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Jardim memorial Yonatan Netanyahu, em Rishon Lezion
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Operação Entebbe: o resgate mais ousado da história

Podcast, guia de estudo, quiz e cartões sobre Operação Entebbe: o resgate mais ousado da história, para estudantes, professores e famílias.

Para: estudantes, professores e famíliasPodcast: 11 min
Foto: Jardim memorial Yonatan Netanyahu, em Rishon Lezion. Dr. Avishai Teicher · CC BY 2.5 · Wikimedia Commons

Ouça: Podcast Contexto

Uma conversa de 11 minutos para ouvir no caminho, em sala ou antes do encontro do grupo.

Narração com vozes sintéticas, feita a partir das páginas deste site. Baixar o MP3 (11 min, 5,2 MB).

Ler a transcrição completa

Lia: Olá, está começando mais um episódio do Contexto, o podcast da Juventude Judaica Organizada. Eu sou a Lia.

Davi: E eu sou o Davi. Hoje a gente vai contar uma história que muita gente chama de o resgate mais ousado da história: a Operação Entebbe.

Lia: Em 4 de julho de 1976, comandos israelenses libertaram, em Uganda, a maioria dos reféns de um avião sequestrado. E fizeram isso a cerca de 4.000 quilômetros de casa.

Davi: Antes de entrar nos detalhes, Lia, por que vale a pena falar de um episódio de quase cinquenta anos atrás?

Lia: Por três motivos. Primeiro, porque Entebbe mostra o compromisso do Estado judeu de ir até o fim para proteger seus cidadãos e os judeus ameaçados por terroristas. Segundo, porque nesse sequestro pessoas foram escolhidas como reféns por serem judeus. E terceiro, porque até hoje Entebbe aparece em estudos militares, em debates jurídicos e até no cinema.

Davi: Ou seja, é história, mas também ajuda a entender o presente.

Lia: Exatamente. Então vamos por partes.

Davi: Primeiro bloco: o sequestro. O que aconteceu?

Lia: Tudo começou em 27 de junho de 1976. O voo Air France 139 fazia a rota Tel Aviv–Paris e parou para uma escala em Atenas. Foi ali que quatro sequestradores tomaram o avião.

Davi: Quem eram eles?

Lia: Dois palestinos ligados à FPLP e dois alemães de um grupo chamado Células Revolucionárias. Eram quatro terroristas.

Davi: E o que eles queriam?

Lia: Eles exigiam a libertação de presos palestinos e de outros terroristas. Usaram os passageiros como moeda de troca.

Davi: E por que o avião foi parar justamente em Uganda?

Lia: O avião foi desviado para o aeroporto de Entebbe. Uganda era governada pelo ditador Idi Amin. Segundo fontes israelenses e relatos históricos, o regime dele apoiou os sequestradores. Em vez de proteger os reféns, o governo local estava do lado de quem os mantinha presos.

Davi: Isso muda tudo, porque normalmente o país onde o avião pousa tenta negociar a libertação.

Lia: Pois é. E aí vem o momento mais grave dessa história. Em Entebbe, os sequestradores fizeram uma triagem dos passageiros.

Davi: Uma triagem com qual critério?

Lia: Eles separaram os passageiros israelenses e judeus dos demais. Os outros foram libertados. A formulação oficial israelense, registrada pelo Centro de Informação de Israel, diz que os não israelenses foram soltos e que os israelenses e os judeus ficaram como reféns.

Davi: Os relatos batem em todos os detalhes?

Lia: Variam em alguns pontos, como quem foi classificado e de que forma. Mas o núcleo do fato é claro: o critério foi ser israelense ou judeu. E escolher reféns por serem judeus é um ato antissemita.

Davi: Para quem está ouvindo em sala de aula, vale pensar: aquelas pessoas não estavam ali por causa de algo que fizeram. Estavam ali por causa de quem eram.

Lia: Isso. E, nesse cenário, teve um gesto que merece ser lembrado.

Davi: O do piloto, né?

Lia: O comandante francês Michel Bacos e parte da tripulação foram autorizados a ir embora. Mas ficaram voluntariamente com os reféns, como registra a BBC.

Davi: Eles podiam sair e escolheram ficar. É bonito ver que, num momento tão sombrio, houve quem se recusasse a abandonar os outros.

Lia: É uma lição de coragem e de solidariedade.

Davi: Vamos para o segundo bloco, o resgate. Israel estava a milhares de quilômetros. Como decidiu agir?

Lia: Israel optou por uma operação militar. Na noite de 3 para 4 de julho de 1976, uma semana depois do sequestro, comandos israelenses atacaram o terminal do aeroporto de Entebbe.

Davi: E quanto tempo durou?

Lia: Cerca de uma hora e meia. Nesse tempo, os comandos mataram os sequestradores e libertaram a maioria dos reféns.

Davi: A operação ficou conhecida por mais de um nome, certo?

Lia: Sim. Também é chamada de Operação Thunderbolt e, depois, passou a se chamar Operação Yonatan.

Davi: Por causa do Yoni Netanyahu.

Lia: Isso. O tenente-coronel Yonatan Netanyahu, o Yoni, comandou a força terrestre do resgate. Ele foi o único militar israelense morto na ação.

Davi: Sabe-se exatamente como ele foi atingido?

Lia: Há debate histórico sobre a origem do disparo. As hipóteses são um terrorista, um soldado ugandense ou fogo amigo. As fontes oficiais confirmam a morte, documentada pelos Arquivos do Ministério da Defesa de Israel e pela BBC, mas não encerram essa discussão.

Davi: E o que ele representa hoje em Israel?

Lia: Yoni virou símbolo de liderança e de sacrifício pela vida de civis. Ele estava na frente, liderando, e deu a vida para que outras pessoas voltassem para casa.

Davi: Agora vamos aos números, porque às vezes eles aparecem diferentes por aí e isso confunde.

Lia: Verdade, os números variam conforme a fonte e o momento contado. No início, havia cerca de 250 pessoas a bordo. O número de reféns resgatados citado é 105.

Davi: Por que essa diferença tão grande?

Lia: Porque o primeiro número inclui todos os passageiros e tripulantes. O segundo se refere só ao grupo que ficou preso em Uganda depois que os outros foram libertados. As duas cifras convivem.

Davi: E quantas pessoas morreram?

Lia: Os quatro sequestradores morreram no ataque. Morreu o comandante Yoni Netanyahu. E morreram quatro reféns: três durante a ação e, depois, uma quarta refém.

Davi: Essa quarta refém foi a Dora Bloch.

Lia: Sim. Ela tinha sido levada a um hospital antes do ataque. Segundo relatos históricos amplamente aceitos, registrados pela BBC, ela foi morta depois por agentes do regime de Idi Amin.

Davi: Isso diz muito sobre o perigo que os reféns corriam.

Lia: Diz. E a BBC também registra baixas entre soldados ugandenses. São vidas perdidas que também fazem parte dessa história e merecem ser lembradas com respeito.

Davi: Terceiro bloco: a polêmica. Israel entrou em outro país sem autorização. Isso não violou a soberania de Uganda?

Lia: Foi exatamente essa a acusação de Uganda. Países africanos levaram um projeto de resolução ao Conselho de Segurança da ONU que chamava a incursão de ato de agressão.

Davi: E o que aconteceu?

Lia: A proposta fracassou. Não teve votos suficientes para ser aprovada, segundo a BBC. Israel não foi condenado pela ONU.

Davi: E qual é a resposta israelense a essa crítica?

Lia: Ela se apoia nos fatos do caso. Primeiro, os reféns eram cidadãos israelenses e judeus escolhidos como alvo por terroristas. Segundo, de acordo com fontes israelenses e relatos históricos, o regime de Idi Amin não protegia os reféns, mas apoiava os sequestradores. E terceiro, o assassinato de Dora Bloch por agentes do regime mostra o risco real que eles corriam.

Davi: Ou seja, não havia um governo local disposto a protegê-los.

Lia: Exatamente. Mas é honesto dizer que o debate jurídico continuou. A questão era se um Estado pode usar a força em outro país, sem autorização, para salvar seus cidadãos. Análises posteriores registram que não houve consenso sobre a justificativa legal.

Davi: Então dá para resumir assim: há discussão entre juristas, mas não houve condenação.

Lia: Isso mesmo. E, para quem quiser levar o tema para a sala de aula, esse é um ótimo ponto de debate.

Davi: Quarto bloco: o legado. Por que Entebbe é considerada um marco?

Lia: Porque mostrou que um resgate de reféns a milhares de quilômetros de distância era possível. Segundo a BBC, a operação foi celebrada em Israel e em vários países como um feito extraordinário de contraterrorismo.

Davi: E para Israel, especificamente?

Lia: Fontes israelenses apresentam Entebbe como um ponto de virada na doutrina de resgate de reféns. Isso é uma interpretação histórica influente. Mas o fato operacional é indiscutível: Israel resgatou a maioria dos reféns de um avião sequestrado em território hostil.

Davi: E os estudos militares ainda falam disso?

Lia: Falam. Estudos sobre forças especiais seguem citando Entebbe ao lado de outras missões de resgate, como a tentativa americana fracassada no Irã, em 1980, conhecida como Desert One.

Davi: Dá para entender Entebbe dentro de uma história maior também, não é?

Lia: Sim. Poucos anos antes, em 5 de setembro de 1972, terroristas do grupo palestino Setembro Negro invadiram a vila olímpica de Munique e assassinaram 11 atletas e treinadores israelenses. A partir dali, o terrorismo contra israelenses passou a buscar alvos no exterior. Entebbe fez parte desse período, e a resposta de Israel mostrou que a distância não impediria a defesa de seus cidadãos.

Davi: E muita gente conhece essa história pelo cinema.

Lia: Sim. O sequestro e o resgate inspiraram filmes. A Reuters noticiou uma produção recente sobre o sequestro de 1976. O diretor disse que a obra ajuda a iluminar o conflito entre israelenses e palestinos, mas essa é uma leitura dele, não um retrato histórico do resgate.

Davi: E onde dá para assistir?

Lia: A oferta em streaming e aluguel digital muda com frequência no Brasil. O melhor é buscar o título nos serviços que você usa. E lembrar que filmes dramatizam. Para os fatos, vale ir a fontes primárias, como os Arquivos do Ministério da Defesa de Israel.

Davi: Lia, vamos fechar com as ideias principais?

Lia: Vamos. Primeira ideia: em 1976, terroristas sequestraram o voo Air France 139 e, em Uganda, separaram os passageiros israelenses e judeus dos demais. Escolher reféns por serem judeus é antissemitismo.

Davi: Segunda ideia: em cerca de uma hora e meia, a cerca de 4.000 quilômetros de casa, comandos israelenses libertaram a maioria dos reféns. O comandante Yoni Netanyahu deu a vida na missão, e Dora Bloch foi assassinada depois por agentes do regime de Idi Amin.

Lia: Terceira ideia: Uganda acusou Israel de violar sua soberania, mas a tentativa de condenação na ONU fracassou. E Entebbe continua sendo lembrada como um marco do resgate de reféns e do compromisso de Israel com a vida de seus cidadãos.

Davi: Obrigado por ouvir o Contexto. Se você é estudante, professor ou está ouvindo em família, aproveite para conversar sobre essa história.

Lia: Mais materiais em jjo.org.br. Até o próximo episódio!

Guia de estudo

Objetivos de aprendizagem

Ao final deste estudo, você deverá ser capaz de: 1. Descrever a sequência dos fatos, do sequestro do voo Air France 139 ao resgate em Entebbe. 2. Identificar os sequestradores e explicar por que a seleção dos reféns foi um ato antissemita. 3. Reconhecer o papel de Yonatan (Yoni) Netanyahu e o gesto do comandante Michel Bacos. 4. Entender o debate sobre a soberania de Uganda e o resultado da discussão na ONU. 5. Explicar por que a operação é lembrada como um marco do contraterrorismo. 6. Diferenciar fatos históricos de dramatizações em filmes.

Conceitos-chave

  • Sequestro aéreo e tomada de reféns: em 27 de junho de 1976, quatro terroristas tomaram o voo Air France 139, que fazia a rota Tel Aviv–Paris, durante a escala em Atenas. Dois eram palestinos da FPLP e dois eram alemães das Células Revolucionárias.
  • Exigências: os terroristas exigiam a libertação de presos palestinos e de outros terroristas.
  • Seleção antissemita: em Entebbe, os sequestradores separaram os passageiros israelenses e judeus dos demais e libertaram os outros. Os relatos históricos divergem em alguns detalhes sobre a classificação dos passageiros. O critério da seleção, porém, foi ser israelense ou judeu. Escolher reféns por serem judeus é um ato antissemita.
  • Apoio do regime de Idi Amin: segundo fontes israelenses e relatos históricos, o regime do ditador Idi Amin, então presidente de Uganda, apoiou os sequestradores.
  • O resgate: na noite de 3 para 4 de julho de 1976, comandos israelenses atacaram o terminal do aeroporto de Entebbe, a cerca de 4.000 km de Israel. Eles mataram os sequestradores e libertaram a maioria dos reféns em cerca de uma hora e meia.
  • Nomes da operação: Operação Entebbe, também chamada Thunderbolt. Mais tarde, recebeu o nome de Operação Yonatan, em homenagem ao comandante morto na ação.
  • Soberania e direito internacional: Uganda acusou Israel de violar sua soberania. Um projeto de resolução de países africanos no Conselho de Segurança da ONU chamava a incursão de "ato de agressão". A proposta não obteve votos suficientes, segundo a BBC. As análises posteriores não chegaram a consenso sobre a justificativa legal, mas Israel não foi condenado pela ONU.
  • Marco do contraterrorismo: segundo a BBC, a operação foi celebrada em Israel e em vários países como um feito extraordinário de contraterrorismo. Ela mostrou que era possível resgatar reféns a milhares de quilômetros de distância.

Os números

O que se conta Número citado
Pessoas a bordo no início cerca de 250
Reféns resgatados 105
Reféns mortos (total) quatro
Sequestradores quatro, mortos no ataque
Militares israelenses mortos um (Yonatan Netanyahu)
Distância de Israel cerca de 4.000 km
Duração do resgate cerca de uma hora e meia

Os números variam conforme a fonte e o momento contado. O total de cerca de 250 inclui todos os passageiros e tripulantes no início do sequestro. Os demais números se referem ao grupo mantido em Uganda depois das libertações. A BBC também registra baixas entre soldados ugandenses.

Linha do tempo

  • 5 de setembro de 1972 (contexto): terroristas do grupo palestino Setembro Negro atacam a delegação de Israel nas Olimpíadas de Munique e assassinam 11 atletas e treinadores israelenses. A partir daí, o terrorismo contra israelenses passa a buscar alvos no exterior.
  • 27 de junho de 1976: o voo Air France 139 (Tel Aviv–Paris) é sequestrado após a escala em Atenas e desviado para Entebbe, em Uganda.
  • Dias seguintes: os sequestradores separam os israelenses e os judeus dos demais passageiros. O comandante Michel Bacos e parte da tripulação recebem autorização para partir, mas ficam voluntariamente com os reféns.
  • Noite de 3 para 4 de julho de 1976: comandos israelenses atacam o terminal de Entebbe e libertam a maioria dos reféns. Yonatan Netanyahu morre na ação.
  • Depois do resgate: Dora Bloch, que havia sido levada a um hospital antes do ataque, é assassinada por agentes do regime de Idi Amin, segundo relatos históricos amplamente aceitos.
  • Depois do resgate: fracassa no Conselho de Segurança da ONU a tentativa de condenar Israel.
  • 1980 (comparação): ocorre a fracassada tentativa americana de resgate no Irã, conhecida como Desert One. Estudos militares a citam ao lado de Entebbe.

Pessoas para conhecer

  • Tenente-coronel Yonatan (Yoni) Netanyahu: comandou a força terrestre do resgate e foi o único militar israelense morto na ação. Há debate histórico sobre a origem do disparo que o atingiu: as hipóteses são um terrorista, um soldado ugandense ou fogo amigo. Em Israel, Yoni virou símbolo de liderança e de sacrifício pela vida de civis.
  • Michel Bacos: comandante francês do voo. Teve a chance de partir, mas ficou com os reféns, conforme registra a BBC.
  • Dora Bloch: a quarta refém morta, assassinada em Uganda depois do resgate.
  • Idi Amin: ditador e então presidente de Uganda. Segundo fontes israelenses e relatos históricos, seu regime apoiou os sequestradores.

Fato e dramatização

O sequestro e o resgate inspiraram filmes. A Reuters noticiou uma produção recente. Segundo a Reuters, o diretor afirmou que a obra ajuda a iluminar o conflito entre israelenses e palestinos. Essa é uma leitura do próprio diretor, e não um retrato histórico do resgate. Filmes dramatizam os acontecimentos. Para conhecer os fatos, prefira fontes primárias, como os Arquivos do Ministério da Defesa de Israel.

5 perguntas para discussão

  1. Os sequestradores separaram os reféns pelo critério de serem israelenses ou judeus. Por que esse critério torna o sequestro um ato antissemita, e não apenas um ato político?
  2. O comandante Michel Bacos e parte da tripulação podiam partir, mas ficaram com os reféns. O que esse gesto nos ensina sobre coragem e solidariedade?
  3. Uganda acusou Israel de violar sua soberania. Como os fatos do caso, como o apoio do regime aos sequestradores e o assassinato de Dora Bloch, ajudam a entender a posição israelense?
  4. Por que a operação passou a se chamar Operação Yonatan? Que valores a memória de Yoni Netanyahu representa em Israel?
  5. Qual é a diferença entre assistir a um filme sobre Entebbe e estudar o episódio em fontes primárias? Como podemos identificar a interpretação de um diretor?

Glossário curto

  • Refém: pessoa mantida presa à força para pressionar alguém a atender exigências.
  • FPLP: grupo terrorista palestino ao qual pertenciam dois dos sequestradores.
  • Células Revolucionárias: grupo terrorista alemão ao qual pertenciam os outros dois sequestradores.
  • Contraterrorismo: ações para prevenir e enfrentar o terrorismo, incluindo o resgate de reféns.
  • Soberania: autoridade de um Estado sobre o próprio território.
  • Conselho de Segurança da ONU: órgão da ONU que vota resoluções sobre paz e segurança internacionais.
  • Fogo amigo: disparo que atinge, por engano, alguém do mesmo lado.
  • Antissemitismo: hostilidade ou discriminação contra judeus. A JJO adota a definição da IHRA, segundo a qual negar o direito de Israel existir é antissemitismo.
  • Desert One: a fracassada tentativa americana de resgatar reféns no Irã, em 1980.

Quiz: teste o que aprendeu

1. Em que data ocorreu o resgate dos reféns em Entebbe?

Os comandos israelenses atacaram o terminal na noite de 3 para 4 de julho de 1976. O sequestro havia ocorrido em 27 de junho.

2. Qual voo foi sequestrado?

O voo Air France 139 fazia a rota Tel Aviv–Paris e foi tomado após a escala em Atenas.

3. Quem eram os quatro sequestradores?

O grupo era formado por dois palestinos da FPLP e dois alemães das Células Revolucionárias.

4. Qual foi o critério usado pelos sequestradores para escolher quem ficaria como refém?

Os sequestradores separaram os israelenses e os judeus e libertaram os demais. Escolher reféns por serem judeus é um ato antissemita.

5. Quem foi o único militar israelense morto na operação?

O tenente-coronel Yonatan Netanyahu comandava a força terrestre. Em sua homenagem, a missão passou a se chamar Operação Yonatan.

6. O que fez o comandante francês Michel Bacos?

Segundo a BBC, Bacos e parte da tripulação podiam partir, mas escolheram ficar com os reféns.

7. Quantos reféns foram resgatados, segundo o número citado?

Foram 105 reféns resgatados. O total de cerca de 250 se refere a todas as pessoas a bordo no início do sequestro. Os números variam conforme a fonte.

8. O que aconteceu com Dora Bloch?

Segundo relatos históricos amplamente aceitos, Dora Bloch foi assassinada por agentes do regime ugandense depois do resgate.

9. O que aconteceu no Conselho de Segurança da ONU depois da operação?

Segundo a BBC, a proposta não foi aprovada. As análises não chegaram a consenso sobre a justificativa legal, mas Israel não foi condenado pela ONU.

10. Como a BBC descreve a forma como a operação foi recebida?

Segundo a BBC, Entebbe foi celebrada como um feito extraordinário de contraterrorismo. Ela mostrou que era possível resgatar reféns a milhares de quilômetros de distância.

Cartões de estudo

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