
Operação Entebbe: o resgate mais ousado da história
Podcast, guia de estudo, quiz e cartões sobre Operação Entebbe: o resgate mais ousado da história, para estudantes, professores e famílias.
Ouça: Podcast Contexto
Uma conversa de 11 minutos para ouvir no caminho, em sala ou antes do encontro do grupo.
Narração com vozes sintéticas, feita a partir das páginas deste site. Baixar o MP3 (11 min, 5,2 MB).
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Lia: Olá, está começando mais um episódio do Contexto, o podcast da Juventude Judaica Organizada. Eu sou a Lia.
Davi: E eu sou o Davi. Hoje a gente vai contar uma história que muita gente chama de o resgate mais ousado da história: a Operação Entebbe.
Lia: Em 4 de julho de 1976, comandos israelenses libertaram, em Uganda, a maioria dos reféns de um avião sequestrado. E fizeram isso a cerca de 4.000 quilômetros de casa.
Davi: Antes de entrar nos detalhes, Lia, por que vale a pena falar de um episódio de quase cinquenta anos atrás?
Lia: Por três motivos. Primeiro, porque Entebbe mostra o compromisso do Estado judeu de ir até o fim para proteger seus cidadãos e os judeus ameaçados por terroristas. Segundo, porque nesse sequestro pessoas foram escolhidas como reféns por serem judeus. E terceiro, porque até hoje Entebbe aparece em estudos militares, em debates jurídicos e até no cinema.
Davi: Ou seja, é história, mas também ajuda a entender o presente.
Lia: Exatamente. Então vamos por partes.
Davi: Primeiro bloco: o sequestro. O que aconteceu?
Lia: Tudo começou em 27 de junho de 1976. O voo Air France 139 fazia a rota Tel Aviv–Paris e parou para uma escala em Atenas. Foi ali que quatro sequestradores tomaram o avião.
Davi: Quem eram eles?
Lia: Dois palestinos ligados à FPLP e dois alemães de um grupo chamado Células Revolucionárias. Eram quatro terroristas.
Davi: E o que eles queriam?
Lia: Eles exigiam a libertação de presos palestinos e de outros terroristas. Usaram os passageiros como moeda de troca.
Davi: E por que o avião foi parar justamente em Uganda?
Lia: O avião foi desviado para o aeroporto de Entebbe. Uganda era governada pelo ditador Idi Amin. Segundo fontes israelenses e relatos históricos, o regime dele apoiou os sequestradores. Em vez de proteger os reféns, o governo local estava do lado de quem os mantinha presos.
Davi: Isso muda tudo, porque normalmente o país onde o avião pousa tenta negociar a libertação.
Lia: Pois é. E aí vem o momento mais grave dessa história. Em Entebbe, os sequestradores fizeram uma triagem dos passageiros.
Davi: Uma triagem com qual critério?
Lia: Eles separaram os passageiros israelenses e judeus dos demais. Os outros foram libertados. A formulação oficial israelense, registrada pelo Centro de Informação de Israel, diz que os não israelenses foram soltos e que os israelenses e os judeus ficaram como reféns.
Davi: Os relatos batem em todos os detalhes?
Lia: Variam em alguns pontos, como quem foi classificado e de que forma. Mas o núcleo do fato é claro: o critério foi ser israelense ou judeu. E escolher reféns por serem judeus é um ato antissemita.
Davi: Para quem está ouvindo em sala de aula, vale pensar: aquelas pessoas não estavam ali por causa de algo que fizeram. Estavam ali por causa de quem eram.
Lia: Isso. E, nesse cenário, teve um gesto que merece ser lembrado.
Davi: O do piloto, né?
Lia: O comandante francês Michel Bacos e parte da tripulação foram autorizados a ir embora. Mas ficaram voluntariamente com os reféns, como registra a BBC.
Davi: Eles podiam sair e escolheram ficar. É bonito ver que, num momento tão sombrio, houve quem se recusasse a abandonar os outros.
Lia: É uma lição de coragem e de solidariedade.
Davi: Vamos para o segundo bloco, o resgate. Israel estava a milhares de quilômetros. Como decidiu agir?
Lia: Israel optou por uma operação militar. Na noite de 3 para 4 de julho de 1976, uma semana depois do sequestro, comandos israelenses atacaram o terminal do aeroporto de Entebbe.
Davi: E quanto tempo durou?
Lia: Cerca de uma hora e meia. Nesse tempo, os comandos mataram os sequestradores e libertaram a maioria dos reféns.
Davi: A operação ficou conhecida por mais de um nome, certo?
Lia: Sim. Também é chamada de Operação Thunderbolt e, depois, passou a se chamar Operação Yonatan.
Davi: Por causa do Yoni Netanyahu.
Lia: Isso. O tenente-coronel Yonatan Netanyahu, o Yoni, comandou a força terrestre do resgate. Ele foi o único militar israelense morto na ação.
Davi: Sabe-se exatamente como ele foi atingido?
Lia: Há debate histórico sobre a origem do disparo. As hipóteses são um terrorista, um soldado ugandense ou fogo amigo. As fontes oficiais confirmam a morte, documentada pelos Arquivos do Ministério da Defesa de Israel e pela BBC, mas não encerram essa discussão.
Davi: E o que ele representa hoje em Israel?
Lia: Yoni virou símbolo de liderança e de sacrifício pela vida de civis. Ele estava na frente, liderando, e deu a vida para que outras pessoas voltassem para casa.
Davi: Agora vamos aos números, porque às vezes eles aparecem diferentes por aí e isso confunde.
Lia: Verdade, os números variam conforme a fonte e o momento contado. No início, havia cerca de 250 pessoas a bordo. O número de reféns resgatados citado é 105.
Davi: Por que essa diferença tão grande?
Lia: Porque o primeiro número inclui todos os passageiros e tripulantes. O segundo se refere só ao grupo que ficou preso em Uganda depois que os outros foram libertados. As duas cifras convivem.
Davi: E quantas pessoas morreram?
Lia: Os quatro sequestradores morreram no ataque. Morreu o comandante Yoni Netanyahu. E morreram quatro reféns: três durante a ação e, depois, uma quarta refém.
Davi: Essa quarta refém foi a Dora Bloch.
Lia: Sim. Ela tinha sido levada a um hospital antes do ataque. Segundo relatos históricos amplamente aceitos, registrados pela BBC, ela foi morta depois por agentes do regime de Idi Amin.
Davi: Isso diz muito sobre o perigo que os reféns corriam.
Lia: Diz. E a BBC também registra baixas entre soldados ugandenses. São vidas perdidas que também fazem parte dessa história e merecem ser lembradas com respeito.
Davi: Terceiro bloco: a polêmica. Israel entrou em outro país sem autorização. Isso não violou a soberania de Uganda?
Lia: Foi exatamente essa a acusação de Uganda. Países africanos levaram um projeto de resolução ao Conselho de Segurança da ONU que chamava a incursão de ato de agressão.
Davi: E o que aconteceu?
Lia: A proposta fracassou. Não teve votos suficientes para ser aprovada, segundo a BBC. Israel não foi condenado pela ONU.
Davi: E qual é a resposta israelense a essa crítica?
Lia: Ela se apoia nos fatos do caso. Primeiro, os reféns eram cidadãos israelenses e judeus escolhidos como alvo por terroristas. Segundo, de acordo com fontes israelenses e relatos históricos, o regime de Idi Amin não protegia os reféns, mas apoiava os sequestradores. E terceiro, o assassinato de Dora Bloch por agentes do regime mostra o risco real que eles corriam.
Davi: Ou seja, não havia um governo local disposto a protegê-los.
Lia: Exatamente. Mas é honesto dizer que o debate jurídico continuou. A questão era se um Estado pode usar a força em outro país, sem autorização, para salvar seus cidadãos. Análises posteriores registram que não houve consenso sobre a justificativa legal.
Davi: Então dá para resumir assim: há discussão entre juristas, mas não houve condenação.
Lia: Isso mesmo. E, para quem quiser levar o tema para a sala de aula, esse é um ótimo ponto de debate.
Davi: Quarto bloco: o legado. Por que Entebbe é considerada um marco?
Lia: Porque mostrou que um resgate de reféns a milhares de quilômetros de distância era possível. Segundo a BBC, a operação foi celebrada em Israel e em vários países como um feito extraordinário de contraterrorismo.
Davi: E para Israel, especificamente?
Lia: Fontes israelenses apresentam Entebbe como um ponto de virada na doutrina de resgate de reféns. Isso é uma interpretação histórica influente. Mas o fato operacional é indiscutível: Israel resgatou a maioria dos reféns de um avião sequestrado em território hostil.
Davi: E os estudos militares ainda falam disso?
Lia: Falam. Estudos sobre forças especiais seguem citando Entebbe ao lado de outras missões de resgate, como a tentativa americana fracassada no Irã, em 1980, conhecida como Desert One.
Davi: Dá para entender Entebbe dentro de uma história maior também, não é?
Lia: Sim. Poucos anos antes, em 5 de setembro de 1972, terroristas do grupo palestino Setembro Negro invadiram a vila olímpica de Munique e assassinaram 11 atletas e treinadores israelenses. A partir dali, o terrorismo contra israelenses passou a buscar alvos no exterior. Entebbe fez parte desse período, e a resposta de Israel mostrou que a distância não impediria a defesa de seus cidadãos.
Davi: E muita gente conhece essa história pelo cinema.
Lia: Sim. O sequestro e o resgate inspiraram filmes. A Reuters noticiou uma produção recente sobre o sequestro de 1976. O diretor disse que a obra ajuda a iluminar o conflito entre israelenses e palestinos, mas essa é uma leitura dele, não um retrato histórico do resgate.
Davi: E onde dá para assistir?
Lia: A oferta em streaming e aluguel digital muda com frequência no Brasil. O melhor é buscar o título nos serviços que você usa. E lembrar que filmes dramatizam. Para os fatos, vale ir a fontes primárias, como os Arquivos do Ministério da Defesa de Israel.
Davi: Lia, vamos fechar com as ideias principais?
Lia: Vamos. Primeira ideia: em 1976, terroristas sequestraram o voo Air France 139 e, em Uganda, separaram os passageiros israelenses e judeus dos demais. Escolher reféns por serem judeus é antissemitismo.
Davi: Segunda ideia: em cerca de uma hora e meia, a cerca de 4.000 quilômetros de casa, comandos israelenses libertaram a maioria dos reféns. O comandante Yoni Netanyahu deu a vida na missão, e Dora Bloch foi assassinada depois por agentes do regime de Idi Amin.
Lia: Terceira ideia: Uganda acusou Israel de violar sua soberania, mas a tentativa de condenação na ONU fracassou. E Entebbe continua sendo lembrada como um marco do resgate de reféns e do compromisso de Israel com a vida de seus cidadãos.
Davi: Obrigado por ouvir o Contexto. Se você é estudante, professor ou está ouvindo em família, aproveite para conversar sobre essa história.
Lia: Mais materiais em jjo.org.br. Até o próximo episódio!
Guia de estudo
Objetivos de aprendizagem
Ao final deste estudo, você deverá ser capaz de: 1. Descrever a sequência dos fatos, do sequestro do voo Air France 139 ao resgate em Entebbe. 2. Identificar os sequestradores e explicar por que a seleção dos reféns foi um ato antissemita. 3. Reconhecer o papel de Yonatan (Yoni) Netanyahu e o gesto do comandante Michel Bacos. 4. Entender o debate sobre a soberania de Uganda e o resultado da discussão na ONU. 5. Explicar por que a operação é lembrada como um marco do contraterrorismo. 6. Diferenciar fatos históricos de dramatizações em filmes.
Conceitos-chave
- Sequestro aéreo e tomada de reféns: em 27 de junho de 1976, quatro terroristas tomaram o voo Air France 139, que fazia a rota Tel Aviv–Paris, durante a escala em Atenas. Dois eram palestinos da FPLP e dois eram alemães das Células Revolucionárias.
- Exigências: os terroristas exigiam a libertação de presos palestinos e de outros terroristas.
- Seleção antissemita: em Entebbe, os sequestradores separaram os passageiros israelenses e judeus dos demais e libertaram os outros. Os relatos históricos divergem em alguns detalhes sobre a classificação dos passageiros. O critério da seleção, porém, foi ser israelense ou judeu. Escolher reféns por serem judeus é um ato antissemita.
- Apoio do regime de Idi Amin: segundo fontes israelenses e relatos históricos, o regime do ditador Idi Amin, então presidente de Uganda, apoiou os sequestradores.
- O resgate: na noite de 3 para 4 de julho de 1976, comandos israelenses atacaram o terminal do aeroporto de Entebbe, a cerca de 4.000 km de Israel. Eles mataram os sequestradores e libertaram a maioria dos reféns em cerca de uma hora e meia.
- Nomes da operação: Operação Entebbe, também chamada Thunderbolt. Mais tarde, recebeu o nome de Operação Yonatan, em homenagem ao comandante morto na ação.
- Soberania e direito internacional: Uganda acusou Israel de violar sua soberania. Um projeto de resolução de países africanos no Conselho de Segurança da ONU chamava a incursão de "ato de agressão". A proposta não obteve votos suficientes, segundo a BBC. As análises posteriores não chegaram a consenso sobre a justificativa legal, mas Israel não foi condenado pela ONU.
- Marco do contraterrorismo: segundo a BBC, a operação foi celebrada em Israel e em vários países como um feito extraordinário de contraterrorismo. Ela mostrou que era possível resgatar reféns a milhares de quilômetros de distância.
Os números
| O que se conta | Número citado |
|---|---|
| Pessoas a bordo no início | cerca de 250 |
| Reféns resgatados | 105 |
| Reféns mortos (total) | quatro |
| Sequestradores | quatro, mortos no ataque |
| Militares israelenses mortos | um (Yonatan Netanyahu) |
| Distância de Israel | cerca de 4.000 km |
| Duração do resgate | cerca de uma hora e meia |
Os números variam conforme a fonte e o momento contado. O total de cerca de 250 inclui todos os passageiros e tripulantes no início do sequestro. Os demais números se referem ao grupo mantido em Uganda depois das libertações. A BBC também registra baixas entre soldados ugandenses.
Linha do tempo
- 5 de setembro de 1972 (contexto): terroristas do grupo palestino Setembro Negro atacam a delegação de Israel nas Olimpíadas de Munique e assassinam 11 atletas e treinadores israelenses. A partir daí, o terrorismo contra israelenses passa a buscar alvos no exterior.
- 27 de junho de 1976: o voo Air France 139 (Tel Aviv–Paris) é sequestrado após a escala em Atenas e desviado para Entebbe, em Uganda.
- Dias seguintes: os sequestradores separam os israelenses e os judeus dos demais passageiros. O comandante Michel Bacos e parte da tripulação recebem autorização para partir, mas ficam voluntariamente com os reféns.
- Noite de 3 para 4 de julho de 1976: comandos israelenses atacam o terminal de Entebbe e libertam a maioria dos reféns. Yonatan Netanyahu morre na ação.
- Depois do resgate: Dora Bloch, que havia sido levada a um hospital antes do ataque, é assassinada por agentes do regime de Idi Amin, segundo relatos históricos amplamente aceitos.
- Depois do resgate: fracassa no Conselho de Segurança da ONU a tentativa de condenar Israel.
- 1980 (comparação): ocorre a fracassada tentativa americana de resgate no Irã, conhecida como Desert One. Estudos militares a citam ao lado de Entebbe.
Pessoas para conhecer
- Tenente-coronel Yonatan (Yoni) Netanyahu: comandou a força terrestre do resgate e foi o único militar israelense morto na ação. Há debate histórico sobre a origem do disparo que o atingiu: as hipóteses são um terrorista, um soldado ugandense ou fogo amigo. Em Israel, Yoni virou símbolo de liderança e de sacrifício pela vida de civis.
- Michel Bacos: comandante francês do voo. Teve a chance de partir, mas ficou com os reféns, conforme registra a BBC.
- Dora Bloch: a quarta refém morta, assassinada em Uganda depois do resgate.
- Idi Amin: ditador e então presidente de Uganda. Segundo fontes israelenses e relatos históricos, seu regime apoiou os sequestradores.
Fato e dramatização
O sequestro e o resgate inspiraram filmes. A Reuters noticiou uma produção recente. Segundo a Reuters, o diretor afirmou que a obra ajuda a iluminar o conflito entre israelenses e palestinos. Essa é uma leitura do próprio diretor, e não um retrato histórico do resgate. Filmes dramatizam os acontecimentos. Para conhecer os fatos, prefira fontes primárias, como os Arquivos do Ministério da Defesa de Israel.
5 perguntas para discussão
- Os sequestradores separaram os reféns pelo critério de serem israelenses ou judeus. Por que esse critério torna o sequestro um ato antissemita, e não apenas um ato político?
- O comandante Michel Bacos e parte da tripulação podiam partir, mas ficaram com os reféns. O que esse gesto nos ensina sobre coragem e solidariedade?
- Uganda acusou Israel de violar sua soberania. Como os fatos do caso, como o apoio do regime aos sequestradores e o assassinato de Dora Bloch, ajudam a entender a posição israelense?
- Por que a operação passou a se chamar Operação Yonatan? Que valores a memória de Yoni Netanyahu representa em Israel?
- Qual é a diferença entre assistir a um filme sobre Entebbe e estudar o episódio em fontes primárias? Como podemos identificar a interpretação de um diretor?
Glossário curto
- Refém: pessoa mantida presa à força para pressionar alguém a atender exigências.
- FPLP: grupo terrorista palestino ao qual pertenciam dois dos sequestradores.
- Células Revolucionárias: grupo terrorista alemão ao qual pertenciam os outros dois sequestradores.
- Contraterrorismo: ações para prevenir e enfrentar o terrorismo, incluindo o resgate de reféns.
- Soberania: autoridade de um Estado sobre o próprio território.
- Conselho de Segurança da ONU: órgão da ONU que vota resoluções sobre paz e segurança internacionais.
- Fogo amigo: disparo que atinge, por engano, alguém do mesmo lado.
- Antissemitismo: hostilidade ou discriminação contra judeus. A JJO adota a definição da IHRA, segundo a qual negar o direito de Israel existir é antissemitismo.
- Desert One: a fracassada tentativa americana de resgatar reféns no Irã, em 1980.
Quiz: teste o que aprendeu
Os comandos israelenses atacaram o terminal na noite de 3 para 4 de julho de 1976. O sequestro havia ocorrido em 27 de junho.
O voo Air France 139 fazia a rota Tel Aviv–Paris e foi tomado após a escala em Atenas.
O grupo era formado por dois palestinos da FPLP e dois alemães das Células Revolucionárias.
Os sequestradores separaram os israelenses e os judeus e libertaram os demais. Escolher reféns por serem judeus é um ato antissemita.
O tenente-coronel Yonatan Netanyahu comandava a força terrestre. Em sua homenagem, a missão passou a se chamar Operação Yonatan.
Segundo a BBC, Bacos e parte da tripulação podiam partir, mas escolheram ficar com os reféns.
Foram 105 reféns resgatados. O total de cerca de 250 se refere a todas as pessoas a bordo no início do sequestro. Os números variam conforme a fonte.
Segundo relatos históricos amplamente aceitos, Dora Bloch foi assassinada por agentes do regime ugandense depois do resgate.
Segundo a BBC, a proposta não foi aprovada. As análises não chegaram a consenso sobre a justificativa legal, mas Israel não foi condenado pela ONU.
Segundo a BBC, Entebbe foi celebrada como um feito extraordinário de contraterrorismo. Ela mostrou que era possível resgatar reféns a milhares de quilômetros de distância.
Cartões de estudo
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