivo. Moshe Dayan acabava de assumir o Ministério da Defesa.

Lia: Mas há quem diga que Israel começou a guerra. Como responder?

Davi: É a pergunta certa. Os críticos dizem que não havia prova conclusiva de que os vizinhos já tivessem decidido invadir. E os historiadores ainda discutem se havia um plano concreto de invasão.

Lia: E o que não está em discussão?

Davi: Que o Egito criou a crise. Bloquear Tiran era um ato de guerra que Israel havia anunciado como tal desde 1957. A expulsão da ONU, os pactos militares e as tropas no Sinai formavam uma ameaça imediata.

Lia: E nas outras frentes?

Davi: Na Jordânia e na Síria, as forças jordanianas e sírias abriram fogo antes de Israel avançar. Por isso, uma ideia para guardar: primeiro disparo não é o mesmo que causa da guerra.

Lia: E a frase "Israel começou todas as guerras" se sustenta?

Davi: Ela não resiste às datas. Em 1948, exércitos árabes invadiram Israel logo depois da independência. Em 1973, no Yom Kippur, Egito e Síria atacaram de surpresa.

Lia: Então, fechando o bloco...

Davi: O governo de Israel apresenta 1967 como guerra de autodefesa, e a sequência dos fatos mostra por quê.

Lia: Terceiro bloco: a guerra em si. Como ela foi decidida tão rápido?

Davi: No primeiro dia. Na manhã de 5 de junho, a Força Aérea Israelense lançou a Operação Moked e atacou 11 bases aéreas no Egito.

Lia: Voando baixo, não é?

Davi: Muito baixo, para escapar dos radares. Segundo os registros militares, mais de 300 aeronaves egípcias foram destruídas naquele dia. Depois, vieram os ataques às forças aéreas síria e jordaniana.

Lia: Com o domínio do céu garantido, as tropas terrestres...

Davi: Avançaram pela Faixa de Gaza e pelo Sinai e, em poucos dias, chegaram ao Canal de Suez.

Lia: E a frente leste, com a Jordânia?

Davi: Israel enviou mensagens pedindo que a Jordânia ficasse fora da guerra. Mesmo assim, a artilharia jordaniana bombardeou Jerusalém Ocidental e o centro de Israel.

Lia: E qual foi a resposta?

Davi: Israel contra-atacou em Judeia e Samaria e, em 7 de junho, tomou a Cidade Velha e Jerusalém Oriental.

Lia: E no norte?

Davi: A artilharia síria continuava a bombardear aldeias da Galileia. Em 9 e 10 de junho, as Forças de Defesa de Israel subiram o planalto e tomaram as Colinas de Golã.

Lia: Como termina?

Davi: Com o cessar-fogo exigido pelo Conselho de Segurança da ONU, que entrou em vigor em 10 de junho. As forças israelenses estavam então a pouca distância do Cairo, de Amã e de Damasco.

Lia: E qual foi o saldo?

Davi: Israel venceu e passou a controlar o Sinai, a Faixa de Gaza, Judeia e Samaria, Jerusalém Oriental e as Colinas de Golã.

Lia: É muita coisa.

Davi: O território sob controle militar israelense triplicou. E mais de um milhão de palestinos passaram a viver sob administração israelense.

Lia: E houve deslocados?

Davi: Sim. Cerca de 300 mil palestinos deixaram Judeia e Samaria e Jerusalém Oriental. Também houve deslocamento de sírios das Colinas de Golã.

Lia: Como tratar isso em sala de aula?

Davi: Com respeito. Esse sofrimento é real e não se nega. Mas o contexto precisa aparecer: o deslocamento aconteceu durante uma guerra que a crise egípcia provocou, e a maior parte da população ficou onde estava.

Lia: Ou seja, expulsar a população não era o objetivo da guerra.

Davi: Exato. Foram civis deslocados no caminho de uma guerra que os governos árabes vizinhos tornaram inevitável.

Lia: Quarto bloco: Jerusalém. Para muitos israelenses, esse foi o coração da vitória.

Davi: Foi. Depois de 19 anos, os judeus voltaram ao Muro Ocidental, o lugar mais sagrado de oração do judaísmo. Israel chama esse momento de reunificação e considera a cidade sua capital unida.

Lia: E como o restante do mundo vê isso?

Davi: A maior parte da comunidade internacional não reconhece a soberania israelense sobre Jerusalém Oriental. Para esses países, o status da cidade deve ser resolvido em negociação.

Lia: Mas por que a cidade estava dividida?

Davi: Em 1947, a ONU propôs um regime internacional para Jerusalém. A liderança judaica aceitou. Os Estados árabes recusaram e foram à guerra.

Lia: E o que aconteceu então?

Davi: Em 1948, a Legião Árabe tomou Jerusalém Oriental e a Cidade Velha. Segundo o Knesset, várias sinagogas do Bairro Judaico foram demolidas, e a população judaica saiu da Cidade Velha.

Lia: E nos anos de controle jordaniano?

Davi: A Jordânia descumpriu o Acordo de Armistício e negou aos judeus acesso ao Muro e ao cemitério do Monte das Oliveiras.

Lia: E depois de 1967, o que mudou no acesso aos locais sagrados?

Davi: O Knesset aprovou a Lei de Proteção dos Locais Sagrados, que garantiu acesso e culto a judeus, cristãos e muçulmanos.

Lia: Desde quando Jerusalém é a capital de Israel?

Davi: David Ben-Gurion a declarou capital em dezembro de 1949. Em 1980, a Lei Básica afirmou: "Jerusalém, completa e unida, é a capital de Israel".

Lia: E os Estados Unidos?

Davi: Inauguraram sua embaixada em Jerusalém em maio de 2018.

Lia: Mas a Corte Internacional de Justiça não se manifestou em sentido contrário?

Davi: Em 2024, a Corte emitiu um parecer consultivo que rejeita a posição israelense sobre Jerusalém Oriental. É um parecer sem valor de sentença, e não uma condenação. Israel mantém que Jerusalém unida é sua capital.

Lia: Uma pergunta que aparece muito: os judeus eram maioria na cidade antes do Estado de Israel?

Davi: Registros do século dezenove mostram os judeus como o maior grupo da cidade em meados do século. Alguns registros falam em maioria absoluta já em 1875.

Lia: E esses números variam?

Davi: Variam conforme o censo usado. Mas a conclusão se mantém: a maioria judaica em Jerusalém antecede o Estado de Israel.

Lia: E a ligação muçulmana com o Monte do Templo?

Davi: Ela existe. É o Haram al-Sharif, o terceiro local mais sagrado do islã. Reconhecer os dois vínculos não é contraditório.

Lia: O que não dá é negar o vínculo judaico.

Davi: Essa negação é falsa. A arqueologia, os autores gregos e romanos e o Arco de Tito confirmam esse vínculo. O próprio guia oficial do Supremo Conselho Muçulmano, de 1924, dizia que a identidade do Monte com o local do Templo de Salomão estava acima de qualquer disputa.

Lia: E logo depois da guerra, veio a paz?

Davi: Israel aceitou a fórmula "terra por paz". Na Cúpula de Cartum, os governos árabes responderam com os "três nãos": não à paz com Israel, não ao reconhecimento de Israel e não às negociações com Israel.

Lia: E a ONU?

Davi: Em novembro de 1967, o Conselho de Segurança aprovou por unanimidade a Resolução 242.

Lia: O que ela diz?

Davi: Ela liga duas obrigações: a retirada israelense de territórios tomados na guerra e o direito de todos os Estados da região de viver em paz, dentro de fronteiras seguras e reconhecidas.

Lia: E aquele detalhe famoso do texto em inglês?

Davi: O texto fala em retirada "de territórios", sem o artigo definido. Para Israel, a resolução não exige a saída de todos eles e prevê obrigações recíprocas, com fronteiras definidas em negociação.

Lia: E como os Estados árabes leem o texto?

Davi: Os Estados árabes e os palestinos o leem como exigência de retirada das linhas de 1967, com ajustes limitados. Mais tarde, Egito e Jordânia assinaram tratados de paz com Israel.

Lia: Vamos às três ideias-chave. Primeira?

Davi: A crise de 1967 foi criada pelo Egito, e primeiro disparo não é o mesmo que causa da guerra.

Lia: Segunda: em seis dias, Israel passou do cerco à vitória, reunificou Jerusalém e devolveu aos judeus o acesso ao Muro Ocidental.

Davi: Terceira: debater fronteiras é legítimo, mas negar o direito de Israel existir é antissemitismo, segundo a definição da IHRA, que a JJO adota.

Lia: Jerusalém, completa e unida, é a capital de Israel. Obrigada por ouvir o Contexto.

Davi: Mais materiais em jjo.org.br.

Guia de estudo

Objetivos de aprendizagem

Ao final deste estudo, o estudante deverá ser capaz de: 1. Explicar a crise de maio de 1967 e por que Israel se viu cercado em três frentes. 2. Diferenciar primeiro disparo de causa da guerra e entender por que Israel atacou preventivamente em 5 de junho. 3. Descrever as principais etapas militares da guerra, da Operação Moked ao cessar-fogo de 10 de junho. 4. Compreender o significado histórico e religioso da reunificação de Jerusalém e da volta ao Muro Ocidental. 5. Analisar as consequências da guerra: o deslocamento de civis, os “três nãos” de Cartum e a Resolução 242. 6. Reconhecer o vínculo milenar do povo judeu com Jerusalém e o status atual da cidade como capital de Israel.

Conceitos-chave

  • Ataque preventivo: ação militar lançada para evitar um golpe considerado iminente. Em 4 de junho de 1967, o gabinete de Levi Eshkol votou por esse ataque.
  • Casus belli: ato que justifica a guerra. Desde 1957, Israel avisava que o fechamento do Estreito de Tiran seria um casus belli.
  • Tekufat HaHamtana (“o período de espera”): cerca de três semanas de mobilização de reservistas e de profunda ansiedade antes da guerra.
  • Operação Moked: ataque aéreo de 5 de junho, às 07:45, contra 11 bases aéreas egípcias. Mais de 300 aeronaves egípcias foram destruídas no primeiro dia, segundo os registros militares.
  • Reunificação de Jerusalém: depois de 19 anos de divisão (1948–1967), Israel passou a administrar a cidade inteira. Os judeus voltaram a ter acesso ao Muro Ocidental e à Cidade Velha.
  • “Terra por paz” e Resolução 242: fórmula que liga a retirada israelense de territórios tomados na guerra ao fim do estado de guerra e ao direito de todos os Estados da região de viver em paz, dentro de fronteiras seguras e reconhecidas.
  • Status quo do Monte do Templo: Israel cuida da segurança e do acesso. O Waqf islâmico, ligado à Jordânia, administra os assuntos religiosos. Não muçulmanos podem visitar, mas na prática oficial não podem rezar no recinto.

Linha do tempo

Data Acontecimento
c. 1000 a.C. Pelo relato bíblico, o rei Davi faz de Jerusalém a capital do reino unificado.
586 a.C. A Babilônia incendeia Jerusalém e o Primeiro Templo.
70 d.C. As legiões de Tito destroem a cidade e o Segundo Templo.
Maio de 1948 A Jordânia captura o Bairro Judaico da Cidade Velha. Várias sinagogas são demolidas.
13 dez. 1949 David Ben-Gurion declara Jerusalém capital de Israel.
Jan. 1964 Na reunião da Liga Árabe no Cairo, os Estados árabes declaram coletivamente, pela primeira vez, que seu objetivo final é a destruição de Israel. Segundo Yitzhak Rabin, foi a semente da guerra.
7 abr. 1967 A Força Aérea Israelense derruba seis caças MiG-21 sírios.
13–14 maio A União Soviética repassa ao Egito e à Síria uma informação falsa: Israel estaria preparando uma invasão no norte.
14–16 maio Nasser envia dezenas de milhares de soldados e blindados ao Sinai.
16–18 maio O Egito obtém a retirada da UNEF. O secretário-geral U Thant aceita retirá-la.
22–23 maio O Egito fecha o Estreito de Tiran a navios israelenses e corta o acesso a Eilat.
30 maio O rei Hussein assina pacto com o Egito. O Iraque adere e envia tropas à Jordânia.
4 jun. O gabinete de Eshkol vota pelo ataque preventivo.
5 jun. Operação Moked. A artilharia jordaniana bombardeia Jerusalém Ocidental e o centro de Israel.
7 jun. Israel toma a Cidade Velha e Jerusalém Oriental.
9–10 jun. As FDI tomam as Colinas de Golã.
10 jun. Entra em vigor o cessar-fogo exigido pelo Conselho de Segurança da ONU.
29 ago.–1º set. A Cúpula de Cartum adota os “três nãos”.
22 nov. 1967 O Conselho de Segurança aprova por unanimidade a Resolução 242.
30 jul. 1980 O Knesset aprova a Lei Básica: “Jerusalém, completa e unida, é a capital de Israel”.
Maio de 2018 Os Estados Unidos inauguram sua embaixada em Jerusalém.

Resultado da guerra

Israel venceu e passou a controlar cinco áreas: - o Sinai e a Faixa de Gaza, antes sob administração egípcia; - Judeia e Samaria e Jerusalém Oriental, sob controle jordaniano desde 1948; - as Colinas de Golã, antes sírias.

O território sob controle militar israelense triplicou. Mais de um milhão de palestinos passaram a viver sob administração israelense.

Cerca de 300.000 palestinos foram deslocados de Judeia e Samaria e de Jerusalém Oriental. Os palestinos chamam esse episódio de Naksa. Também houve deslocamento de sírios das Colinas de Golã. Esse sofrimento é real e não se nega. Ele ocorreu durante uma guerra provocada pela crise que o Egito criou, e a maior parte da população permaneceu onde estava.

Perguntas para discussão

  1. Por que o fechamento do Estreito de Tiran era visto por Israel como um ato de guerra? Qual era a importância de Eilat?
  2. O que significa dizer que “primeiro disparo não é o mesmo que causa da guerra”? Como os críticos e Israel interpretam o ataque de 5 de junho?
  3. Que papel teve a falsa informação soviética de maio de 1967 no início da crise?
  4. Por que a volta ao Muro Ocidental, depois de 19 anos, tem um peso tão grande para o povo judeu? Que garantias a Lei de Proteção dos Locais Sagrados (1967) oferece a judeus, cristãos e muçulmanos?
  5. Compare a resposta da Cúpula de Cartum com a lógica da Resolução 242. Por que a ausência do artigo “the” no texto em inglês gera leituras diferentes?

Glossário curto

  • FDI: Forças de Defesa de Israel.
  • UNEF: Força de Emergência das Nações Unidas. Separava egípcios e israelenses no Sinai desde a Crise de Suez.
  • Knesset: Parlamento de Israel.
  • Muro Ocidental: remanescente do muro de contenção do complexo do Segundo Templo, ampliado por Herodes. É o lugar mais sagrado de oração do judaísmo.
  • Monte do Templo / Haram al-Sharif: local do Primeiro e do Segundo Templos. Para os muçulmanos, é o terceiro local mais sagrado do islã, onde ficam o Domo da Rocha e a Mesquita de al-Aqsa.
  • Waqf: órgão islâmico, ligado à Jordânia, que administra os assuntos religiosos no Monte do Templo.
  • Naksa: “revés”, nome dado pelos palestinos ao deslocamento de 1967.
  • IHRA: definição de antissemitismo adotada pela JJO. Segundo ela, negar o direito de Israel existir é antissemitismo.

Para refletir

Debater fronteiras faz parte da vida política e diplomática. Já negar o vínculo judaico com Jerusalém contraria a arqueologia, os autores antigos e até eruditos muçulmanos clássicos. Os vínculos judaico e muçulmano com a cidade não se excluem.

Quiz: teste o que aprendeu

1. Entre quais datas foi travada a Guerra dos Seis Dias?

A guerra durou de 5 a 10 de junho de 1967. O cessar-fogo exigido pelo Conselho de Segurança da ONU entrou em vigor em 10 de junho.

2. Qual medida egípcia cortou o acesso de Israel ao porto de Eilat?

Em 22 e 23 de maio de 1967, o Egito fechou o Estreito de Tiran a navios israelenses. Desde 1957, Israel avisava que esse bloqueio seria um casus belli.

3. Que papel a União Soviética teve no início da crise de 1967?

A União Soviética não combateu. Em 13 e 14 de maio, porém, passou essa informação falsa, que desencadeou a mobilização egípcia no Sinai.

4. Como os israelenses chamam as cerca de três semanas de cerco e mobilização antes da guerra?

Tekufat HaHamtana significa “o período de espera”, um tempo de profunda ansiedade em que Israel mobilizou seus reservistas.

5. O que foi a Operação Moked?

Às 07:45 de 5 de junho, a Força Aérea Israelense atacou 11 bases aéreas no Egito e destruiu mais de 300 aeronaves egípcias no primeiro dia. Com isso, garantiu o domínio do céu.

6. O que aconteceu na frente leste em 5 de junho, apesar dos pedidos de Israel para que a Jordânia ficasse fora da guerra?

A Jordânia abriu fogo em 5 de junho. Israel contra-atacou e, em 7 de junho, tomou a Cidade Velha e Jerusalém Oriental.

7. Por quantos anos os judeus ficaram sem acesso ao Muro Ocidental antes de 1967?

De 1948 a 1967, a Jordânia controlou a Cidade Velha. Descumprindo o Artigo 8 do Acordo de Armistício de 1949, negou aos judeus acesso ao Muro e ao cemitério do Monte das Oliveiras.

8. Quais foram os “três nãos” da Cúpula de Cartum?

Entre 29 de agosto e 1º de setembro de 1967, os governos árabes adotaram essa política. Mais tarde, Egito e Jordânia assinaram tratados de paz com Israel.

9. Qual é a posição oficial de Israel sobre a Resolução 242?

O texto em inglês não usa o artigo “the” antes de “territórios”. A resolução, aprovada por unanimidade em 22 de novembro de 1967, liga a retirada ao fim do estado de guerra e a fronteiras seguras e reconhecidas.

10. Qual lei, aprovada pelo Knesset em 30 de julho de 1980, afirma que “Jerusalém, completa e unida, é a capital de Israel”?

A Lei Básica também define Jerusalém como sede da Presidência, do Knesset, do governo e da Suprema Corte. O Jerusalem Embassy Act é uma lei do Congresso americano, de 1995.

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