Para denunciar antissemitismo no YouTube, toque nos três pontos (Mais) do vídeo, do comentário ou da mensagem da live, escolha Denunciar e marque conteúdo odioso ou abusivo. Indique o minuto e a frase exata. Se houver um padrão de abuso, denuncie também o canal. Guarde prints e links. Em caso de ameaça, racismo ou exposição de dados, acione também a SaferNet Brasil e a Polícia Civil.
Como fazer uma denúncia de antissemitismo no YouTube?
Você denuncia cada vídeo pelo botão Mais (três pontos) e escolhe Denunciar. O YouTube proíbe conteúdo que promova violência ou ódio contra pessoas ou grupos por religião, etnia, raça ou nacionalidade. A regra vale para vídeos, descrições, comentários e transmissões ao vivo, segundo a política de discurso de ódio do YouTube. A plataforma também afirma ter um compromisso de combater o antissemitismo.
Essa política cobre, por exemplo:
- defesa ou incentivo de violência contra judeus;
- desumanização de judeus ou sua apresentação como grupo perigoso ou inferior;
- insultos e generalizações contra judeus como grupo;
- negação ou minimização do Holocausto;
- assédio contra pessoas por serem judias.
No aplicativo:
1. Abra o vídeo. 2. Toque em Mais (três pontos). 3. Toque em Denunciar. 4. Escolha conteúdo odioso ou abusivo, quando essa opção aparecer. 5. Preencha os detalhes e envie.
No computador:
1. Abra o vídeo. 2. Clique em Mais, abaixo do player. 3. Selecione Denunciar e escolha a categoria. 4. Informe os detalhes e envie.
O passo a passo oficial está na central de ajuda do YouTube.
No campo de explicação, seja concreto:
- o minuto exato (ex.: 02:15);
- a frase ou a imagem antissemita;
- se há ameaça, incentivo à violência, negação do Holocausto ou perseguição;
- links de outros vídeos relacionados.
Escrever só “é antissemita” ajuda pouco. O que pesa na análise é apontar o comportamento que viola a regra.
Qual categoria escolher na denúncia?
Escolha a categoria que descreve o dano principal. Se houver mais de um, a análise pode envolver várias políticas ao mesmo tempo. Os nomes mudam conforme o idioma, o aparelho e as atualizações do aplicativo.
| Situação | Categoria indicada |
|---|---|
| Ataque a judeus como grupo, estereótipos, negação do Holocausto | Discurso de ódio / conteúdo odioso |
| Perseguição a uma pessoa, campanha de humilhação | Assédio ou cyberbullying |
| Ameaça concreta ou convocação para agredir | Ameaças ou violência |
| Divulgação de endereço, telefone ou documentos | Privacidade |
| Apologia ou recrutamento para violência organizada | Extremismo ou terrorismo, se a opção existir |
As regras sobre assédio e sobre extremismo violento têm páginas próprias na central de ajuda.
Como denunciar um comentário ou uma mensagem de live?
Use os três pontos ao lado do comentário, ou toque na mensagem do chat, e escolha Denunciar.
Comentário (app ou computador):
1. Localize o comentário. 2. Toque ou clique nos três pontos ao lado dele. 3. Escolha Denunciar, selecione o motivo e envie.
Mensagem em transmissão ao vivo:
1. Abra a transmissão e localize a mensagem. 2. Toque ou clique na mensagem e escolha Denunciar. 3. Selecione o motivo e envie.
Na live, anote o horário e faça uma captura de tela que mostre o canal, o autor, a mensagem e a hora. Mensagens de chat somem rápido.
Denuncie cada comentário, mesmo que o canal inteiro seja problemático. Assim o YouTube sabe exatamente quais publicações violam as regras.
Como denunciar um canal ou perfil para ele ser excluído?
Denuncie o canal quando o problema for um padrão de vários vídeos ou comentários, e não um caso isolado.
1. Abra a página do canal. 2. Acesse a área de informações (“Sobre”) ou o menu de opções. 3. Selecione Denunciar usuário ou a opção equivalente. 4. Escolha o motivo. 5. Indique os vídeos e comentários mais representativos e explique o padrão.
Segundo a central de ajuda do YouTube, ao denunciar um canal você pode destacar vídeos ou comentários específicos e dar informações adicionais.
A denúncia do canal não substitui a dos conteúdos individuais. Faça as duas. Quem decide sobre a exclusão é o YouTube. O encerramento de um canal é uma das medidas previstas para casos graves ou repetidos, mas não há garantia de resultado.
Quando “sionista” é usado como xingamento, dá para denunciar?
Sim, quando “sionista” funciona como código para “judeu”. Sionismo é o movimento nacional do povo judeu. O INSS, instituto israelense de estudos de segurança, o define como “a busca judaica por autodeterminação em uma terra própria, Israel”. Criticar um governo de Israel ou uma política de Estado israelense é legítimo. O que não é legítimo é usar a palavra para atacar pessoas.
Na prática, extremistas usam “sionista” e o pejorativo “Zio” para driblar moderadores. O “Zio” foi popularizado por David Duke, ex-líder da Ku Klux Klan. As acusações clássicas de controle judaico de governos, mídia e finanças continuam as mesmas. Só a palavra muda. Desde julho de 2024, a Meta remove ataques a “sionistas” quando o termo substitui judeus ou israelenses e vem acompanhado de estereótipos ou ameaças, segundo a Central de Transparência da Meta.
No YouTube, “sionista” não aparece como categoria protegida automática. A decisão depende do contexto e do alvo real da mensagem. Por isso, explique na denúncia por que o termo está substituindo “judeu”. Os sinais mais comuns:
- características negativas atribuídas a todos os “sionistas”;
- “sionistas” apresentados como conspiração mundial ou como grupo racial;
- incentivo à violência contra “sionistas” em sentido amplo;
- ofensas como “rato sionista” ou referências a “nariz”.
Teste prático: troque “sionista” por “judeu”. Se a frase vira preconceito clássico, ela já era antissemita.
A JJO adota a definição de antissemitismo da IHRA. Por esse critério, negar o direito de Israel existir é antissemitismo. A JJO combate o antissemitismo sem ódio a nenhum povo ou religião. Lembre que a plataforma aplica as próprias regras, que nem sempre coincidem com esse critério. Uma denúncia bem fundamentada aumenta a chance de ser aceita.
O que acontece quando denunciamos um vídeo ou comentário no YouTube?
A denúncia envia o conteúdo para análise. Ela não remove nada automaticamente. O YouTube avalia o material com base nas Regras da Comunidade, e o resultado pode ser:
- nenhuma medida, se a plataforma concluir que não houve violação;
- remoção do conteúdo;
- restrição de idade ou limitação de recursos;
- advertência ou penalidade ao canal (o chamado “strike”);
- encerramento do canal em casos graves ou repetidos.
Há exceções para material educacional, documental, científico ou artístico, desde que o conteúdo explique ou documente o discurso de ódio em vez de promovê-lo.
Quem denuncia não controla a decisão. Se o conteúdo continuar no ar, isso não prova que ele é permitido. A revisão pode estar pendente, ou a regra da plataforma pode ser diferente da lei brasileira. Estudos do Center for Countering Digital Hate (2021) mostraram que a moderação automática pode falhar com termos codificados e memes. Se aparecer conteúdo novo, denuncie de novo.
As regras mudam com o tempo. Em junho de 2019, o YouTube passou a proibir expressamente a negação do Holocausto. Segundo o Institute for Strategic Dialogue, a circulação desse tipo de conteúdo caiu bastante na plataforma depois disso.
O que é o crime de discurso de ódio e quando procurar a SaferNet e a polícia?
Algumas mensagens antissemitas violam as regras da plataforma. Outras podem ser crime no Brasil, como racismo, ameaça ou incitação à violência. Nesses casos, denuncie também fora do YouTube.
SaferNet Brasil. A SaferNet recebe denúncias de crimes e de violações de direitos humanos na internet pelo canal Denuncie:
1. Escolha a categoria. 2. Informe o link direto do vídeo, comentário ou canal. 3. Descreva o conteúdo e o contexto. 4. Guarde o número de protocolo.
A denúncia pode ser anônima. A equipe analisa as provas e pode produzir uma notícia-crime para as autoridades, sobretudo quando o conteúdo está hospedado no Brasil, conforme explica a própria SaferNet.
Polícia Civil. Procure uma delegacia, de preferência especializada em crimes cibernéticos, se houver:
- ameaça específica ou iminente;
- incitação à violência contra judeus ou contra uma pessoa;
- perseguição reiterada;
- divulgação de endereço, telefone ou documentos;
- extorsão, chantagem ou invasão de conta;
- suspeita de racismo ou de crime contra a honra.
A SaferNet orienta levar calúnia e difamação cometidas na internet à delegacia, com as provas preservadas. Se houver risco imediato à integridade física, acione a emergência policial. Não espere a resposta da plataforma.
Como guardar provas antes que o conteúdo seja apagado?
Salve tudo antes de denunciar, porque o conteúdo pode ser removido ou editado.
- Copie o URL completo.
- Faça capturas de tela com o nome do canal, o usuário, a data, a hora e o contexto.
- Grave a tela em lives ou em conteúdos temporários.
- Anote o minuto exato do vídeo.
- Não edite os arquivos originais e guarde cópias em local seguro.
- Não responda ao agressor e não espalhe o conteúdo.
A SaferNet recomenda guardar páginas, diálogos e mensagens ofensivas em mídia protegida contra alteração. Essas provas servem para a plataforma, para a SaferNet e para um eventual inquérito.
Linha do tempo
- 2016Em maio, a Comissão Europeia e as grandes empresas de tecnologia criam um Código de Conduta para analisar denúncias de discurso de ódio ilegal em até 24 horas.
- 2019Em junho, o YouTube atualiza suas diretrizes e proíbe expressamente a negação do Holocausto e a supremacia branca.
- 2024Em 17 de fevereiro, entra em vigor na União Europeia a Lei dos Serviços Digitais (DSA), que obriga as grandes plataformas a manter mecanismos de notificação e ação contra conteúdo ilegal.
- 2024Em julho, a Meta passa a remover ataques a “sionistas” quando o termo substitui judeus ou israelenses e vem com estereótipos ou ameaças.
Perguntas frequentes
As denúncias no YouTube são anônimas?
Como dar strike em um canal?
É possível excluir um canal antissemita do YouTube?
Criticar Israel no YouTube é antissemitismo?
- YouTube: política de discurso de ódio
- YouTube: como denunciar conteúdo impróprio
- YouTube: como denunciar um canal
- YouTube: política de assédio e cyberbullying
- YouTube: política de extremismo violento
- YouTube Blog: nosso compromisso de combater o antissemitismo
- SaferNet Brasil: Denuncie
- SaferNet Brasil: como funciona a Central de Denúncias
- SaferNet Brasil: calúnia e difamação
- Meta: atualização da política de discurso de ódio (julho de 2024)
- INSS: o que é sionismo
- INSS: a definição de antissemitismo da IHRA
- AJC: State of Antisemitism in America 2025, relatório sobre redes sociais

